Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

Evento de Tunguska

 
Evento de Tunguska - Árvores caídas após a explosão. Foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927
 
Evento de Tunguska - Árvores caídas após a explosão.
Foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927
 
 

Tunguska é uma região da Sibéria Central onde, às 7.15h da manhã de 30 de Junho de 1908, houve uma gigantesca explosão após uma bola de fogo ser vista atravessando o céu. Não foram encontrados vestígios de meteorito ou explosão nuclear, causando uma onda de impacto que devastou toda a região do lago Baikal, afectando em menor grau todo o norte da Europa. Este evento recebeu o nome desta região, Evento de Tunguska.
 
 
A bola de fogo
 
Ao cruzar o céu e em seguida tocar o horizonte (segundo testemunhas), uma bola de fogo gerou uma enorme explosão. Foram destruídos aproximadamente 2.000 quilómetros quadrados de florestas e queimadas milhares de árvores próximos ao local do suposto impacto. Consta que a onda de choque causada pela explosão se propagou pela atmosfera e circundou o planeta Terra por duas vezes.
 
Durante dois dias, em Londres, cerca de dez mil quilómetros de distância do evento, podia-se ler jornal à noite tal a quantidade de poeira finíssima dispersa na atmosfera terrestre e à luminosidade remanescente.
 
 
O que ocorreu
 
O evento ocorrido em Tunguska, segundo alguns cientistas, pode ter sido algum fragmento de anti-matéria destruído em energia ao deslocar-se na atmosfera da Terra lançando raios gama. O que contradiz esta teoria é a ausência de radioactividade residual em quantidade significativa.
 
Alguns físicos postulam a passagem de um minúsculo buraco negro pela Terra, porém não existem registos de ondas de choque provenientes do Atlântico Norte. Existem aqueles que acreditam ter sido uma nave espacial alienígena que se desintegrou. Porém, não existem vestígios que comprovem tal coisa.
 
Pode-se dizer que existe uma unanimidade no evento: "a gigantesca explosão seguida de uma monumental onda de choque e incêndio na floresta."
 
Também não existem vestígios de cratera de impacto na região. Segundo muitos cientistas, a única explicação aceitável é a provável queda de um pedaço de cometa atingindo uma velocidade de entrada em torno de trinta quilómetros por segundo. Pode aceitar-se que o seu tamanho poderia ter algo em torno de cem metros de comprimento, pesando cerca de um milhão de toneladas.
 
 
A possibilidade de um cometa
 
Os indícios encontrados por Emlen V. Sobotovich levam a crer que realmente o evento de Tunguska foi a queda de um pequeno cometa. Os cometas são formados principalmente de gelo de metano (CH4), gelo de amónia (NH3), e gelo de água (H2O). Entrando na atmosfera da Terra com uma velocidade de 30 km por segundo, um objecto deste produzirá uma enorme bola de fogo que irradiará muita luz e energia, causará uma onda de vento de grande intensidade e temperatura que queimará instantaneamente árvores e o que estiver no seu caminho.
 
Causará uma onda de impacto que será sentida em todo o planeta e não fará cratera alguma. Pois se atingir a superfície da Terra, apesar do impacto, a massa será aparentemente líquida. Porém haverão indícios cometários espalhados pela superfície na forma de micro-diamantes.
 
Estes diamantes são formados pela enorme pressão e temperatura no momento de reentrada e no impacto com a superfície. A matéria-prima é o carbono do metano do próprio cometa que se aquece rapidamente e não se dispersa, ao contrário do hidrogénio. Foram estes minúsculos diamantes que Emlen V. Sobotovich encontrou na região do suposto impacto cometário.
 
 
Outros diamantes
 
Estudiosos têm encontrado frequentemente micro-diamantes em regiões impactadas por meteoritos que provavelmente se formaram em interiores cometários e sobreviveram à entrada na atmosfera. Estas descobertas têm grande probabilidade de demonstrar que a teoria de que foi uma impactação cometária que causou o evento de Tunguska.
 
Novas provas sobre Tunguska:  aqui
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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

Rosa Mota


 Rosa Mota nascida no Porto a 29 de Junho de 1958 é uma atleta portuguesa já fora de actividade. Tornou-se conhecida principalmente pelas suas prestações na Maratona, sendo considerada por muitos como uma das melhores corredoras do século XX nessa especialidade


Rosa Maria Correia dos Santos Mota, conhecida apenas por Rosa Mota nascida no Porto a 29 de Junho de 1958 é uma atleta portuguesa já fora de actividade. Tornou-se conhecida principalmente pelas suas prestações na Maratona, sendo considerada por muitos como uma das melhores corredoras do século XX nessa especialidade.
 
Rosa Mota começou a correr quando ainda frequentava o liceu. Em 1980 conheceu Pedro Barbosa que viria a ser o seu treinador durante toda a sua carreira. A primeira maratona feminina que existiu, decorreu em Atenas na Grécia durante o Campeonato Europeu de Atletismo em 1982; foi também a primeira maratona em que Rosa Mota participou; embora não fizesse parte do lote das favoritas, Rosa bateu facilmente Ingrid Kristiansen e ganhou assim a sua primeira maratona.
 
O sucesso passou a ser uma das imagens de marca de Rosa Mota que invariavelmente, termina bem classificada em todas as maratonas de prestígio. Na primeira maratona olímpica que decorreu em Los Angeles em 1994, ganhou a medalha de bronze. O seu recorde pessoal da distância foi conseguido em 1985 na maratona de Chicago com o tempo de 2 horas, 23 minutos e vinte e nove segundos.
 
Em 1986 é campeã da Europa e em 1987, campeã do Mundo em Roma; em 1988, ganha o ouro olímpico em Seoul, quando a 2 quilómetros da meta atacou Lisa Martin, ganhando com treze segundos de avanço.
 
Em 1990 voltou a Boston para ganhar essa corrida pela terceira vez, vencendo desta vez Uta Piping. Depois disso, Rosa foi a Split, defender o seu título de Campeã Europeia da Maratona. Atacando desde o início, Rosa Mota chegou a ter um avanço de um minuto e meio sobre Valentina Yegorova que no entanto, aos 35 quilómetros conseguiu apanhá-la; as duas lutaram arduamente pela vitória que no final, sorriu a Rosa Mota com apenas cinco segundos de vantagem. Até hoje (2005), a conquista da maratona por três vezes em Campeonatos do Mundo, tanto feminino como masculino, é um exclusivo de Rosa Mota.
 
Apesar de todo este sucesso, Rosa Mota sofria de ciática, o que não a impediu de continuar a coleccionar triunfos, como fez em 1991, na Maratona de Londres; ainda nesse ano, disputando o Campeonato do Mundo em Tóquio, Rosa viu-se obrigada a abandonar a corrida e finalmente retirou-se das competições quando não conseguiu terminar a Maratona de Londres no ano seguinte.
 
Rosa Mota disputou 21 maratonas entre 1982 e 1992, numa média de duas maratonas por ano. Ganhou 14 dessas 21 corridas.
 
Considerada uma "Embaixatriz do Desporto", ganhou o Prémio Abebe Bikila pela sua contribuição no desenvolvimento do treino das corridas de longa-distância. Este prémio foi-lhe atribuído no final da "Corrida Internacional da Amizade", patrocinada pelas Nações Unidas e entregue antes da maratona de Nova Iorque.
 
A nossa Rosinha, como é carinhosamente apelidada por muitos portugueses, é uma das personalidades mais populares do desporto em Portugal no século XX, juntamente com Eusébio, Carlos Lopes e Luís Figo.
 
Em 2004, Rosa Mota transportou a chama-olímpica pelas ruas de Atenas antes dos Olimpíadas de 2004.
 
No Brasil, Rosa Mota também tem grande popularidade já que é a maior vencedora feminina de todos os tempos da mais famosa corrida de rua do país, a Corrida de São Silvestre, disputada nas ruas de São Paulo anualmente no último dia de cada ano. Rosa venceu a prova por cinco vezes.
 
 
Palmarés
 
Maratona
 
- Campeã olímpica em Seul em 1988.
- Medalha de bronze em Los Angeles em 1984.
- Campeã do Mundo em Roma em 1987.
- Quarta classificada no Campeonato do Mundo em Helsínquia em 1983.
- Campeã da Europa em Atenas em 1982, em Estugarda em 1986 e em Split em 1990.
- Vencedora das maratonas de Roterdão (1983), Chicago (1983 e 1984), Tóquio (1986), Boston (1987, 1988 e 1990), Osaca, (1990) e Londres (1991).
- Vencedora da São Silvestre de São Paulo cinco vezes consecutivas (1981 a 1986).
 
Outros
 
- Vice campeã mundial de estrada (15 Km) em 1984 e 1986.
- Ex-detentora do melhor tempo mundial de 20.000 metros em pista (1.06.55,5) em 1983.
- Ex-recordista de Portugal dos 1000, 1500, 3000 e 5000 metros.
-
Oito títulos de campeã de Portugal em corta-mato.
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

O Eléctrico

 
Eléctrico (linha 28), Lisboa, faz um percurso turístico, passando pelas zonas mais antigas da cidade
 
Eléctrico (linha 28), Lisboa,
faz um percurso turístico, passando pelas zonas mais antigas da cidade


  
 

Um eléctrico (ou Trolley) é o carro eléctrico tradicional em grandes cidades como Basileia, Zurique, Lisboa, Porto e Rio de Janeiro. O eléctrico faz um percurso tipicamente mas não obrigatoriamente turístico. Movimenta-se sobre carris (trilhos), que em geral se encontram embutidos nas partes mais antigas das cidades. Destina-se sobretudo ao transporte de passageiros, e constitui um meio de transporte rápido, já que geralmente tem prioridade sobre o restante trânsito.
 
Os eléctricos foram muito utilizados por toda a Europa, e também pela América, já no século XX. Actualmente (2005), o transporte urbano sobre trilhos, também conhecido por VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), uma evolução do "bonde", encontra-se em expansão em várias cidades de todo o mundo.
 
Com o advento do carro eléctrico, semelhante a um autocarro, embora movido a electricidade, o eléctrico passou a ser substituído por este, embora actualmente se verifique uma reinstalação de unidades actualizadas (ao nível do motor e chassis) mediante a crescente preocupação com o meio-ambiente e nível de vida nas cidades, como o caso de Mulhouse, na França. Paralelamente, a subsistência do eléctrico representa uma mais-valia cultural das próprias cidades, já que cada uma introduziu modificações características. Muitas das grandes cidades da Suíça ainda usam os eléctricos, bem como as grandes cidades da Alemanha e algumas cidades da França (Estrasburgo).
 
Os eléctricos têm grandes vantagens em relação aos autocarros, entre as quais se destacam a menor poluição (tanto sonora quanto atmosférica) e a prioridade no trânsito.
 
No Brasil, um eléctrico é chamado "bonde". Este nome possui origem na cidade do Rio de Janeiro, onde a Botanical Garden Rail Road Company operava eléctricos. O termo bonde é uma alusão aos cupons ou bilhetes utilizados como pagamento das passagens, e que na América do Norte eram conhecidos como bonds. A partir daí, os passageiros passaram a chamar tais veículos de bond, tendo este termo sido posteriormente aportuguesado para "bonde".
 
 
História
 
Na sua primeira versão, o eléctrico era movido por cavalos. Os primeiros eléctricos foram construídos nos Estados Unidos. Em 1832 faziam o percurso (linha) Nova York-Harlem e em 1834 em Nova Orleães. Inicialmente a linha férrea era saliente, acima do nível da estrada, transtornando a circulação pedestre e provocando acidentes. Seriam suplantados por carris (rails) embutidos na estrada em 1852, uma invenção de Alphonse Loubat.
 
O primeiro eléctrico na França iria surgir um ano depois, para a exposição mundial, com uma linha montada especificamente para demonstração ao longo de Cours de la Reine.
 
O sistema de bondes (eléctricos) avançou também rapidamente no Brasil, em especial na cidade do Rio de Janeiro, onde se tornou o principal meio de transporte, sendo hoje considerado um dos principais condicionantes e possibilitadores do crescimento urbano desta metrópole que hoje se destaca por possuir mais de 6 milhões de habitantes.
 
O fenómeno do eléctrico iria propagar-se pela restante Europa (Londres, Berlim, Paris, etc.). Mais rápido e confortável que o autocarro, seriam, no entanto, mais dispendiosos dado que ainda eram puxados por tracção animal. Com a invenção do motor a vapor em 1873 e motor eléctrico, em 1881, este meio de transporte seria rapidamente adoptado assim que resolvidos os problemas de produção e transmissão de electricidade. O primeiro eléctrico movido a electricidade foi inaugurado em Berlim em 1881.
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006

O Multibanco

 
Caixa electrónica, caixa automática, terminal bancário ou Multibanco
  
 
 

Uma caixa electrónica, caixa automática, terminal bancário ou Multibanco (Portugal), é um dispositivo electrónico que permite que clientes de um banco retirem dinheiro e verifiquem o movimento das suas contas bancárias sem a necessidade de um funcionário do banco. Muitos terminais bancários também permitem que as pessoas depositem dinheiro ou cheques, transfiram dinheiro entre contas bancárias, comprem cartões pré-pagos para os seus telemóveis ou até mesmo comprem selos.
 
Em Portugal, o Multibanco tem tido muito sucesso, o que levou ao aparecimento de novos serviços não bancários, como a venda de bilhetes ou o pagamento de serviços. Multibanco é uma marca registada propriedade da empresa SIBS. O termo é utilizado comummente para designar as caixas automáticas (as máquinas que permitem a realização de operações bancárias em regime de auto-serviço), sendo mesmo utilizados em relação a caixas automáticas de outros sistemas que o controlado pela SIBS. Neste contexto, também se utiliza o termo ATM, do inglês Automatic Teller Machine.
 
 
História
 
O primeiro caixa electrónico do mundo foi fabricado pela empresa britânica "De La Rue" e foi instalado num bairro no norte da Grande Londres em 27 de Junho de 1967 pelo Barclays Bank. A invenção é creditada à John Shepherd-Barron, apesar de Luther George Simjian ter registado patentes em Nova York, EUA, nos anos 30 e Donald Wetzel e dois outros engenheiros da Docutel também terem registado uma patente em 4 de Junho de 1973.
 
Os primeiros caixas electrónicos aceitavam apenas uma ficha ou "cupom" de uso único, que era retida pelo caixa. Essas trabalhavam em vários princípios como radiação e magnetismo de baixa coercitividade que era retirado pelo leitor de cartão para tornar fraudes mais difíceis.
 
A ideia de um número de identificação pessoal (PIN) armazenado no cartão em si, ao invés de ser digitado quando se queria retirar o dinheiro, foi desenvolvido pelo engenheiro britânico James Goodfellow em 1965, que ainda possui patentes internacionais cobrindo esta tecnologia.
 
Os primeiros caixas automáticos falantes — caixas com instruções sonoras para pessoas com deficiência visual — foram instalados no Canadá em 1999. O primeiro caixa electrónico falante nos Estados Unidos foi instalado em São Francisco em Outubro do mesmo ano. Em 2005 já há em torno de 30.000 caixas automáticos falantes naquele país.
 
 
Usos alternativos
 
Apesar dos caixas electrónicos serem utilizados principalmente para retirar dinheiro, eles evoluíram para incluir muitas outras funções bancárias. Em alguns países que possuem uma rede integrada de terminais bancários compartilhados por mais de um banco, como nas caixas Multibanco em Portugal, os caixas incluem muitas outras funções que não são directamente relacionadas à conta bancária, como por exemplo:
 
- Pagamento de contas, taxas (utilidades, contas de telefone, taxas legais, etc.)
- Trocar dinheiro por cartões pré-pagos (para telemóveis, cabines telefónicas, etc.)
- Compra de ingressos (comboios, espectáculos, etc.)
 
Muitos terminais bancários  nos Estados Unidos também permitem a compra de selos postais.
 
No Japão, onde os bancos cobram por levantamento de dinheiro, os caixas electrónicos não são muito populares. Esperando atrair mais usuários, os novos terminais bancários do Ogaki Kyoritsu Bank irão incluir jogos de sorte que permitirão aos usuários livrarem-se dessa taxa ou ganhar 1000 ienes, enquanto os caixas do Bank of Tokyo Mitsubishi incluirão tecnologia de segurança biométrica.
 
Os sistemas chamados biométricos podem basear o seu funcionamento em características de diversas partes do corpo humano, por exemplo: os olhos, a palma da mão, as impressões digitais do dedo, a retina ou íris dos olhos.

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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006

A Água do Mar

 
MAR  ( Oceano Atlântico, junto à cidade da Figueira da Foz - Portugal )
 
 
 

Água do mar é a água de um mar ou de um oceano. Em média, a água do mar de todo o mundo tem uma salinidade de 35 (3,5%). Isto significa que para cada litro de água do mar há 35 gramas de sais dissolvidos (a maior parte é cloreto de sódio, NaCl). Esta água não é potável, devido à sua alta concentração de sais, que podem desidratar uma pessoa.
 
A água do mar não tem salinidade uniforme ao redor do globo. A água menos salina do planeta é a do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico. O mar mais salino é o Mar Vermelho, no Médio Oriente, onde o calor aumenta a taxa de evaporação na superfície, e há pouca descarga fluvial.
 
 
A origem da salinidade do oceano
 
As teorias científicas para explicar as origens do sal marinho começaram com Edmond Halley, em 1715, que propôs que os sais e outros minerais foram transportados para o mar pelos rios, tendo sugado da terra por queda da chuva, "lavando"  as rochas. Ao alcançar os oceanos estes sais seriam retidos e concentrados pelo processo de evaporação que removem a água - ciclo hidrológico - (ciclo hidrológico é o nome que se dá ao movimento da água entre os continentes, oceanos e a atmosfera). Halley notou que do pequeno número de lagos no mundo que não têm saídas para o oceano (como o Mar Morto e o Mar Cáspio), a maioria têm alto teor de sais. Halley denominou este processo de "intemperismo continental". Intemperismo é um conjunto de fenómenos físicos e químicos que levam à transformação dos minerais e portanto das rochas.
 
A teoria de Halley estava correcta em parte. Em adição, o sódio foi sugado do fundo do oceano quando os oceanos se formaram. A presença dos outros elementos dominantes como cloreto, resultaram do escape de gases do interior da Terra (na forma de ácido clorídrico), por vulcões e fontes hidrotermais. O sódio e o cloreto então combinaram-se para formar o constituinte mais abundante da água do mar.
 
A salinidade do oceano tem ficado estável por milhões de anos, provavelmente como uma consequência de um sistema tectónico/químico que recicla o sal. Desde o surgimento do oceano, o sódio não é mais trazido do fundo do oceano, mais é capturado de camadas sedimentares que cobrem o leito do oceano. Uma teoria diz que a tectónica de placas faz com que o sal seja forçado para baixo das massas continentais, onde é lentamente sugado de volta à superfície.
 
 
Composição química
 
A ciência que estuda a composição química dos oceanos e as concentrações dos compostos na água do mar chama-se oceanografia química. A água do mar tem composição química quase constante. Há um pouco mais de 70 elementos dissolvidos na água do mar, mas apenas seis desses constituem mais de 90% dos sais dissolvidos; todos ocorrem como iões.
 
Os cientistas estudam principalmente os macronutrientes na água do mar (nitrogénio, fósforo e enxofre), já que são os mais importantes para a vida marinha, principalmente para as plantas, que são a base da produção primária. Mas os micronutrientes também são largamente estudados, uma vez que, devido às suas baixas concentrações, podem tornar-se limitantes para vários tipos de organismos marinhos.
 
 
Principais iões salinos da água do mar
 
-  Cloreto (Cl-):   55,04 %m  (%m significa percentagem em massa)
-  Sódio (Na+):   30,61 %m
-  Sulfato (SO42-):   7,68 %m
-  Magnésio (Mg2+):   3,69 %m
-  Cálcio (Ca2+):   1,16 %m
-  Potássio (K+):   1,10 %m
 
 
Gases dissolvidos na água do mar
 
A água do mar também contém pequenas quantidades de gases dissolvidos, principalmente nitrogénio, oxigénio e dióxido de carbono. A água, a uma dada temperatura e salinidade, está saturada com gás quando a quantidade de gás que se dissolve na água é igual à quantidade que sai ao mesmo tempo. A água do mar superficial está geralmente saturada com gases atmosféricos, como oxigénio e nitrogénio. A quantidade de gás que pode se dissolver na água do mar é determinada pela temperatura e salinidade da água. Aumentando-se a temperatura ou a salinidade reduz-se a quantidade de gás que pode ser dissolvido.
 
Uma vez que a água afunda para baixo da superfície oceânica (por exemplo, por se tornar mais densa pela evaporação), os gases dissolvidos não podem mais ser trocados com a atmosfera. A quantidade de gás num dado volume de água permanecerá inalterado, excepto pelo movimento das moléculas de gás através da água  -  difusão (processo lento), ou pela mistura da água com outras massas de água que contêm diferentes teores de gases dissolvidos.
 
Em geral, o nitrogénio e raros gases inertes (árgon, hélio, etc.) comportam-se dessa maneira  - as suas concentrações são conservativas e somente afectadas por processos físicos. Em contraste, alguns gases dissolvidos são não-conservativos e participam activamente em processos químicos e biológicos que modificam as suas concentrações. Exemplos são o oxigénio e o dióxido de carbono  -  libertados e usados a diversas taxas nos oceanos, especialmente pelos organismos.

-  Os oceanos (pela sua dimensão, mas também as massas de água continentais) têm um papel muito importante no equilíbrio do dióxido de carbono na atmosfera terrestre. Este gás têm a propriedade de reagir com os iões presentes na água para formar iões bicarbonato. Dessa maneira, quando há excesso de dióxido de carbono na atmosfera, ele é "absorvido" pela água que se torna um reservatório de carbono. Quando a biomassa vegetal na água aumenta (por exemplo, por aumento da temperatura ou dos nutrientes), aumenta também a necessidade de dióxido de carbono por essas plantas, para realizarem a fotossíntese  -  nessa altura, o bicarbonato pode "transformar-se" de novo em dióxido de carbono para repor o equilíbrio.
 
 
Aspectos culturais
 
Mesmo num navio ou ilha no meio do oceano pode haver falta de água, isto é, água doce. É um paradoxo, já que uma pessoa cercada de água pode morrer de sede. Muitas nações na África e no Médio Oriente com problemas hídricos aplicam hoje um processo caro, chamado "dessalinização", para obterem água potável a partir da água do mar. No futuro este processo pode tornar-se muito utilizado, dada a presente poluição intensa dos corpos de água continentais.
Fonte: Wikipédia 
 

 
"Ó Mar salgado... quanto do teu sal...
são lágrimas de Portugal..." 
Fernando Pessoa


 
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Domingo, 25 de Junho de 2006

Navegar contra o vento

 
Navegar contra o vento ou «à bolina»

 

Navegar à bolina é uma técnica empregada por embarcações (meio de transporte náutico) de ziguezaguear contra o vento, o que permite navegar por zonas onde o vento não é favorável.
  
Navegar contra o vento ou «à bolina»
 
Para se navegar contra o vento, a vela é colocada de modo a que o seu plano divida aproximadamente em partes iguais o ângulo formado pela direcção do barco e a direcção do vento. O vento empurra a vela sempre segundo um ângulo perpendicular ao plano que ela define. A força do vento pode ser decomposta em duas componentes: uma força que obriga o ar a deslocar-se ao longo da vela (a verde) e outra que é a que exerce pressão sobre a vela (a azul claro). A resistência da água impede que um barco se mova lateralmente. Um barco tem de avançar na direcção da sua proa. A força que exerce pressão sobre a vela (a azul claro) pode ser decomposta em duas componentes: uma força que tenta deslocar o barco lateralmente mas apenas o consegue inclinar (a preto) e outra que é a que efectivamente faz o barco avançar (a azul escuro).
 
Por isso, a maior parte da força do vento (a verde) faz simplesmente com que o ar corra pela vela saindo pela retaguarda, uma outra parte (a preto) inclina o barco e, finalmente uma pequena parte (a azul escuro) faz com que o barco navegue à bolina.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Sábado, 24 de Junho de 2006

Nuno Álvares Pereira

 
Estátua de Nuno Álvares Pereira, do escultor Leopoldo de Almeida, em frente do Mosteiro da Batalha
 
Estátua de Nuno Álvares Pereira, do escultor Leopoldo de Almeida,
em frente do Mosteiro da Batalha
 
 

Nuno Álvares Pereira  (24 de Junho 1360 - 1 de Novembro 1431), também conhecido como o Santo Condestável ou Beato Nuno de Santa Maria foi um general português do século XIV que desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela.
 
 
Biografia
 
Nuno Álvares Pereira nasceu na vila de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco. Casou com Leonor de Alvim no ano de 1377 em Vila Nova da Rainha, freguesia do concelho de Azambuja. Quando o rei Fernando de Portugal morreu em 1383, sem herdeiros a não ser a princesa Beatriz casada com o rei João I de Castela, Nuno foi um dos primeiros nobres a apoiar as pretensões de João, o Mestre de Avis à coroa. Apesar de ser filho ilegítimo de Pedro I de Portugal, João afigurava-se como uma hipótese preferível à perda de independência para os castelhanos. Depois da primeira vitória de Álvares Pereira frente aos castelhanos na batalha dos Atoleiros em Abril de 1384, João de Avis nomeia-o Condestável de Portugal e Conde de Ourém.
 
A 6 de Abril de 1385, João é reconhecido pelas cortes reunidas em Coimbra como Rei de Portugal. Esta posição de força portuguesa desencadeia uma resposta à altura em Castela. João de Castela invade Portugal com vista a proteger os interesses de sua mulher Beatriz. Álvares Pereira toma o controlo da situação no terreno e inicia uma série de cercos a cidades leais a Castela, localizadas principalmente no Norte do país. A 14 de Agosto, Álvares Pereira mostra o seu génio militar ao vencer a Batalha de Aljubarrota à frente de um pequeno exército de 6.000 portugueses e aliados ingleses, contra as 30.000 tropas castelhanas. A batalha viria a ser decisiva no fim da instabilidade política de 1383-1385 e na consolidação da independência portuguesa. Finda a ameaça castelhana, Nuno Álvares Pereira permaneceu como condestável do reino e tornou-se Conde de Arraiolos e Barcelos. Entre 1385 e 1390, ano da morte de João de Castela, dedicou-se a realizar "raides" contra a fronteira de Castela, com o objectivo de manter a pressão e dissuadir o país vizinho de novos ataques.
 
Do seu casamento com Leonor de Alvim, o Condestável teve apenas uma filha, Beatriz Pereira Alvim, que se tornou mulher de Afonso, o primeiro Duque de Bragança. Lembrado como um dos melhores generais portugueses, abraça, nos últimos anos, a vida religiosa carmelita.
 
 
Vida religiosa
 
Após a morte da sua mulher, tornou-se carmelita (entrou na Ordem em 1423, no Convento do Carmo, em Lisboa, que fundara como cumprimento de um voto). Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria.
 
Permanece no Convento do Carmo até à morte, ocorrida em 1 de Abril de 1431, um domingo de Páscoa.
 
Durante o seu último ano de vida, o Rei D. João I fez-lhe uma visita no Carmo. D. João sempre considerou que fora Nuno Álvares Pereira o seu mais próximo amigo, que o colocara no trono e salvara a independência de Portugal.
 
O túmulo de Nuno Álvares Pereira foi destruído no Terramoto de 1755.
O seu epitáfio (inscrição tumular) era:
 
"Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."
 
 
Beatificação
 
Nuno Álvares Pereira foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV. O seu dia festivo é 1 de Abril. O processo de canonização encontra-se aberto e activo desde 1940.
Fonte: Wikipédia.

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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006

O Giroscópio

 
O Giroscópio
 
 

Giroscópio é um dispositivo usado para orientação de navios, aviões e espaçonaves (naves espaciais), inventado por Léon Foucault (físico e astrónomo francês) em 1852. O giroscópio consiste num rotor suspenso por um suporte formado por dois círculos articulados, com juntas tipo "cardan". O seu funcionamento baseia-se no princípio da inércia (1). O eixo em rotação guarda a direcção fixa em relação ao espaço. O giroscópio veio substituir a bússola na navegação marítima. Na aviação, serve de girocompasso e piloto automático, permitindo o voo em condições de visibilidade zero. Nos voos espaciais o dispositivo é fundamental para a orientação das espaçonaves.
 
O giroscópio consiste essencialmente numa roda livre, ou várias rodas, para girar em qualquer direcção e com uma propriedade: opõe-se a qualquer tentativa de mudar a sua direcção original. Exemplo disso é virar a roda de uma bicicleta no ar e tentar mudar a sua rota bruscamente: você sentirá uma enorme reacção.
 
Existem giroscópios completos, quer dizer, eles actuam em todas as direcções e giroscópios simples, actuam apenas num sentido.
 
Ele é usado como auxiliar em navegação de helicópteros rádio-controlados, corrigindo automaticamente o curso.
 
(1) - A inércia é uma propriedade física da matéria. Considere um corpo não submetido à acção de nenhuma força ou submetido a um conjunto de forças de resultante nula; nesta condição esse corpo não sofre variação de velocidade. Isto significa que, se está parado, permanece parado, e se está em movimento, permanece em movimento e a sua velocidade se mantém constante. Tal princípio, formulado pela primeira vez por Galileu e, posteriormente, confirmado por Newton, é conhecido como primeiro princípio da Dinâmica (1ª lei de Newton) ou "princípio da Inércia".
 
Podemos interpretar o seu enunciado da seguinte maneira: todos os corpos são "preguiçosos" e não desejam modificar o seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa "preguiça" é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa (grosso modo, o mesmo que quantidade de matéria).
 
O princípio da inércia pode ser observado no movimento de um comboio. Quando o comboio "arranca" a partir do repouso, os passageiros tendem a deslocar-se para trás, resistindo ao movimento. Da mesma forma, quando o comboio entra em travagem, os passageiros deslocam-se para a frente, tendendo a continuar com a velocidade que possuíam.
 
O conceito de inércia teve um importante precursor na Idade Média, com a "teoria do ímpeto" do filósofo Jean Buridan.
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006

O ADN

 
Uma cadeia de ADN
   
Uma cadeia de ADN
 
 

ADN (ou à inglesa, DNA) é o acrónimo ácido desoxirribonucléico (desoxirribonucleico, na ortografia africana e europeia). O acrónimo em inglês DNA significa deoxyribonucleic acid.
 
O ADN é a molécula orgânica que quando transcrita em RNA, tem a capacidade de codificar proteínas. Tem a forma parecida com uma escada espiral cuja disposição dos "degraus"  se dá em quatro partes moleculares diferentes. Esta disposição constitui as chamadas "quatro letras do código genético".
 
 
Origem
 
Presume-se que a Terra ao formar-se de poeira e gases interestelares há mais ou menos 4,6 biliões de anos, no turbilhão que se formava, já continha os elementos que posteriormente seriam a base da vida.
 
Através dos registos fósseis estudados, alguns cientistas afirmam que a vida se desenvolveu em torno de 4 biliões de anos atrás nos oceanos primitivos do planeta. Segundo alguns, a complexidade das primeiras formas vivas era muito menor que qualquer organismo unicelular, que pode ser considerado um ser vivo altamente sofisticado em relação àquelas.
 
Presume-se que em reacções das mais diversas, influenciadas pela luz ultravioleta do Sol, relâmpagos, etc., iniciaram as composições de moléculas bastante simples. Estas eram ricas em hidrogénio procedente da atmosfera primitiva.
 
Com o avançar do tempo, iniciou-se um processo que levou aqueles fragmentos primitivos a combinarem-se e recombinarem, o que gerou moléculas cada vez mais complexas.
 
Os oceanos da Terra assemelhavam-se a um caldo orgânico porém, ainda não eram vivos. À medida em que a complexidade das moléculas aumentava, começaram a surgir algumas que iniciaram um processo grosseiro de se copiarem a si mesmas.
 
Estas eram provavelmente as primeiras ancestrais do ácido desoxirribonucleico, ou ADN (DNA), molécula principal da vida na Terra.
 
 
Vida
 
Cada ser vivo que habita a Terra possui uma codificação diferente de instruções "escritas"  na mesma linguagem no seu ADN. Estas diferenças geram as diferenças orgânicas entre os organismos vivos. O ADN encontra-se no núcleo celular, as quatro partes que formam a figura parecida com uma escada espiral, contém uma estrutura muito parecida a degraus. Estes são chamados nucleotídeos e decifram as instruções hereditárias para a formação dos organismos vivos e compõem os cromossomas, juntamente com proteínas. Mais precisamente, eles formam os genes, pois no longo código genético de cada ADN, registado na sequência das bases nitrogenadas, está implícita a programação de um ou mais caracteres hereditários como a cor dos olhos, da pele, dos cabelos e etc...
 
 
Mutações
 
Uma alteração no código sequencial, gerará uma mutação, e esta dá-se no nucleotídeo, que uma vez copiada para a geração seguinte, causará uma mudança nas características dos seres que descendem daquele que sofreu a mutação.
 
Dependendo da profundidade da alteração, e uma vez que esta é casual, poderá ser letal ao ser vivo primitivo, pois poderá codificar para a existência daquele uma enzima não-funcional, por exemplo.
 
Logo, de mutação em mutação, ao longo de muito tempo, começaram a aparecer algumas modificações que ao invés de serem letais, passaram algumas a ser benéficas, o que facilitou a sobrevivência de alguns organismos ao invés de outros.
 
Uma vez que a possibilidade de uma mutação benéfica é muito pequena, esta foi provavelmente o desencadeante da evolução.
 
 
Evolução
 
Há cerca de quatro biliões de anos, alguns cientistas afirmam que o Planeta Terra era um Jardim do Éden molecular. Ocorriam reproduções de algumas moléculas de forma ineficiente, estas deixavam cópias grosseiras de si mesmas. Desta forma ocorreram as primeiras reproduções, mutações, e eliminações de forma selectiva e casual. As variedades menos eficientes eram eliminadas, as mais eficientes tendiam a aumentar a sua eficiência a cada geração (se é que se pode dizer neste momento o termo "geração"). Portanto, a evolução no início da existência da "vida"  (não se pode afirmar vida ou organismo vivo no momento descrito, mas processo de desenvolvimento que chegará a um organismo) processou-se a nível molecular.
 
Avançando-se no tempo, as moléculas orgânicas foram adquirindo mais e mais funções especializadas, foram-se juntando aos poucos e de forma casual. A princípio, pode dizer-se que estas "colectividades" moleculares formaram algo parecido com o primeiro "ser-vivo"  composto a partir de algum momento por um ADN funcional.
 
 
Composição do ADN
 
O ADN é composto de uma pentose, radicais fosfatos e bases nitrogenadas.
 
As bases em ADN são:

Adenina
-  Guanina
-  Citosina
-  Timina
 
Sendo que Adenina se liga por meio de pontes de hidrogénio à Timina, e a Citosina se liga à Guanina.
 
A Cadeia de ADN apresenta-se enrolada numa estrutura em dupla-hélice que uma vez no núcleo recebe a acção de histonas e se enovela para formar a cromatina.
 
O ADN é encontrado em todos os seres vivos, incluindo os vírus, que ora possuem ADN, ora possuem RNA, porém, rara e recentemente, foi encontrado um vírus que possuía tanto ADN como RNA, ao mesmo tempo.
 
ARN (em inglês, RNA), é a sigla que designa o ácido ribonucleico. A composição do RNA é muito semelhante ao do ADN, contudo apresenta algumas diferenças. O RNA é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, formado por moléculas de dimensões muito inferiores às do ADN.
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2006

O Facóquero

 
O Facóquero
 
 
 

O facóquero ou facoquero, (Phacochoerus sp.) é um mamífero africano, aparentado com o javali, caracterizado pela cabeça grande, o corpo em forma de barril e a presença de verrugas na cara, o que lhes vale o nome em inglês: warthog (porco-verruguento).
 
 
Classificação
 
O facóquero é classificado como um artiodáctilo (inclui os mamíferos ungulados com um número par de dedos nas patas) da família Suidae (que inclui porcos e javalis) pertencente ao género Phacochoerus. O género inclui duas espécies, P. africanus e P. aethiopicus, que são consideradas sinónimos por alguns autores.
 
 
Distribuição geográfica
 
Os facóqueros habitam a África, ao sul do Saara. Eles preferem as savanas áridas e húmidas, evitando desertos, florestas e montanhas. Ao contrário dos demais suídeos, o facóquero tolera bem a aridez e temperaturas elevadas.
 
 
Aparência
 
O facóquero possui uma cabeça grande com verrugas características, espalhadas aos pares. Os olhos no alto da cabeça servem para vigiar possíveis predadores, como o leão ou o leopardo. O focinho é longo, acompanhado de dois pares de presas, usadas para escavar e para defesa. O corpo é grande e as pernas curtas. Apesar disso, é um bom corredor. Possui um cauda razoavelmente longa, que mantém em posição erecta enquanto trota. Um facóquero adulto pesa entre 50 e 100 kg. A altura da cernelha é em torno de 75 cm.
 
 
Dieta
 
Os facóqueros alimentam-se de pasto ou de raízes, bolbos e tubérculos que escavam com o focinho, apoiados nos seus membros anteriores.
 
 
Reprodução
 
Os machos disputam as fêmeas em combates violentos. A gestação da fêmea é de 175 dias, ao fim dos quais nascem 4 leitõezinhos, que são desmamados aos 2 meses. Os filhotes permanecem junto da mãe até o próximo parto.
 
 
Hábitos
 
Como todos os porcos, usa a lama para se refrescar e se proteger de parasitas e insectos. Eles vivem em pequenos núcleos familiares compostos por uma fêmea e seus filhotes. Os machos vivem sozinhos. Apesar de bons cavadores, os facáoqueros não constroem as suas tocas. Preferem viver em tocas abandonadas de outros animais como o orictéropo (mamífero africano).
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