Domingo, 30 de Abril de 2006

O Tomate

 
O tomate é o fruto do tomateiro
 
 
 

O tomate (do náuatle tomatl ) é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae), embora impropriamente considerado como legume pelos leigos.
 
Originário da América Central e do Sul, era amplamente cultivado e consumido pelos povos pré-colombianos, sendo actualmente cultivado e consumido em todo o mundo.
 
 
Origem
 
A maioria dos botânicos atribui a origem do cultivo e consumo (e mesmo a selecção genética) do tomate como alimento, à civilização inca do antigo Peru, o que deduzem por ainda persistir naquela região, uma grande variedade de tomates selvagens e algumas espécies domesticadas (de cor verde) apenas ali conhecidas.
 
Estes acreditam que o tomate da variedade Lycopersicum cerasiforme, que parece ser o ancestral da maioria das espécies comerciais actuais, tenha sido levado do Peru e introduzido pelos povos antigos na América Central, posto que este foi encontrado amplamente cultivado no México.
 
Outros estudiosos acreditam que o tomate seja originário da região do actual México, não apenas pelo nome pertencer tipicamente à maioria das línguas locais (Náuatles), mas porque as cerâmicas incas não registaram o uso do tomate nos utensílios domésticos, como era costume.
 
Os primeiros contestam esta objecção, alertando que muitas outras frutas e alimentos dos incas também não foram representados nas cerâmicas.
 
 
Características
 
O tomateiro é uma planta fanerógama, angiosperma e monocotiledônea. Apesar da crença generalizada de que seja um legume, é um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação.
 
O tomate é rico em betacaroteno e contém vitamina C.
 
 
Uso culinário
 
É falsa a noção de que, pelo largo uso nos molhos das massas, o tomate tenha origem na Itália ou mesmo longo uso na cozinha italiana.
 
O tomate sempre foi consumido nas civilizações incas, maias e asteca e pertence a um extenso rol de alimentos da América pré-colombiana desconhecidos do Velho Mundo, do qual fazem parte o milho, vários tipos de feijões, batatas, frutas como abacate e o cacau (de cujas sementes se faz o chocolate), afora artigos de uso nativo que se difundiram, como o chiclete (seiva de Sapota -ou sapoti-) e o tabaco.
 
Inicialmente o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais. Somente no século XIX é que o tomate passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez maior, inicialmente na Itália, depois na França e na Espanha.
 
 
Valor nutricional
 
O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por se constituir em um alimento rico em licopeno (média de 3,31 mg em 100 gr), vitaminas do complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes. O licopeno é uma substância carotenóide protectora da próstata.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:19
Link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 29 de Abril de 2006

Dia Internacional da Dança

 
Espectáculo de Tango
   
Espectáculo de Tango
 
 
 

O Dia Internacional da Dança tem sido celebrado no dia 29 de Abril, promovido pelo Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da UNESCO para todos os tipos de dança.
 
A dança é uma forma de expressão artística de sentimentos e ideias através do movimento corporal. Na maior parte dos casos, a dança é acompanhada pela música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.
 
A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO. A data comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do ballet moderno.
 
Entre os objectivos do Dia da Dança estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público geral, assim como incentivar governos de todo o mundo para fornecerem um local próprio para a dança em todos os sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.
 
Enquanto a dança tem sido uma parte integral da cultura humana através da sua história, não é prioridade oficial no mundo. Em particular, o prof. Alkis Raftis, presidente do Conselho Internacional de Dança, disse no seu discurso em 2003 que "em mais da metade dos 200 países no mundo, a dança não aparece em textos legais (para melhor ou para pior!). Não há fundos no orçamento do Estado destinados ao apoio a este tipo de arte. Não há educação da dança, seja privada ou pública".
 
 
Um exemplo de dança:   O Tango
 
O tango é um estilo musical e uma dança a par proveniente do Cone Sul da América do Sul. Nasceu em meados do século XIX em Buenos Aires e Montevideu. No início do século XX espalhou-se pela América do Norte e pela Europa.
 
Não confundir com o palo flamenco, o qual é chamado igualmente de tango, não tendo, contudo, a ver com o da tradição latino-americana.
 
 
Origem do Tango
 
O tango é uma música de origem negra. Primeiro era uma música profana, “com um ritmo bárbaro”, executada por tambores, atabaques e outros instrumentos membranófonos, acompanhada por um bater constante com as palmas das mãos e por um canto sincopado. A dança era sincrónica, frenética, quase acto sexual. Eram os “candombes” dos negros de Buenos Aires, entre os meados e o fim do século XVIII, e também de Montevideu, quando eram eleitos os reis e rainhas das várias “nações” (etnias) negras. Depois, como resultado do sincretismo de culturas africanas e europeias, houve uma espécie de abrandamento da música, do ritmo e da dança, o que resultou numa ladainha, um embalo, quase música cristã: era a forma dos negros, escravos e libertos (escravo que passou à condição de livre), participarem da procissão de “Corpus Christi”. Depois houve uma outra transformação, de volta às origens africanas, agora uma procissão dançante, não religiosa, “os tambores”, que eram realizados todos os domingos e feriados. Era a festa dos negros de Buenos Aires, que durava de meio dia até altas horas da noite, na Praça da Vitória, à qual compareciam o Ditador Rosas, sua família e altos funcionários do governo.
 
Com a grande emigração de europeus, a música e dança foi como que “contaminada” por outros géneros musicais, tais como a “habanera” e a “milonga”. O primeiro é um ritmo de origem afro-cubana que foi levado para a Espanha e que, modificado, retornou à América. É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente. O segundo é um canto e dança da Andaluzia que, nos fins do século XIX, se popularizou nos subúrbios de Montevideu e Buenos Aires. A fusão dos tambores com a habanera, com a milonga e com ritmos de origem europeia, resultou num som mestiço, num ritmo menos sexual, mas ainda sensual.
 
Quanto à expressão “tango”, em diversos dialectos de regiões de onde provieram os mais significativos contingentes de escravos vindos para a América (Congo, golfo de Guiné e Sudão meridional), significa lugar fechado, círculo e esconderijo. Os traficantes apropriaram-se do termo para identificar os locais de concentração de escravos, antes do embarque e após o desembarque. Na América o termo teve vários significados, porém sempre directamente ligados aos escravos africanos ou aos seus costumes e cultura: reunião de escravos boçais, local de bailes, música de escravos. Hoje, a palavra tango significa essencialmente a música nacional Argentina  - Tomislav R. Femenick.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sinto-me: K.O. a dançar Tango
Temas: ,
Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
Link do post | comentar | ver comentários (5)
Sexta-feira, 28 de Abril de 2006

As Pontes Cobertas

 
A Ponte Coberta em New Hampshire, EUA
 
A Ponte Coberta em New Hampshire, EUA
 
 
Ponte Coberta - Imes Bridge, Condado de Madison - Iowa, EUA
 
Ponte Coberta - Imes Bridge, Condado de Madison - Iowa, EUA
  
 
 

As pontes cobertas são geralmente construídas com paredes, tecto e em sentido único, utilizando madeira como a sua principal matéria prima. Mesmo as construídas recentemente, usando cimento ou estruturas metálicas de apoio, tem a madeira como componente relevante.Uma curiosidade sobre este tipo de edificação é a razão pela qual elas são erguidas com cobertura. A explicação é simples: o telhado protegem-nas dos efeitos causados pelo clima, em regiões onde a amplitude térmica pode chegar a 60 graus centígrados e uma ponte convencional de madeira duraria apenas 10 anos. Com o auxílio da cobertura, podem chegar a 70 ou mesmo 80 anos. Outro motivo é facilitar a travessia do gado: com as paredes o rebanho fica menos propenso a dispersão uma vez que elas têm a forma de um "curral".
 
Bastante edificado em áreas rurais dos Estados Unidos e Canadá durante os séculos XVIII, XIX e XX , estes curiosos exemplares de ponte, persistem como monumentos históricos, em quase todos os Estados americanos. O filme "As Pontes do Madison" tornaram-nas muito populares, atraindo a atenção de pessoas e turistas do mundo inteiro. Hoje as pontes são largamente visitadas, tanto que alguns estados americanos chegam a oferecer roteiros para conhecer as suas pontes cobertas. Vermont é o estado com o maior número de pontes cobertas dos Estados Unidos. As famosas pontes do Madison estão localizadas no Condado do Madison no Estado de Iowa.
 
 
Pontes Cobertas na América do Norte
 
Essas pontes são encontradas comummente no interior dos Estados Unidos e Canadá, sendo constantemente vítimas de vandalismo, pixações (pinturas, grafitados...) e também sofrem com o desgaste causado por enchentes e outras causas naturais. As famosas Pontes do Madison, são monitorizadas 24H por um sistema de câmaras e alarmes, visando conter a depredação que vinham sofrendo. Os locais com maior concentração de pontes cobertas são: Condado de Chester, Pensilvânia , Condado de Lancaster, Pensilvânia, Condado de Lane , Oregon, Condado de Madison , Iowa e Condado de Parke, Indiana. Partes de Ohio, Michigan, Kentucky, Maryland, Virgínia, Delaware e os estados da Nova Inglaterra, com destaque para Vermont, possuindo todos muitas pontes ainda conservadas. Pode afirmar-se, de modo genérico, que este tipo de pontes está bem difundido em praticamente todas as regiões da América do Norte, com excepção ao México.
 
Inaugurada em 4 de Julho de 1901, com 390 metros, a ponte que cruza o rio São João, na altura de Hartland, New Brunswick, no Canadá, é a ponte coberta mais larga do mundo, ainda em operação, sendo considerada um monumento histórico registado e relevante do Canadá. Em 1900 existiam mais de 400 pontes cobertas em New Brunswick, 100 em Quebec e apenas 5 em Ontário. Em 2006 foram contabilizadas 94 remanescentes em Quebec e somente 65 em New Brunswick.
 
A ponte coberta mais longa do mundo, com 1980 metros, foi a situada entre Columbia e Wrightsville, no estado da Pensilvânia sobre o rio Susquehanna. Essa ponte era utilizada por carruagens, pedestres e também pelo transporte ferroviário. Sob ela, em dois canais escavados, havia intenso tráfego de barcos e vapores. Essa popular ponte, sobre a qual havia cobrança de pedágio, foi queimada em 1863, pelo Exército da União, durante a guerra civil americana, como medida preventiva ao seu uso pelo Exército Confederado, na campanha de Gettysburg. A ponte construída para repor a então incendiada, foi destruída por uma tempestade de vento, poucos anos mais tarde, sendo posteriormente substituída por uma ponte de estrutura metálica convencional.
 
 
Pontes Cobertas na Ásia
 
Existem várias pontes cobertas na Ásia, chamadas de Wind and Rain Bridges, principalmente na província de Guizhou, na China e no Condado de Taishun, em Zhejiang província essa que tem mais de 900 pontes cobertas, muitas com centenas de anos. Neste local existe um museu sobre pontes cobertas.
 
 
Pontes Cobertas na Europa
 
Entre as famosas está a ponte de Rialto em Veneza, Itália, que é uma da série de três sobre o Grande Canal constituindo uma importante atracção turística. Dignas de citação existem ainda as Bridge of Sighs em Veneza, Cambridge e Oxford, no Reino Unido.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:06
Link do post | comentar | ver comentários (10)
Quinta-feira, 27 de Abril de 2006

A Joaninha

 
Joaninha
  
  
   

Joaninha é o nome popular de um insecto da família Coccinellidae. Os cocinelídeos possuem corpo semi-esférico, cabeça pequena, patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa. Há cerca de 4500 espécies dentro deste grupo, distribuídas por 350 géneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.
 
As joaninhas são predadores no mundo dos insectos e alimentam-se de afídeos (insectos diminutos que se alimentam da seiva de plantas), moscas da fruta e outros tipos de insectos. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são consideradas benéficas pelos agricultores.
 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 
 
Temas:
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
Link do post | comentar | ver comentários (8)
Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

Acidente nuclear de Chernobyl

 
O acidente nuclear de Chernobyl ocorreu no dia 26 de Abril de 1986, na Central Nuclear de Chernobyl (originalmente chamada Vladimir Lenin) na Ucrânia (então parte da União Soviética). É considerado o pior acidente nuclear da história da energia nuclear, produzindo uma nuvem de radioactividade que atingiu a União Soviética, Europa Oriental, Escandinávia e Reino Unido.
 
Grandes áreas da Ucrânia, Bielo-Rússia e Rússia foram muito contaminadas, resultando na evacuação e realojamento de aproximadamente 200 mil pessoas. Cerca de 60% de radioactividade caiu em terra, na Bielo-Rússia .
 
O acidente fez crescer as preocupações sobre a segurança da indústria nuclear soviética, diminuindo a sua expansão por muitos anos, e forçando o governo soviético a ser menos secreto. Os agora separados países de Rússia, Ucrânia e Bielo-Rússia têm suportado um contínuo e substancial custo de descontaminação e cuidados de saúde devidos ao acidente de Chernobyl. É difícil dizer com precisão o número de mortos causados pelos eventos de Chernobyl, pelas mortes esperadas de cancro, que ainda não ocorreram e são difíceis de atribuir especificamente ao acidente. Um relatório da ONU de 2005 atribui 56 mortes até aquela data  –  47 trabalhadores acidentados e 9 crianças com cancro de tiróide  –  e estima que cerca de 4000 pessoas morrerão de doenças relacionadas com o acidente. O Greenpeace, entre outros, contesta as conclusões do estudo.
 
 
A instalação
 
A Central de Chernobyl está situada no assentamento de Pripyat, Ucrânia, 18 km a noroeste da cidade de Chernobyl, 16 km da fronteira com Bielo-Rússia, e cerca de 110 km ao norte de Kiev. A central era composta por quatro reactores, cada um capaz de produzir 1 GW de energia eléctrica (3.2 gigawatts de energia térmica). Em conjunto, os quatro reactores produziam cerca de 10% da energia eléctrica utilizada pela Ucrânia na época do acidente. A construção da instalação começou na década de 1970, com o reactor nº 1 comissionado em 1977, seguido pelo nº 2 (1978), nº 3 (1981), e nº 4 (1983). Dois reactores adicionais (nº 5 e nº 6, também capazes de produzir 1 GW cada) estavam em construção na época do acidente.
 
As quatro instalações eram projectadas com um tipo de reactor chamado RBMK-1000.
 
 
O acidente
 
Sábado, 26 de Abril de 1986, às 1:23:58 A.M., hora local, o quarto reactor da Central de Chernobyl  -  conhecido como Chernobyl-4  -  sofreu uma catastrófica explosão de vapor que resultou em incêndio, uma série de explosões adicionais e um derretimento nuclear.
 
 
Causas
 
Há duas teorias oficiais, mas contraditórias, sobre a causa do acidente. A primeira foi publicada em Agosto de 1986, atribuindo a culpa, exclusivamente, aos operadores da central. A segunda teoria foi publicada em 1991 e atribuiu o acidente a defeitos no projecto do reactor RBMK, especificamente nas hastes de controle. Ambos os grupos foram fortemente apoiados por diferentes grupos, inclusive os projectistas dos reactores, pessoal da Central de Chernobyl, e o governo. Alguns especialistas independentes agora acreditam que nenhuma teoria estava completamente certa.
 
Outro importante factor que contribuiu com o acidente foi o facto que os operadores não estavam informados sobre certos problemas do reactor. De acordo com um deles, Anatoli Dyatlov, o projectista sabia que o reactor era perigoso em algumas condições, mas intencionalmente omitiu esta informação. A contribuição disso foi que a gerência da instalação era grandemente composta de pessoal não qualificado em RBMK: o director, V.P. Bryukhanov, tinha experiência e treino em central termo-eléctrica a carvão. O seu engenheiro chefe, Nikolai Fomin, também veio de uma central convencional. O próprio Anatoli Dyatlov, ex-engenheiro chefe dos reactores 3 e 4, somente tinha "alguma experiência com pequenos reactores nucleares ".
 
 
Em particular:
 
-  O reactor tinha um coeficiente a vazio positivo perigosamente alto. Dito de forma simples, isto significa que se bolhas de vapor se formam na água de refrigeração, a reacção nuclear acelera-se, levando à sobre-velocidade se não houver intervenção. Pior, com carga baixa, este coeficiente a vazio não era compensado por outros factores, os quais tornavam o reactor instável e perigoso. Que o reactor fosse perigoso a baixa carga não era intuitivo e não era do conhecimento dos operadores.
 
-  Um defeito mais significante do reactor era o projecto das hastes de controle. Num reactor nuclear, as hastes de controle são inseridas no reactor para diminuir a reacção. Entretanto, no projecto do reactor RBMK, as extensões das hastes de controle eram parcialmente ocas; quando as hastes de controle eram inseridas, pelos primeiros segundos, o refrigerador (água) era distribuído pelas partes ocas das hastes. Uma vez que o refrigerador (água) é um absorvedor de neutrões, a potência do reactor na realidade sobe. Este comportamento também não é intuitivo e não era do conhecimento dos operadores.
 
-  Os operadores foram descuidados e violaram procedimentos parcialmente, porque eles ignoravam os defeitos de projecto do reactor. Também muitos procedimentos irregulares contribuíram para causar o acidente. Um deles foi a comunicação ineficiente entre os escritórios de segurança e os operadores encarregados da experimentação conduzida naquela noite.
 
 
É importante notar que os operadores desligaram muitos dos sistemas de protecção do reactor o que era proibido pelos guias técnicos publicados, a menos que houvesse mau funcionamento.
 
De acordo com o relatório da Comissão do Governo, publicado em Agosto de 1986, os operadores removeram pelo menos 204 hastes de controle do núcleo do reactor (de um total de 211 deste modelo de reactor). O mesmo guia (citado acima) proibia a operação do RBMK-1000 com menos de 15 hastes dentro da zona do núcleo.
 
 
Eventos
 
Dia 25 de Abril de 1986, o reactor da Unidade 4 estava programado para ser desligado para manutenção de rotina. Foi decidido usar esta oportunidade para testar a capacidade do gerador do reactor para gerar suficiente energia para manter os sistemas de segurança do reactor (em particular, as bombas de água) no caso de perda do suprimento externo de energia. Reactores como o de Chernobyl têm um par de geradores diesel disponível como reserva, mas eles não são activados instantaneamente – o reactor é portanto usado para partir a turbina, a um certo ponto a turbina seria desligada do reactor e deixada a rodar sob a força da sua inércia rotacional, e o objectivo do teste era determinar se as turbinas, na sua fase de queda de rotação, poderiam alimentar as bombas enquanto o gerador estivesse partindo. O teste foi realizado com sucesso previamente em outra unidade (com as medidas de protecção activas) e o resultado foi negativo (isto é, as turbinas não geravam suficiente energia, na fase de queda de rotação, para alimentar as bombas), mas melhorias adicionais foram feitas nas turbinas o que levou à necessidade de repetir os testes.
 
A potência de saída do reactor 4 devia ser reduzida da sua capacidade nominal de 3,2 GW para 700 MW a fim de realizar o teste com baixa potência, mais segura. Porém, devido à demora em começar a experiência, os operadores do reactor reduziram a geração muito rapidamente, e a saída real foi de somente 30 MW. Como resultado, a concentração de neutrões absorvendo o produto da fissão, xénon-135 aumentou  (este produto é tipicamente consumido num reactor em baixa carga). Embora a escala de queda de potência estivesse próxima ao máximo permitido pelos regulamentos de segurança, a gerência dos operadores decidiu não desligar o reactor e continuar o teste. Ademais, foi decidido abreviar a experimentação e aumentar a potência para apenas 200 MW. A fim de superar a absorção de neutrões do excesso de xénon-135, as hastes de controle foram puxadas para fora do reactor mais rapidamente que o permitido pelos regulamentos de segurança. Como parte dessa experiência, às 1:05 h. de 26 de Abril, as bombas que foram alimentadas pelo gerador da turbina foram ligadas; o fluxo de água gerado por essa acção excedeu o especificado pelos regulamentos de segurança. O fluxo de água aumentou à 1:19 h. – uma vez que a água também absorve neutrões, este adicional incremento no fluxo de água requeria a remoção manual das hastes de controle, produzindo uma altamente instável e perigosa condição de operação.
 
À 1:23 h., o teste começou. A situação instável do reactor não se reflectia, de nenhuma maneira, no painel de controle, e não parece que algum dos operadores estivesse totalmente consciente do perigo. A energia para as bombas de água foi cortada, e como elas foram conduzidas pela inércia do gerador da turbina, o fluxo de água decresceu. A turbina foi desligada do reactor, aumentando o nível de vapor no núcleo do reactor. À medida que o líquido refrigerador aquecia, bolsas de vapor formavam-se nas linhas de refrigeração. O projecto peculiar do reactor moderado a grafite RBMK em Chernobyl tem um grande coeficiente de vazio positivo, o que significa que a potência do reactor aumenta rapidamente na ausência da absorção de neutrões da água, e nesse caso, a operação do reactor torna-se progressivamente menos estável e mais perigosa.
 
À 1:23 h. os operadores pressionaram o botão AZ-5  (Defesa Rápida de Emergência 5)  que ordenou uma inserção total de todas as hastes de controle, incluindo as hastes de controle manual que previamente haviam sido retiradas sem cautela. Não está claro se isso foi feito como medida de emergência, ou como um simples método de rotina para desligar totalmente o reactor após a conclusão da experiência (o reactor estava programado para ser desligado para manutenção de rotina). É usualmente sugerido que a paragem total foi ordenada como resposta à inesperada subida rápida de potência. Por outro lado Anatoly Syatlov, engenheiro chefe da Central Nuclear de Chernobyl na época do acidente, escreveu no seu livro: “Antes das 01:23 h., os sistemas do controle central... não registavam nenhuma mudança de parâmetros que pudessem justificar a paragem total. A Comissão... juntou e analisou grande quantidade de material, e declarou no seu relatório que falhou em determinar a razão pela qual a paragem total foi ordenada. Não havia necessidade de procurar pela razão. O reactor simplesmente foi desligado após a conclusão da experiência.“
 
Devido à baixa velocidade do mecanismo de inserção das hastes de controle (20 segundos para completar), as partes ocas das hastes e o deslocamento temporário do refrigerador, a paragem total provocou o aumento da velocidade da reacção. O aumento da energia de saída causou a deformação dos canais das hastes de controle. As hastes travaram após serem inseridas somente um terço do caminho, e foram portanto incapazes de conter a reacção. Por volta de 1:23:47 h. o reactor pulou para cerca de 30GW, dez vezes a potência normal de saída. As hastes de combustível começaram a derreter e a pressão de vapor rapidamente aumentou causando uma grande explosão de vapor, deslocando e destruindo a cobertura do reactor, rompendo os tubos de refrigeração e então abrindo um buraco no tecto.
 
Para reduzir custos, e devido ao seu grande tamanho, o reactor foi construído com somente contenção parcial. Isto permitiu que os contaminantes radioactivos escapassem para a atmosfera depois que a explosão de vapor queimou os vasos de pressão primários. Depois que parte do tecto explodiu, a entrada de oxigénio  –  combinada com a temperatura extremamente alta do combustível do reactor e do grafite moderador  –  produziu um incêndio do grafite. Este incêndio contribuiu para espalhar o material radioactivo e contaminar as áreas vizinhas.
 
Há alguma controvérsia sobre a exacta sequência de eventos após 1:22:30 (hora local) devido a inconsistências entre a declaração das testemunhas e os registos da central. A versão mais comummente aceite é descrita a seguir. De acordo a esta teoria, a primeira explosão aconteceu aproximadamente à 1:23:47 h., sete segundos após o operador ordenar a paragem total. É algumas vezes afirmado que a explosão aconteceu antes ou imediatamente a seguir à paragem total (esta é a versão do Comité Soviético que estudou o acidente). Esta distinção é importante porque, se o reactor se tornou crítico vários segundos após a ordem de paragem total, esta falha seria atribuída ao projecto das hastes de controle, enquanto a explosão simultânea à ordem de paragem total seria atribuída à acção dos operadores. De facto, um fraco evento sísmico foi registado na área de Chernobyl à 1:23:39 h. Este evento poderia ter sido causado pela explosão ou poderia ser coincidente. A situação é complicada pelo facto de que o botão de paragem total foi pressionado mais de uma vez, e a pessoa que o pressionou morreu duas semanas após o acidente, envenenado pela radiação.
 
 
Sequência do Evento

-  26 de Abril de 1986. Acidente no reactor 4, da Central Eléctrica Nuclear de Chernoby. Acontece à noite, entre 25 e 26 de Abril de 1986, durante um teste. A equipe operacional planeou testar se as turbinas poderiam produzir energia suficiente para manter as bombas do liquido de refrigeração funcionando, no caso de uma perda de potência, até que o gerador de emergência, a diesel, fosse activado. Para prevenir o bom andamento do teste do reactor, foram desligados os sistemas de segurança. Para o teste, o reactor teve que ter a sua capacidade operacional reduzida para 25%. Este procedimento não saiu de acordo com planeado. Por razões desconhecidas, o nível de potência de reactor caiu para menos de 1% e por isso a potência teve que ser aumentada. Mas 30 segundos depois do começo do teste, houve um aumento de potência repentina e inesperada. O sistema de segurança do reactor, que deveria ter parado a reacção de cadeia, falhou. Dentro de fracções de segundo o nível de potência e temperatura subiram em demasia. O reactor ficou descontrolado. Houve uma explosão violenta. A cobertura de protecção, de 1000 toneladas, não resistiu. A temperatura de mais de 2000 °C, derreteu as hastes de controle. A grafite que cobria o reactor pegou fogo. Material radioactivo começou a ser lançado na atmosfera.
 
-  De 26 de Abril até 4 de Maio de 1986 - a maior parte da radiação é emitida nos primeiros dez dias. Inicialmente há predominância de ventos norte e noroeste. No final de Abril o vento muda para sul e sudeste. As chuvas locais frequentes fazem com que a radiação seja distribuída local e regionalmente.
 
-  De 27 Abril a 5 de Maio de 1986 - aproximadamente 1800 helicópteros deitam cerca de 5000 toneladas de material extintor, como areia e chumbo, sobre o reactor que ainda queima.
 
-  27 de Abril 1986 - os habitantes de Pripyat são evacuados.
 
-  28 de Abril 1986, 23:00 h - um laboratório de pesquisas nucleares da Dinamarca anuncia a ocorrência do acidente nuclear em Chernobyl.
 
-  29 de Abril de 1986 - o acidente nuclear de Chernobyl é divulgado como notícia pela primeira vez, na Alemanha.
 
-  Até 5 de Maio 1986 - durante os 10 dias após o acidente, 130 mil pessoas são evacuadas.
 
-  6 de Maio de 1986 - cessa a emissão radioactiva.
 
-  De 15 a 16 de Maio e 1986 - novos focos de incêndio e emissão radioactiva.
 
-  23 de Maio de 1986 - o governo soviético ordena a distribuição de solução de iodo à população.
 
-  Novembro de 1986 - o "sarcófago" que abriga o reactor foi concluído. O "sarcófago" destina-se a absorver a radiação e conter o combustível remanescente. O "sarcófago" é considerado uma medida provisória. Foi construído para durar de 20 a 30 anos e o seu maior problema é a falta de estabilidade. Como foi construído às pressas há um risco de ferrugem nas vigas.
 
-  1989 - o governo russo embarga a construção dos reactores 5 e 6 da central.

-  12 de Dezembro de 2000 - depois de várias negociações internacionais a Central de Chernobyl é desactivada.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

 
 
Vírus Chernobyl - O perigo do dia 26
 
 
O "Chernobyl" é uma praga capaz de causar danos ao hardware dos computadores.
 
O nome provém do facto de que a sua variante mais comum, o CIH 1.2, ataca uma vez por ano, em 26 de Abril, data de aniversário do Acidente Nuclear de Chernobyl na Rússia. Outras variantes actuam uma vez por mês, no dia 26.
 
Sem nenhum alarmismo, esse invasor é preocupante. Trata-se do primeiro vírus capaz de causar danos ao hardware. Ele pode corromper a Bios - programa incorporado a um chip da " placa-mãe" - "motherboard", impedindo a inicialização do Sistema do PC.
 
Por este e por muitos outros vírus que aparecem com bastante frequência, com resultados imprevisíveis, é conveniente ter sempre o computador devidamente protegido por um bom antivírus, actualizado diariamente.

 
 

sinto-me: pensando nos que morreram...
Temas:
Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
Link do post | comentar | ver comentários (3)
Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Mira comemora o 25 de Abril 1974

 
Mira é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 7 800 habitantes. É sede de um município com 123,89 km² de área e 13 144 habitantes (2004), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vagos, a leste e a sul por Cantanhede e a oeste tem litoral no Oceano Atlântico.
Recebeu foral de D. Manuel I em 1514.
 
  

 

Comemorações do 25 de Abril de 1974 em MIRA:
 
 
Comemorações do 25 de Abril de 1974  em  MIRA


Recordando Músicas da Revolução


A Jovem Maestrina  JOANA COSTA


Jovens músicos da Orquestra Ligeira Juvenil de Mira animam as comemorações da Revolução dos Cravos


Actuação da Orquestra Ligeira Juvenil de Mira.  O vento levou algumas folhas da Jovem Maestrina, mas tudo continuou !...
 
As três últimas fotografias:
 
Orquestra Ligeira Juvenil de Mira
Maestrina:  Joana Costa
 
 
sinto-me: sorridente: um cravo ao peito
Publicado por: Praia da Claridade às 23:55
Link do post | comentar | ver comentários (3)

A Revolução dos Cravos

 
Revolução dos Cravos - 25 de Abril de 1974 - PORTUGAL
 
 
 

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" ao feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
 

Precedentes
 
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominado-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcello Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.
 
Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever de imparcialidade.
 
O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE  (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), mais tarde DGS  (Direcção-Geral de Segurança) e, no início, PVDE  (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), que perseguia os opositores do regime. De acordo com a visão da história dos ideólogos do regime, o país manteve uma política baseada na manutenção das colónias do "Ultramar", ao contrário da maior parte dos países europeus que então desfaziam os seus impérios coloniais. Apesar da contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.
 
Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava no monopólio do mercado português por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a alusão de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, o que estimulou a emigração. Nota-se, contudo, um certo desenvolvimento económico a partir desta década.
 

Preparação
 
A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.
 

Movimentações militares durante a Revolução
 
No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
 
Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que espoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
 
O segundo sinal foi dado às 0h 20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“ de José Afonso, pelo programa Limite da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início da operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
 
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
 
No Norte, uma força do CICA-1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. E forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
 
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então comandante Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado à primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
 
A revolução, apesar de ser frequentemente qualificada como "pacífica", resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.

 
Cravo
 
O cravo tornou-se no símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.
 

Consequências
 
No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D:  Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
 
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política  (PIDE/DGS) e da censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Logo no dia 25 foram libertados os presos políticos da Prisão de Caxias. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de 500 000 pessoas.
 
Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
 
A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.
 
O 25 de Abril visto 30 anos depois
 
O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, embora as divisões estejam limitadas aos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, às facções políticas dos extremos do espectro político e às pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais. Em geral, os jovens não se dividem sobre o 25 de Abril.
 
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.
 
Quase todos, com muito poucas excepções, consideram que o 25 de Abril valeu a pena. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo. As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização foi feita e lamentam as nacionalizações.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sinto-me:
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
Link do post | comentar | ver comentários (15)
Segunda-feira, 24 de Abril de 2006

Henrique de Borgonha

 
Henrique de Borgonha, conde de Portucale
 
Conde D. Henrique de Borgonha  -  Pai de D. Afonso Henriques
 
 
  

Henrique de Borgonha  (1066 — Astorga, 24 de Abril de 1112) foi Conde de Portucale desde 1093 até à sua morte.
 
Ele foi o filho de Henrique de Borgonha, herdeiro de Roberto I, Duque de Borgonha e irmão de Eudes I.
 
Sendo um filho mais novo, Henrique tinha poucas possibilidades de alcançar fortuna e títulos por herança, tendo por isso aderido à Reconquista contra os Mouros na Península Ibérica. Ele ajudou, enquanto cruzado, o Rei Afonso VI de Castela e Leão a conquistar o Reino de Galiza, que compreendia aproximadamente a moderna Galiza e o norte de Portugal, e como recompensa casou com a filha dele, Teresa de Leão. Com este casamento, em 1093, Henrique tornou-se também o Conde de Portugal, condado à época dependente do reino de Leão.
 
Teve vários filhos de Teresa. O mais novo, o único que sobreviveu à infância, foi Afonso Henriques, que se tornou o segundo Conde de Portugal em 1112. No entanto, o jovem Afonso tinha outros planos: em 1128 rebelou-se contra sua mãe que pretendia o condado devolvido a ela, e em 1139 reafirmou-se independente de Leão e proclamou-se Rei de Portugal. O reconhecimento oficial ocorreu em 1143, com a assinatura do tratado de Zamora. Está sepultado na Sé de Braga.
 
D. Afonso Henriques ou D. Afonso I  (25 de Julho de 1109 - 6 de Dezembro de 1185) foi o primeiro rei de Portugal. Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do genitivo Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sinto-me:
Publicado por: Praia da Claridade às 00:08
Link do post | comentar | ver comentários (5)
Domingo, 23 de Abril de 2006

William Shakespeare

 
William Shakespeare
 
 
 

William Shakespeare (Stratford-Avon, 23 de Abril de 1564 - Stratford-Avon, 23 de Abril de 1616), dramaturgo e poeta inglês. É considerado por muitos, o mais importante autor da língua inglesa e um dos mais influentes do mundo ocidental. Os seus textos e temas permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
 
 
Biografia
 
Embora a sua data de nascimento seja desconhecida, admite-se a de 23 de Abril de 1564 com base no registo do seu baptizado, a 26 do mesmo mês, devido ao costume, à época, de se baptizarem as crianças três dias após o nascimento.
 
Terceiro filho de oito, havidos por John Sakespeare, um comerciante de lãs, e Mary Arden, filha de um rico proprietário de terras, foi o filho mais velho, de sexo masculino, do casal.
 
Desde o início dos seus estudos demonstrou grande interesse pela literatura e pela escrita.
 
Em 1582, aos 18 anos de idade, casou-se com Anne Hathaway, uma mulher de 26 anos, que se encontrava grávida. O casal teve uma filha, Susanna e, dois anos após, os gémeos Hamnet e Judith.
 
Por volta de 1588 mudou-se para Londres, onde, em 1592 já fazia sucesso como actor e dramaturgo. Entretanto, as suas poesias, e não as suas peças, é que eram aclamadas pelo público. Isso se deveu ao facto de que, entre 1592 e 1594, por 21 meses, os teatros londrinos foram obrigados a fechar em virtude da peste que então grassava na cidade. Nesse período, foram publicados Vénus e Adónis (1593) e O Rapto de Lucrécia (1594), que juntamente com os seus Sonetos (cerca de cento e cinquenta), tornaram-no famoso por explorar os aspectos do amor.
 
Começou a escrever a sua primeira peça, a Comédia dos Erros, em 1590, terminando-a quatro anos depois, época em que ingressou na Companhia de Teatro de Lord Chamberlain, que possuía um excelente teatro em Londres. Desde então escreveu mais de trinta e oito peças, divididas entre comédias, tragédias e peças históricas. Além de fama, esses escritos trouxeram-lhe riqueza, uma vez que era sócio da companhia teatral. Jamais publicou as suas peças, uma vez que, como a dramaturgia, não era bem paga, Shakespeare preferia que as mesmas fossem representadas. Com os recursos percebidos, adquiriu uma casa em Stratford, propriedades e uma casa em Londres.
 
Neste período, o contexto histórico favorecia o desenvolvimento cultural e artístico, pois a Inglaterra vivia os tempos de ouro sob o reinado da rainha Elisabeth I. O teatro deste período, conhecido como teatro elisabetano, foi de grande importância.
 
No ano de 1610, retornou para Stratford, sua cidade natal, onde escreveu a sua última peça, A Tempestade, terminada somente em 1613. O maior dramaturgo de todos os tempos faleceu, em 23 de Abril de 1616, de causa ainda não identificada pelos historiadores.
 
 
Principais obras
 
Comédias
 
-  O Mercador de Veneza
-  Sonho de uma noite de verão
-  A Comédia dos Erros
-  Os dois fidalgos de Verona
-  Muito barulho por coisa nenhuma
-  Noite de reis
-  Medida por medida
-  Conto do Inverno
-  Cimbelino
-  Megera Domada
-  A Tempestade
 
 
Tragédias
 
-  Tito Andrónico
-  Romeu e Julieta
-  Júlio César
-  Macbeth
-  António e Cleópatra
-  Coriolano
-  Timon de Atenas
-  O Rei Lear
-  Otelo
-  Hamlet
 
 
Dramas Históricos
 
-  Henrique IV
-  Ricardo III
-  Henrique V
-  Henrique VIII
 
 
Visão geral da obra
 
Como dramaturgo, escreveu não só algumas das mais marcantes tragédias da cultura ocidental, mas também algumas comédias. Escreveu, além disso, 154 sonetos e vários poemas de maior dimensão. A habilidade de Shakespeare em ultrapassar as fronteiras puramente narrativas das suas obras, penetrando de uma forma incisiva nos aspectos mais íntimos da natureza humana, granjeou-lhe uma fama e um prestígio que o tornam um dos mais brilhantes génios universais; a sua obra influenciou artistas de praticamente todas as regiões do planeta, pelo seu carácter intrinsecamente universal: as suas tragédias são facilmente transponíveis para qualquer outra cultura. Pensa-se que terá escrito a maior parte das suas obras de 1585 a 1610, ainda que as datas exactas não sejam conhecidas com precisão.
 
Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, pois tratam de temas próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afectivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos, relacionados a condição humana, são constantes nas obras deste escritor.
 
 
Especulações quanto à sua identidade
 
Alguns pesquisadores e curiosos acreditam que não foi William Shakespeare o autor das obras a ele atribuídas. Tal crença, porém, não faz parte da cultura oficial, sendo por muitas vezes discutidas no contexto de fóruns alternativos sem nenhum apoio científico ou racional.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
Link do post | comentar | ver comentários (5)
Sábado, 22 de Abril de 2006

O Coco e o Coqueiro

 
Um coco aberto, mostrando a composição com a casca, semente e a cavidade interna

Um coco aberto,
mostrando a composição com a casca, semente e a cavidade interna
 
 

Coco [1], coco-da-praia, coco-da-índia ou ainda coco-da-baía é o fruto do coqueiro. Botanicamente falando, um coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa (não uma noz). A casca (mesocarpo) é fibrosa e existe um "caroço" interno (o endocarpo lenhoso). Este endocarpo duro tem três poros de germinação que são claramente visíveis na superfície exterior, uma vez que a casca é removida. É através de um destes que a pequena raiz emerge quando o embrião germina.
 
[1] -  É comum a grafia côco, que está, no entanto errada. As palavras portuguesas paroxítonas (ou graves) terminadas em vogal não carecem de acento, excepto se terminarem em ditongo.
 
 
O Coqueiro (Cocos nucifera L.), é um membro da Família Arecaceae (família das palmeiras). É a única espécie classificada no género Cocos.
 
É uma árvore que pode crescer até 30 m de altura, com folhas pinadas de 4-6 m de comprimento, com pinas de 60-90 cm. As folhas caem completamente, deixando o tronco liso.
 

Origens
 
As origens desta planta são passíveis de discussão. Enquanto algumas autoridades reclamam o Sudeste Asiático (região peninsular) como o seu local de origem, outros colocam a sua origem no nordeste da América do Sul. Registos fósseis da Nova Zelândia indicam aí a existência de pequenas plantas similares ao coqueiro de mais de 15 milhões de anos. Fósseis ainda mais antigos foram também descobertos no Rajastão, na Índia.
 
Qualquer que fosse a sua origem, os cocos espalharam-se através dos trópicos, em particular ao longo da linha costeira tropical.
 
Como o seu fruto é pouco denso e flutua, a planta é espalhada prontamente pelas correntes marinhas que podem carregar os cocos a distâncias significativas. A palmeira do coco prospera em solos arenosos e salinos nas áreas com luz solar abundante e pancadas de chuva regular (75-100 cm anualmente), o que torna a colonização da costa relativamente fácil.
 
Já foram encontrados cocos transportados pelo mar tão ao norte como na Noruega em estado viável, que germinaram subsequentemente em circunstâncias apropriadas. Entretanto, nas Ilhas do Havai, o coco é considerado como introdução, trazida primeiramente às ilhas há muito tempo por viajantes polinésios da sua terra natal, no Sul do Pacífico.
 

O fruto
 
O termo "coco" foi desenvolvido pelos portugueses no território asiático de Malabar, na viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, em que o endocarpo e os poros de germinação assemelham-se à face de um "coco" (monstro imaginário com que se assusta as crianças; papão; ogro). Do português o termo passou ao espanhol, francês e inglês "coco", ao italiano "cocco", ao alemão "Kokos" e aos compostos inglês "coconut" e alemão "Kokosnuss".
 
Em algumas partes do mundo, macacos treinados são usados na colheita do coco. Escolas de treino para macacos ainda existem no sul da Tailândia. Todos os anos são realizadas competições para identificar o mais rápido colhedor.
 

Uso
 
Todas as partes do coco, salvo talvez as raízes, são úteis e as árvores têm comparativamente um alto rendimento (até 75 cocos por ano); ele então possui significativo valor económico. De facto em Sânscrito o nome para o coqueiro é kalpa vriksha, o qual se traduz como "a árvore que fornece todas as necessidades da vida". Os usos das várias peças da palma incluem:
 
1.  O branco, parte gorda da semente é comestível (fresco) e usado (seco e dissecado) em culinária;
 
2.  A cavidade é cheia de "água de coco" que contém os açúcares que são usados como uma bebida refrescante, e na composição da sobremesa gelatinosa Nata de Coco;
 
3.  Leite de coco (que tem aproximadamente 17% de gordura) é feito processando o coco ralado com água quente que extrai o óleo e os compostos aromáticos;
 
4.  O líquido obtido da incisão da base das inflorescências do coqueiro formam uma bebida conhecida em inglês por "toddy", nas Filipinas chamada tuba e em Moçambique, sura;
 
5.  Os botões da ponta de plantas adultas são comestíveis e são conhecidos como "cabaço de coco" (embora a colheita desta, mate a árvore);
 
6.  O interior da ponta crescente é chamado coração-da-palma ou "palmito" e comido em saladas, chamadas às vezes "salada do milionário" (isto também mata a árvore);
  
7.  Copra é a carne seca da semente, usada para preparar o óleo do coco;
 
8.
  O resíduo que fica depois de preparar o óleo é usado como ração para animais;
  
9.  O tronco fornece madeira para construção;
  
10.  As folhas fornecem materiais para cestas e palha de telhado;
 
11.  A casca e a fibra do coco podem ser usados para combustível e são uma fonte boa do carvão de lenha;
  
12.  Servem ainda em artesanato;
 
13.  Nos teatros, usavam-se metades de casca de coco que, batidas, davam o som de cascos de cavalo;
 
14.  A fibra pode ainda ser usada para o fabrico de cordas e tapetes, para enchimento de estofos e para o cultivo de orquídeas e outras plantas;
  
15.  Havaianos usam o tronco oco para dar forma a um cilindro, que pode servir como recipiente, ou mesmo canoas pequenas.
  
16.  A água do coco é quase idêntica ao plasma do sangue e é conhecida por ter sido usada como um líquido endovenoso de hidratação quando há uma falta de líquido próprio para transfusão de sangue. A água do coco tem teores elevados de potássio, cloreto, e cálcio, e é indicada nas situações em que se pretende o aumento destes electrólitos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
sinto-me:
Publicado por: Praia da Claridade às 00:05
Link do post | comentar | ver comentários (12)

FILIPE FREITAS

Pesquisar neste blog

 

Figueira da Foz
PORTUGAL




Os meus outros cantinhos
Clique nas duas imagens:
 



  Clique na imagem seguinte
        para ver o vídeo do

    Mar da Figueira da Foz


       Fonte Luminosa
       Figueira da Foz

      
Video: Filipe Freitas



SELO da minha Praia
..... pode levá-lo .....




Músicas



PRAIA da CLARIDADE nasceu em:

30/Janeiro/2005

Os 50 Artigos mais Recentes

Batalha da Roliça

Revolução dos Cravos

Massacre de Lisboa de 150...

O Alasca foi vendido

Páscoa: este ano é muito ...

Feliz Dia de São Valentim...

Padre António Vieira

Centenário do Regicídio d...

Descoberta da Vacina

Daguerreótipo

Feliz Ano de 2008 !

Lua Azul

Fossa das Marianas

Flor-do-Natal

Calçada da Fama

Beatriz Costa

Frank Sinatra

Tubarão-touro

Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independên...

Egas Moniz

Maiores campos de gelo e ...

Tumba de Herodes

A Bela Adormecida na Figu...

Bola de ténis

Qual a cidade mais fria d...

Tautologia

O maior grupo de lagos de...

Macaronésia

Chuva de estrelas

Erupções vulcânicas

Lenda de São Martinho

Mário Viegas

Muro de Berlim

Libelinha

Castanhas

Falha de Santo André

Quinze anos ao telemóvel

Fotografia Aérea com Papa...

Chuva de animais

Pseudo-fruto

Elevador da Glória

1.º avião do mundo

Maçã

Funicular

Amistad

Turbante

O primeiro satélite artif...

José Hermano Saraiva

Masseiras

Arquivos Mensais

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Temas

acidentes

açores

actores

alimentação

ambiente

animais

arquitectura

artes

astrologia

astronáutica

astronomia

aves

aviação

brasil

cantinhos de portugal

cantores

capitais

ciências ocultas

civilizações

crustáceos

culinária

curiosidades

desportos

electrónica

energia

fenómenos

festividades

figueira da foz

filosofia

geografia

guerra

história de portugal

história mundial

humor

informática

insectos

lazer

lisboa

literatura

locais sagrados

madeira

máquinas

mar

medicina

medicina natural

mistérios

monumentos

música

natureza

oceanos

palácios

peixes

pensamentos

pessoas célebres

poemas

poetas

religião

relíquias

rios

saúde

superstições

tecnologias

tradições

transportes

turismo

união europeia

todas as tags

Hora e Temperatura locais (clique, veja a sua zona)

Click for Coimbra, Portugal Forecast

........ Anjo da Paz ........

Anjo da PAZ

Blogues Amigos



À Beira Mar


A Iluminura


A Magia das Palavras


A Papoila


A Serpente Emplumada


Acerca do Mundo


Amicus Ficaria


Ana Luar


Arodla 2006


As the world turns


Barão da Tróia


Bella Mistura


Bióloga Poetisa


Blog da Berenice


Blog da Dalva


Blog das Trevas


Blogamizade


Blog Blogs SAPO


Boanova


Cantinho da Florinda


Cantinho da TiBéu


Canto da Conchita


Chica Ilhéu - Açores


Chuviscos


Cidália Santos


Competências


Confraria das Bifanas


Continua a Sorrir


Dador de Madula Óssea


Deixa-me !...


Doença de Parkinson


Domínio dos Anjos


Dreamers of the Night


Ecos do Tempo


Escrevinhando com o Coração


Eterna Parte de Mim


Evasões Bárbaras


Ex-Improviso


Fadinha Arodla


Fallen Angel - Marisocas


Fátima Cidade de Acolhimento


Floresta de Lórien


FLP - Aloé Vera


Formas & Meios


Formiguinha Atómica


Gatinhos Voadores


Ideias e Ideais - Terceira


Isis


Janela Aberta


José Lessa


Lua e Estrela


Mar y Sol


Menina Marota


Momentos a Dois


Mudar o Template


Noites do Amanhecer


O Atónito


O Estrelado


O PALHETAS -Figueira da Foz-


O Sal da Nossa Pele


O Sino da Aldeia


O Teu Doce Olhar


Paraquedista


Paredes de Coura


Parkinson Campinas


PAVANN


Por Terras do Rei Wamba


Princesa do Mar


Putoreguila


Quinto Poder


Rumo ao Sul


Sabor Latino


Sabor da Cozinha


Segunda Vida


Sem Imaginação


Sentimentos


Som & Tom


Sombreiro


Terena, vila Alentejana


Uma caracol falante


Virtual Realidade






Utilitários



FIGUEIRA DA FOZ
on-line

O seu browser não suporta flash. Necessita instalar o "plug-in".



Meteorologia




Portal dos Sites