Sexta-feira, 31 de Março de 2006

Greenpeace



Integrantes do grupo Greenpeace 
Integrantes do grupo Greenpeace realizam manifestação na Praça dos Três Poderes, Brasília, para alertar a sociedade brasileira para os perigos da energia nuclear. (Foto Bruno Spada/ABr)


Greenpeace é uma organização ambiental internacional fundada no Canadá em 1971.

O Greenpeace adquiriu reputação pelo uso dramático de acções directas não-violentas em campanhas para cessar testes nucleares atmosféricos. Nos últimos anos, o foco da organização mudou para outros problemas ambientais, como a mudança climática e a engenharia genética.

Engenharia Genética e Modificação Genética são termos para o processo de manipulação dos genes num organismo, geralmente fora do processo normal reprodutivo deste. Envolvem frequentemente o isolamento, a manipulação e a introdução do ADN num chamado "corpo de prova", geralmente para exprimir um gene. O objectivo é de introduzir novas características num ser vivo para aumentar a sua utilidade, tal como aumentando a área de uma espécie de cultivo, introduzindo uma nova característica, ou produzindo uma nova proteína ou enzima.

O Greenpeace tem escritórios nacionais e regionais em 41 países, todos filiados à sede do Greenpeace International em Amesterdão. A organização global tem as suas receitas provenientes de doações individuais de aproximadamente 2,8 milhões de contribuidores, assim como doações de fundações de caridade, mas não aceita financiamento de governos, corporações ou partidos políticos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


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Quinta-feira, 30 de Março de 2006

Aurora boreal



Aurora boreal


A Aurora boreal acontece no pólo norte, enquanto a aurora austral acontece no pólo sul. Este fenómeno é causado por uma tempestade magnética, que decorre de explosões no Sol que se espalham no espaço e ao contacto com as extremidades do Planeta Terra causam efeitos visuais impressionantes.
 
As Auroras boreais são causadas pelo facto do Sol emitir em todas as direcções uma grande quantidade de partículas electricamente carregadas, este fluxo de partículas recebe o nome de vento solar, que ao atingir as altas camadas da atmosfera da Terra, são capturadas e aceleradas pelo magnetismo terrestre (que é mais intenso nas regiões polares) formam correntes eléctricas que colidem com átomos de oxigénio e nitrogénio - num processo semelhante à ionização de gases que faz acender o tubo de uma lâmpada fluorescente.
 
Esses choques produzem radiação em diversos comprimentos de onda, gerando assim as cores características da aurora, em tonalidades fortes e cintilantes. Normalmente, as auroras boreais são esverdeadas pois os átomos de oxigénio das altas camadas atmosféricas emitem luz verde, após serem excitados pelos electrões de alta velocidade do vento solar. Quando a tempestade é mais forte, as camadas mais baixas da atmosfera são atingidas pelo vento solar e a aurora boreal pode tornar-se vermelha, cor da luz emitida por átomos excitados de nitrogénio, outro constituinte de nossa atmosfera.
 
O vento solar é a emissão contínua de partículas carregadas provenientes da coroa solar. Próximo da Terra a velocidade das partículas é em torno de 400 a 800 km/s, a sua densidade gira algo próximo de 10 partículas por centímetro cúbico. Exemplo do efeito do vento solar são as caudas cometárias, que têm a sua orientação conduzida pela direcção do vento solar que também influi nos campos magnéticos planetários, as magnetosferas, pois deflectem as partículas, impedindo-as de chegar às superfícies dos planetas.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


sinto-me:
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Quarta-feira, 29 de Março de 2006

Transplantação de órgãos



Coração


A transplantação de órgãos, não é mais do que o colher de um órgão, ou parte dele, de um ser humano (doador), e na implantação do mesmo noutro indivíduo (receptor).
 
O primeiro dos transplantes que se assume como tal, está imortalizado num quadro de Fra Angélico, onde se observa a intervenção dos santos Cosmo e Damião, ao transplantarem a perna de um etíope negro morto, no diácono Justiniano, enquanto ele dormia.
 
De acordo com os subtipos de transplantações podemos ter:
 
>  Transplantação autoplástica, que ocorre quando se transplantam tecidos do mesmo organismo, de um lugar para outro;
 
>  Transplantação heteroplástica, que é a transplantação de órgãos de um organismo para outro. E por sua vez, esta pode ser homóloga, se a transplantação ocorre entre indivíduos da mesma espécie;
 
>  Transplantação heteróloga ou xenotransplantação, se ocorre entre indivíduos de espécie diferente.
 
 
Princípios éticos
 
Os transplantes reflectem questões éticas relativas à experimentação no corpo humano, às decisões políticas relacionadas com a saúde, e, em sentido mais amplo, questionam os limites do conceito da dignidade humana.
 
Deste modo, existe pois um conjunto de três princípios gerais, nos quais, se incorporam intrinsecamente as questões dos transplantes.
 
O princípio da intangibilidade corporal, que reflecte a pertença do corpo à identidade pessoal, e como tal, merecedor da dignidade e da indisponibilidade inerente à pessoa humana. Desta forma, qualquer intervenção na integridade corporal é simultaneamente uma intervenção na integridade pessoal.
 
O princípio da solidariedade, que defende que sendo o homem um ser eminentemente social e portador da possibilidade de fazer um conjunto de sacrifícios em função do bem da comunidade, que dentro de estes sacrifícios devem incluir-se as dádivas de órgãos. Desde que estas não impliquem comprometimento da integridade vital.
 
O princípio da totalidade, acredita que sendo o corpo um todo, cada parte do mesmo deve ser avaliada de acordo com o todo. E por isso, cada parte (membro, órgão ou função), pode ser sacrificado em função do corpo, desde que isso seja útil para o bem-estar de todo o organismo.
 
Dentro de estes três princípios gerais, insere-se um conjunto de princípios específicos, que se prendem com a medicina das transplantações.
 
Assim, de acordo com o princípio da autonomia, a colheita de tecidos ou órgãos tem de passar pelo consentimento do doador e do receptor. Em ambos os casos, este apresenta-se como um consentimento informado.
 
O indivíduo tem a capacidade de decidir qual a informação sua, que quer manter em anonimato, regendo-se por o princípio da confidencialidade.
 
Através do princípio da gratuidade, o órgão ou tecido apenas poderá ser dado e nunca vendido. Uma vez que este não é um objecto manipulável, mas é antes algo dotado de individualidade própria.
 
Inerente ao conceito de dignidade da pessoa humana, não existe transplantação do encéfalo (embora exista de tecidos cerebrais), bem como dos órgãos sexuais. Isto porque, estas duas situações parecem pisar a fronteira da identidade. Sobretudo, no que diz respeito ao cérebro, em que se preserva a memória da vida, e por isso mesmo se assegura em última instância a individualidade.
 
Por fim, tem de se atender ao princípio da não descriminação, em que a selecção dos receptores só pode ser feita mediante critérios médicos.
 
Relativamente à avaliação moral das transplantações, no que diz respeito às transplantações autoplásticas, estas não oferecem qualquer problema moral desde que seja respeitado o princípio da totalidade. Da mesma forma as transplantações heterólogas são lícitas desde que não impliquem alterações da personalidade.
 
Nas transplantações homoplásticas, não se levantam problemas éticos, quando apenas se trata de uma parte do corpo que não afecta substancialmente o organismo nas suas funções. Porém, quando se trata de doações de órgãos inteiros, o problema assume maior complexidade. Assim, deve assegurar-se que o doador o faça em plena liberdade e devidamente informado dos possíveis riscos, e que as funções essenciais não sofram graves danos.
 
Finalmente, nas transplantações heteroplásticas, deve-se ter em conta os riscos de alteração da personalidade que pode ocorrer no receptor. Pelo que a identidade da pessoa prevalece sobre qualquer utilidade que possa ter a transplantação.
 
 
Perspectiva jurídica
 
Em Portugal
 
Em todas as culturas do mundo, pode assistir-se à existência de problemas éticos relacionados com a prática da Medicina. Porém, os limites éticos e jurídicos decorrentes das intervenções no corpo humano assumem maior relevância, quando se fala de transplantes de órgãos e tecidos de origem humana.
 
Numa perspectiva jurídica, deve atender-se ao direito a um consentimento informado e ao sigilo médico; ao direito do homem sobre o poder do seu próprio corpo; ao direito do receptor recusar o tratamento, mesmo que isso implique a sua morte. Nos casos, em que a colheita é feita em cadáveres, discute-se ainda o direito da família recusar-se à colheita.
 
Em Portugal, a 22 de Abril de 1993, foi publicada a Lei 12/93, lei que regulamenta a Colheita e Transplante de Órgãos e Tecidos de Origem Humana. Esta, legisla em relação à colheita em vida, a admissibilidade, a informação, o consentimento e o direito a assistência e a indemnização. No que diz respeito, à colheita em cadáveres, a lei pronuncia-se relativamente a potenciais dadores, ao registo nacional (RENNDA), à certificação da morte, a formalidades de certificação e aos cuidados a observar na execução da colheita. Em ambas vigora, a confidencialidade e gratuidade da doação.
 
A presente lei confere o anonimato do doador e do receptor, proibindo a revelação da identidade de ambos. Para além disso, a dádiva de órgãos ou tecidos é assumida como gratuita, não devendo nunca ser remunerada e inviabilizando o seu comércio. Relativamente a este ponto, a Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e da Dignidade do Ser Humano face às Aplicações da Biologia e da Medicina, realizada em Oviedo em 1997 e entrando em vigor em Portugal em 2001, refere no seu Capítulo VII (sobre a proibição de obtenção de lucros e utilização de partes do corpo humano), artigo 21º: “O corpo humano e as suas partes não devem ser, enquanto tal, fonte de quaisquer lucros”.
 
A legislação Portuguesa, e à semelhança de qualquer outra, apenas autoriza a colheita em vida de substâncias regeneráveis (art. 6º). Porém, embora esta proibição seja absoluta para menores e outros incapazes, a titulo excepcional é permitida a dádiva de órgãos e substâncias não regeneráveis, sempre que exista uma relação de parentesco até ao terceiro grau. Este tipo de norma restritiva pretende, de algum modo, prevenir a comercialização de órgãos. Que mais tarde é reforçada em 2001, com a Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e da Dignidade do Ser Humano face às Aplicações da Biologia e da Medicina, com o seu capitulo VII, artigo 22º, onde é referido: “Sempre que uma parte do corpo humano tenha sido colhida no decurso de uma intervenção, não poderá ser conservada e utilizada para outro fim que não aquele para que foi colhida e apenas em conformidade com os procedimentos de informação e consentimento adequados”. No entanto, o artigo 6º para além de inviabilizar a solidariedade dúbia, elimina os verdadeiros actos de solidariedade que existem entre cônjuges e amigos.
 
Em relação aos dadores incapazes, está presente a distinção entre menores e incapazes por anomalia psíquica.
 
No que diz respeito, às doações de substâncias regeneráveis nos maiores incapazes por anomalia psíquica, só pode ser feita mediante autorização judicial (art. 8º/5). Para os menores, é suficiente a autorização dos pais ou do tribunal em caso de ausência de poder paternal (art. 8º/3), sem ser necessária uma autorização judicial. Nos menores que apresentam capacidade de discernimento, exige-se somente o seu consentimento expresso, sendo a idade necessária para este tipo de consentimento, os catorze anos de acordo com o Código Penal (art.38º/3). Contudo, este valor não é estático, sendo adaptável ao acto médico em causa.
 
Por fim, os dadores têm o direito de ter um seguro obrigatório (art.9º/2), com o intuito de serem indemnizados por qualquer dano sofrido.
 
Em relação, à colheita de órgãos ou tecidos em cadáveres, a legislação opta por considerar como potenciais dadores quem não tenha manifestado ao Ministério da Saúde a sua qualidade de não dador. Surge assim, a criação do RENNDA (Registo Nacional de Não Dadores). Este é um sistema informatizado, onde se encontram todos os que manifestaram junto do Ministério a sua total ou parcial indisponibilidade em doar post mortem, certos órgãos ou tecidos. O RENNDA está patente na publicação do decreto-lei 244/94, de 26 de Setembro.
 
Esta lei opta deste modo pela oposição ou o contracting/out, ao considerar que têm de ser os não dadores a manifestarem a sua vontade, pelo que alguns autores defendem que assim pode não estar a ser feita a vontade real do cadáver, mas antes a sua vontade presumida.
 
De tudo o que foi referido até então, deve salvaguardar-se que: a transfusão de sangue, a dádiva de óvulos e esperma, a transferência e manipulação de embriões, bem como a colheita de órgãos para fins de investigação científica, são dotados de legislação especial.
 
Em Portugal, a colheita de órgãos ou tecidos está organizada da seguinte forma: ao Governo compete regular a organização e funcionamento do RENNDA. A Lusotransplante é responsável pela monitorização dos resultados, ou seja o “cross-mat” entre dadores/receptores e terapêutica imunológica. E os Gabinetes de Coordenação de Colheitas e Transplantes têm também paralelamente à Lusotransplante toda a coordenação dos diferentes dados.
 
Finalizando, na nossa opinião a Lei 12/93 de 22 de Abril, apresenta duas grandes lacunas: em primeiro lugar, o não fazer qualquer referência à família, como passível de desempenhar um papel na expressão de vontade do falecido. Em segundo lugar, também a ausência de parecer, relativamente às xenotransplantações.
 
Dadores vivos
 
Um dos argumentos mais sólidos contra a doação por parte de estranhos assenta no facto de que a primeira responsabilidade de um médico é não fazer mal, e remover um órgão de uma pessoa saudável coloca-a sempre em risco (Ross, 2002). O argumento falha porque o princípio de não maleficência não é absoluto, ou seja, existem práticas médicas que podem causar um determinado mal ao doente apesar de serem para o seu benefício.
 
Se os benefícios para o dador (psicológicos e morais) ultrapassarem os riscos para o mesmo (físicos e morais) então a doação é moralmente aceitável. O argumento de não maleficência também falha porque tem uma noção de mal muito limitada, ou seja, apenas considera o mal físico. As pessoas também podem sofrer psicologicamente se forem impedidas de doar um órgão.
 
O principal argumento moral que apoia a doação de órgãos por parte de estranhos é baseado no princípio de respeito pela autonomia “Se um adulto competente procura agir de forma altruísta e se oferece para doar um órgão sólido incondicionalmente, e compreende os riscos e benefícios do procedimento, então o seu desejo deve ser respeitado” (Ross, 2002).
 
Apesar de não existirem benefícios físicos para o dador, alguns estudos demonstraram um aumento da auto-estima e sentimentos de bem-estar entre os dadores.
 
Os dadores não aparentados devem ser sujeitos a critérios mais rigorosos. Os dadores familiares devem poder correr mais riscos já que têm mais a ganhar com a doação do que dadores estranhos.
 
A doação por parte de dadores vivos, inicialmente, era limitada aos dadores familiares para reduzir o risco de imuno-rejeição, porém, a terapia imunossupressora permitiu que não só os familiares fossem dadores mas também outras pessoas significativas.
 
Um dos argumentos que apoiam a doação por parte de estranhos é o facto de a procura de órgãos ser muito maior do que a oferta.
 
No entanto, alguns problemas se levantam. Será que o doador compreende os riscos para a sua saúde, conforto e qualidade de vida que podem decorrer da doação? O problema do consentimento informado é que apesar da informação ser dada ao dador, nada nos garante que ele realmente a compreenda na sua totalidade. Ou seja, pode ser difícil para a pessoa transformar dados estatísticos no seu caso particular, e quem nunca se submeteu a uma cirurgia abdominal, por exemplo, pode ter dificuldades em imaginar o pós-operatório ou possíveis consequências na cirurgia na sua qualidade de vida.
 
Deve fornecer-se ao doador toda a informação necessária, ajustada ao seu contexto social, económico, afectivo, etc. Não se deve cingir apenas a informação técnica mas personalizar o conteúdo para aquela situação específica. É então importante que haja a certificação de que a informação foi compreendida pelo dador, que ele está ciente dos riscos que corre. Contudo, deve enfatizar-se o lado positivo da questão, ou seja, o gesto altruísta que ela significa.
 
Se existirem circunstâncias extenuantes, ou seja, possibilidades de predisposição genética para futuras doenças que aumentem o risco da doação, então o doador deve declinar devido ao risco excessivo para a sua saúde. Levinsky (2003) pergunta ”haverá um nível em que o risco do procedimento é tão grande que não devemos submeter voluntários ao mesmo, ainda que estes se movam pelos motivos mais altruístas?”. Kahn (2002) diz que o consentimento não é suficiente, e que existem limites para o risco que qualquer dador deve correr, aparentado ou não. Ou seja, para o autor o aumento do risco faz a balança fugir da aceitabilidade ética e que com determinados níveis de risco nenhum dador devia ser autorizado a doar apesar do seu consentimento.
 
Nos últimos anos tem surgido vários casos de tráfico de órgãos retirados a indivíduos pobres. Estas vendas são obviamente ilegais. Os argumentos contra a venda de órgãos têm a ver com a diluição do altruísmo e a “comercialização” do corpo humano que representa, sendo que estas razões ultrapassam largamente as objecções lógicas e económicas. Não são comuns, porém são inesquecíveis as histórias que nos lembram que a doação de órgãos não é apenas altruísta. (Johnstone, 1994).
 
A declaração da Associação Médica Mundial sobre doação e transplantação de órgãos e tecidos, feita na 52ª Assembleia-Geral em Edimburgo em Outubro de 2000 diz: “O pagamento de órgãos e tecidos para doação e transplantação deve ser proibido. Um incentivo financeiro compromete o voluntariado da escolha e a base altruísta para a doação de órgãos e tecidos. Além disso, o acesso a tratamentos médicos com base na possibilidade de pagamento é inconsistente com os princípios de justiça. Órgãos que se suspeitem ter sido obtidos através de transacções comerciais não devem ser aceites para transplante. A publicidade a órgãos deve ser proibida. Todavia, o reembolso dos custos de procura, transporte, preservação e implantação são permitidos”.
 
Pedro Arroja (1994) assume uma posição diferente, defendendo o princípio de propriedade privada “(...) qualquer pessoa em vida pode oferecer post-mortem os seus órgãos para venda. (...) no princípio da propriedade privada, segundo a qual os órgãos de uma pessoa (como quaisquer outros bens) pertencem post-mortem aos seus herdeiros – e não ao estado, como prevê a lei dos transplantes”. A decisão de doar um órgão deve ser livre de coerção ou manipulação, seja social ou financeira. Segundo a posição do Comité de Ética da Rede Unida para a Partilha de Órgãos (UNOS), os dadores devem doar os órgãos incondicionalmente, sem especificar idade, raça ou género.
 
Dadores mortos
 
Os dadores mais adequados são aqueles cuja causa de morte é a cerebral, em unidades de cuidados intensivos, com menos de 35 anos, ou 40 no caso das mulheres e sem história de doença cardíaca. Os avanços na terapia imunossupressora e nas técnicas de preservação e transporte de órgãos enfatizam o contributo que os mortos podem dar aos vivos. Porém, a procura é maior do que a oferta.
 
As directivas da maior parte dos centros de transplantes sublinham que devem manter-se todos os esforços para salvar a vida do potencial dador, incluindo tratamento de emergência, manutenção da T.A., transfusões de sangue, tentativas de ressuscitação, etc. A declaração de morte cerebral marca uma mudança nas prioridades. Agora, ao invés de tentar salvar aquela vida, tenta preservar-se o melhor possível o corpo para retirar os órgãos. No entanto, apesar da pessoa estar morta ainda há a questão do respeito pelo cadáver. Por exemplo, “É justo usar um cadáver como fonte de “partes suplentes?”  (Johnstone, 1994). É justo subordinar crenças culturais e tradições enraizadas para benefício científico?
 
Os potenciais dadores que se encontram em morte cerebral não são meras “coisas” para serem descartados, mas são seres humanos que ainda são reconhecidos como parte integrante do grupo humano. Apenas porque estão em morte cerebral não deixam de ser a mãe ou o filho de alguém. Como mostra a cultura, as relações não terminam com a morte. Além disso, será que podemos subordinar os interesses do dador aos do receptor? (Evans, 1995). Pode argumentar-se que não temos uma noção clara do que são os interesses de um morto, contudo, existe sempre a noção de respeito.
 
Receptores
 
Os receptores devem receber acompanhamento psicológico no sentido de lhes dar segurança, esclarecer dúvidas acerca da cirurgia, complicações, etc., Só se deve considerar o transplante se houver hipóteses de sucesso clínico. Mas o que se deve considerar “esperança razoável de sucesso clínico”? (Johnstone, 1994). Quais os critérios que definem o sucesso clínico razoável e para quem é que estes são aceitáveis?
 
Ter que viver com um órgão que não nos pertence pode suscitar uma grande variedade de sentimentos. É importante que se faça um ajustamento psíquico para assimilar esta realidade. Segundo Bernardo(1995) “O viver serenamente com, um órgão alheio exige preparação e adaptação psíquica de modo a que não haja conflito a nível do “eu” do sujeito”.
 
Família
 
É frequente surgirem fenómenos de transferência nas famílias, essencialmente, de dadores mortos. Assim é importante salvaguardar a identidade do receptor, uma vez que estes fenómenos da transferência de afectividade e emoções podem ter consequências imprevisíveis e nefastas.
 
Da mesma forma, também o receptor não deve ter acesso à identidade do dador. Pode discutir-se que o facto da família do dador conhecer o receptor e ver que os efeitos do transplante podia ser benéfico para esta, porém os riscos de transferência afectiva sobrepõem-se às vantagens que isto poderia oferecer. O facto de o receptor conhecer dados biológicos do dador poderá também ter efeitos negativos. A família do dador atravessa uma situação afectiva bastante intensa que poderá variar consoante o quadro do dador.
 
Em caso de morte eminente há uma mistura de sentimentos que podem inclusive chegar a ser contraditórios.
 
A lei portuguesa não atribui poder de decisão à família em relação à doação de órgãos, apenas em casos de menores e incapazes. Nestes casos, para a família tomar uma decisão, é absolutamente necessário que esteja na posse de informação acessível no sentido desta poder ponderar com maior clareza.
 
Técnicos
 
A equipe de transplantes tem a obrigação moral de providenciar órgãos nas melhores condições possíveis (Evans, 1995).
 
Os técnicos devem recusar retirar um órgão se esse procedimento constituir um risco de morbilidade ou mortalidade para o doador, como por exemplo retirar os dois rins ou o coração.
 
A equipe de transplantes deve impor limites mais rígidos à doação por parte de estranhos, já que esta, partilha responsabilidades morais na decisão. (Ross, 2002).
 
A profissão de enfermagem tem a obrigação moral de confrontar e lidar com as questões ético-legais de transplante que podem representar uma ameaça séria à integridade da prática holística da enfermagem (Johnstone, 1994).
 
Conceito de morte cerebral
 
Ao realizar-se a recolha de órgãos e tecidos é necessário ter em consideração, o consentimento / dissentimento, o Princípio da Confidencialidade do dador e receptor e o reconhecimento que a morte se define como morte do tronco cerebral.
 
Desde o século XVII que a paragem cárdio-respiratória e cerebral eram sinónimo de morte, entendia-se que a inactividade do coração levava à disfunção dos outros dois órgãos. Nos anos 50 desenvolveram-se técnicas que permitiram o suporte artificial das funções vitais. Assim, em 1957, o Papa Pio XII sugere que se incrementem debates éticos relativamente a esta situação.
 
Deste modo a medicina definiu morte sustentada em critérios cerebrais, já que a ausência de batimentos cardíacos e da respiração se encontram camuflados pela tecnologia de suporte avançado de vida.
 
O conceito de morte cerebral suscita alguma discussão. Alguns defendem que esta definição surge em resposta à necessidade de aumentar o número de dadores, sendo considerada, unicamente, como um objectivo utilitarista. Outros defendem que os objectivos são de carácter humanitário e equitativo. Perante esta conflitualidade, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida elaborou o parecer 10/CNEVC/95, referindo que o diagnóstico clínico de morte implica uma avaliação científica e ética que comprove a irreversibilidade das funções do tronco cerebral. As razões que justificam a adopção deste critério são as seguintes:
 
só as funções do tronco cerebral permitem o funcionamento do corpo como um todo;
>  a avaliação da irreversibilidade nos utentes inconscientes é rápida e segura;
>  o tronco cerebral não pode ser submetido a prótese ou transplantes;
 
 
O parecer acrescenta ainda que os critérios para declarar a morte de dadores são iguais aos não dadores, de modo a manter a consistência e o respeito pelos mortos e familiares.
 
A declaração da Ordem dos Médicos prevista no artigo 12º da Lei nº12/93 de 22 de Abril, institui as considerações prévias, para definir o diagnóstico:
 
>  conhecimento da causa e irreversibilidade da situação clínica;
>  estado de coma com ausência de resposta motora à estimulação dolorosa na área dos pares cranianos;
>  ausência de respiração espontânea;
>  constatação de estabilidade hemodinâmica e da ausência de hipotermia, alterações endocrino-metabólicas que possam levar ao estado de coma.
 
 
Para a confirmação do diagnóstico o utente deverá apresentar atonia muscular e ausência de toda a actividade reflexa a nível cerebral.
 
A verificação é realizada, no mínimo, por dois conjuntos de provas com intervalo adequado à situação clínica e à idade, executadas por dois médicos especialistas que não pertencem à equipa de transplantação e pelo menos um não pertence à unidade em que o doente está internado, isto para impedir que os médicos sejam sujeitos a conflitos éticos. Sempre que necessário são realizados exames complementares.
 
Esta metodologia permite “que alguém considerado morto como pessoa, permaneça com actividade biológica e sejam os órgãos vitais mantidos em condições favoráveis para serem transplantados.” (Nunes, M., Luz, P., 1998).
 
Intervenções de Enfermagem
 
Para o envolvimento de qualquer profissional de enfermagem quer com o dador ou o receptor é necessário conhecimentos sobre os direitos humanos, ética e legislação sobre a morte cerebral e doação de órgãos. As dimensões culturais, psicológicas e religiosas envolvidas neste processo não podem ser subestimadas. As actividades realizadas pelos profissionais de enfermagem são carregadas de emoções e sentimentos como insegurança, angústia, pena, medo e raiva (Albertina Coimbra et. al., 19--). Os profissionais percebem a importância de realizar as actividades que são da sua competência e não querem “fugir” às suas responsabilidades, mas também necessitam de apoio e de arranjar estratégias para lidar com os seus conflitos internos (Albertina Coimbra et. al., 19--).
 
Começaremos por referir o papel do enfermeiro na equipa de doação de órgãos e seus sentimentos perante a morte cerebral, visto o enfermeiro ser o profissional de saúde mais próximo do dador e respectiva família. A família é um elemento importante neste processo, mentir-lhe ou transmitir-lhe falsas esperanças não é solução, visto o enfermeiro ter investido no doente e família enquanto vivo, e por isso, perceber a dinâmica, cultura e o seu contexto, é o profissional mais apto para envolver a família neste processo adequando a informação às necessidades da família, bem como apoiá-la emocionalmente, trabalhar o luto e o processo seguinte.
 
Um dos factores referidos que puderam contribuir para a desmotivação e angústia da equipa de enfermagem é o facto de a equipa de saúde que cuida do dador não ter qualquer informação sobre o destino do órgão e do receptor – se a transplantação teve sucesso. Estes profissionais acabam por lidar apenas com a morte, desconhecendo as repercussões a curto prazo da mesma, o seu “fim nobre”, a “magnanimidade do acto” (Albertina Coimbra et. al., 19--).
 
Uma solução para este problema seria a possibilidade da equipa de enfermagem poder entrar em contacto com a pessoa que irá receber o transplante e ter conhecimento do sucesso do mesmo, bem como do seu contributo para a qualidade de vida do receptor (Albertina Coimbra et. al., 19--).
 
Outra das causas geradora dos sentimentos negativos acima referidos é a ambiguidade como é declarada a morte cerebral, tendo sido referido que “nem sempre há consenso entre as especialidades”, além das dúvidas suscitadas pela forma como é escolhido o dador e a própria declaração de morte cerebral. Neste caso a formação e esclarecimento da equipa envolvente era uma mais valia, bem como reuniões periódicas multidisciplinares em que os profissionais pudessem verbalizar os seus sentimentos e partilhar experiências (Albertina Coimbra et. al., 1995).
 
Para perceber a dualidade de sentimentos dos enfermeiros é importante perceber as suas funções e actividades que envolvem o cuidar da pessoa antes de ser dador, começa por tratar de um ser vivo com quem estabelece uma relação e as suas funções visam a sua sobrevivência, em que numa fase seguinte tem de “parar de tratar um vivo para começar a preparar um morto para doação” (Albertina Coimbra et. al., 1995).
 
O enfermeiro na equipa de transplantes, apesar de a decisão, a indicação e a execução de transplantes não serem competências de enfermagem, o seu papel não é menos importante pois o transplante de órgãos exige não só conhecimento técnico (teórico-prático) como também da cultura e religião das pessoas envolvidas de forma a adequar as suas intervenções para que todos sejam beneficiados.
 
Ao longo de todo este processo tanto para o dador como para o receptor é essencial perceber e tomar em consideração os factores culturais para a elaboração de programas educativos eficazes sobre as particularidades da morte cerebral, doação de órgãos e transplantes. Existem mitos e crenças sobre estes temas que com a respectiva informação e desmistificação poderão ser esclarecidas, havendo uma adesão consciente e informada a este processo, ou o contrário, – é essencial a pessoa estar informada para optar (A. S. Daare e P. Marshall, 19--).
 
Perspectiva religiosa e cultural
 
Começaremos pela questão da morte. A morte cerebral bem como a doação de órgãos é aceite pelo hinduísmo, cristianismo e islamismo. Os japoneses são resistentes à ideia de morte cerebral, sendo uma das causas respeitante ao destino da pessoa após a morte, está relacionada com a mutilação do corpo e a impureza associada ao corpo morto. O hinduísmo, apesar da sua posição na matéria utilizando como argumento a ajuda ao outro e a teoria do Karma, as suas tradições como a cremação do corpo completo e a ideia de que o corpo é intocável poderiam ser utilizadas como argumentos contra a colheita de órgãos. O budismo que considera a vida como uma ilusão e a morte com um fim provisório, dando pouca importância ao corpo depois da morte, não apresentando argumentos contra o transplante e recolha de órgãos (A.S. Daare, P. Marshall, 19--).
 
Em relação à religião judaica, mesmo os ortodoxos apoiam estes actos médicos, tendo apenas com exigência que na colheita feita em cadáver, a morte tenha sido determinada de acordo com a Halachá – e que o órgão seja utilizado de imediato, não é permitido a doação para o banco de órgãos.
 
No islamismo, a importância do corpo leva certas correntes a recusar as colheitas de cadáveres por a integridade corporal ser conditio sine qua non para o acesso à vida eterna (Luís Archer, Jorge Biscaia, Walter Osswald, 1996).
 
Apesar de serem contra a transfusão de sangue, a testemunha de Jeová não é contra o transplante de órgãos. A igreja Anglicana “apoia tudo que preserve a vida que foi criada por Deus” (Reverendo Abmael), se na Bíblia nada indica que Deus é contra o transplante de órgãos, então a igreja não é contra.
 
A transplantação de órgãos, nomeadamente a sua aceitação, o consentimento de doação, a organização do programa de transplantação, o tipo de transplantes realizados e o resultado, dependem em parte de considerações culturais. O sentido simbólico de certos órgãos, especificamente o coração, pode ser obstáculo ao transplante (A.S. Daare, P. Marshall, 19--).
 
O mesmo acontece com o comércio de órgãos, existe uma “zona cinzenta” na fronteira que separa a doação da venda, é importante perceber as circunstâncias em que se realizam as transacções. Na república islâmica do Irão existe um vasto programa que define as formas de compensação financeiras julgadas culturalmente aceites quando uma pessoa viva faz a doação de um dos seus rins a uma pessoa que não seja um familiar, os argumentos que defendem esta via são, entre eles o facto de não haver intermediários, os dadores terão de se submeter a um teste psicológico, as remunerações são fixas, os dadores são aconselhados sobre a forma de investirem o dinheiro recebido e são cobertos por um seguro de doença durante os três anos seguidos da doação (A.S. Daare, P. Marshall, 19--).
 
Nos Estados Unidos foi proposto a criação de um mercado a termo fixo de órgãos colhidos em cadáveres, o que foi aceite pelas associações médicas. Na Filadélfia é oferecido um prémio pela doação de órgãos às famílias de pessoas recentemente mortas.
 
Na Índia, apenas recentemente foi adoptada uma lei sobre o transplante de órgãos humanos que visa abolir o comércio de órgãos e facilitar a colheita em cadáveres, instituindo o princípio da morte cerebral (A.S. Daare, P. Marshall, 19--).
 
Em relação à posição de diversos líderes religiosos, o islamismo autoriza a remuneração em circunstâncias bem definidas e eruditos da religião judaica afirmam não encontrarem obstáculos à concessão de uma compensação (A.S. Daare, P. Marshall, 19--).
 
Esta é uma questão complexa que deve ser analisada tendo em conta os parâmetros culturais, políticos e económicos.
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Terça-feira, 28 de Março de 2006

As Falésias


Falésia é uma forma geográfica litoral, caracterizada por um abrupto encontro da terra com o mar. Formam-se escarpas na vertical que terminam ao nível do mar e encontram-se permanentemente sob a acção erosiva do mar.  As ondas desgastam constantemente a costa, o que por vezes pode provocar desmoronamentos ou instabilidade da parede rochosa.
 
Com as mudanças climáticas, o nível do mar pode descer, deixando entre a falésia e o mar um espaço plano. Passa-se a chamar, então, uma arriba fóssil.
 
Uma escarpa é uma ladeira ou monte muito íngreme. É resultante de um falhamento geológico. A escarpa pode ser dividida em duas maneiras, escarpa de linha de falha ou escarpa de falha.
 
Uma falha geológica, ou simplesmente falha é uma superfície num volume de rocha onde se observa deslocamento relativo dos blocos paralelo à fractura. A extensão da falha varia entre centenas de quilómetros a poucos centímetros. O plano de falha é a superfície da fractura onde se observa deslocamento relativo entre blocos, e as suas dimensões também podem variar de forma ampla.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Falésias do Cabo Mondego
- Figueira da Foz -

Consideradas as mais belas da Península Ibérica,
continuam, inexplicavelmente, a ser destruídas pelo Homem
para fins industriais !... 
Até quando ???....


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


Falésias do Cabo Mondego - Figueira da Foz


sinto-me:
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Segunda-feira, 27 de Março de 2006

Dia Mundial do Teatro


O teatro é uma arte em que um actor ou conjunto de actores interpreta uma história ou actividades que têm como objectivo re/presentar (tornar a apresentar) uma situação e despertar sentimentos na audiência. Teatro significa lugar onde se vê e se ouve.
 
Grécia Antiga
 
A consolidação do teatro, enquanto espectáculo, na Grécia antiga, deu-se em função das manifestações em homenagem ao deus do vinho, Dionísio. A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus (procissões). Com o passar do tempo essas procissões, que eram conhecidas como Dioníaces, foram ficando cada vez mais elaboradas e surgiram os Directores de Coro (organizador de Procissões). Nas procissões os participantes cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas das peripécias de Dionísio e em procissões urbanas reuniam-se aproximadamente 20 mil pessoas, enquanto que em procissões de localidades rurais (procissões campestres) as festas eram menores. O primeiro Director de Coro foi Térpis, que foi convidado pelo tirano Préstato para dirigir a procissão de Atenas. Terpis desenvolveu o uso de máscaras para representar (em razão do grande número de participantes era impossível todos escutarem os relatos, porém podiam visualizar o sentimento da cena pelas máscaras). O Coro é composto pelos narradores da história, que através de representação, canções e danças relatam as histórias do personagem. Ele é o intermediário entre o actor e a plateia e traz os pensamentos e sentimentos a tona, traz também a conclusão da peça. Pode haver o Corifeu, que é um representante do coro que se comunica com a plateia.
 
Numa dessas procissões Terpis inovou ao subir a um “tablado” (Thymele – altar), para responder ao coro, e assim tornou-se o primeiro respondedor de couro (hypócrites) e consequentemente surgiram os diálogos e Térpis tornou-se o primeiro actor grego.
 
OS TRAGEDIÓGRAFOS: Muitas das tragédias escritas perderam-se, e na actualidade são 3 (três) os Tragediógrafos conhecidos e considerados importantes: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.
 
ÉSQUILO (525 a 456 a.C aproximadamente) – Principal Texto: Prometeu Acorrentado. Tema Principal que tratava: Contava factos sobre os Deuses e os Mitos.
 
SÓFOCLES (496 a 406 a.C aproximadamente) – Principal Texto: Édipo Rei. Tema Principal que tratava: das grandes figuras Reais.
 
EURÍPIDES (484 a 406 a.C aproximadamente) – Principal Texto: As Troianas – Tema Principal que tratava: dos renegados, dos vencidos (Pai do Drama Ocidental).
 
 
Teatro em Portugal
 
Gil Vicente (1465 - 1536?) é considerado o fundador do teatro português, no século XVI. Este, na sua Farsa dos Almocreves, em 1526 fala do Brasil. António Ferreira (Lisboa, 1528 - 1569), estudou em Coimbra e foi o discípulo mais famoso de Sá de Miranda, tendo sido um dos impulsionadores da cultura renascentista em Portugal. Escreveu a primeira tragédia do classicismo renascentista português, Castro (1587), inspirada nos amores de D. Pedro e D. Inês de Castro, traduzida para inglês em 1597 e posteriormente para francês e alemão.
 
D. José, rei de Portugal, seguindo as instruções de seu pai, inaugurou em Lisboa a 2 de Abril de 1755 o Teatro Real do Paço da Ribeira, mais conhecido por Ópera do Tejo, situado junto ao rio, num espaço entre os actuais Terreiro do Paço (Pç. do Comércio) e Cais do Sodré. Seria a estrutura mais luxuosa e inovadora do género na Europa, que cairia totalmente por terra com o terrível Terramoto de 1755 e contando apenas sete meses de vida.
 
Almeida Garrett (Porto, 1799 - Lisboa, 1854), foi um proeminente escritor e dramaturgo romântico que fundou o Conservatório Geral de Arte Dramática, edificou o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa e organizou a Inspecção-Geral dos Teatros, revolucionando por completo a política cultural portuguesa a partir de 1836, no rescaldo das Guerras Liberais. «Frei Luís de Sousa» é a sua maior obra.
 
Já no século XX encontramos grandes nomes da literatura portuguesa a escrever para teatro como é o caso de Júlio Dantas, Raul Brandão e José Régio. Às portas dos anos 60 o contexto político fomenta uma nova literatura de intervenção que se estende aos palcos através dos nomes de Bernardo Santareno, Luiz Francisco Rebello, José Cardoso Pires e Luís de Sttau Monteiro, que produziram grandes e intensas obras.
 
Neste momento existe em Portugal um teatro dominado acima de tudo por encenadores carismáticos como Luís Miguel Cintra (Teatro da Cornucópia), João Mota (Comuna Teatro de Pesquisa), Jorge Silva Melo (Artistas Unidos) e Joaquim Benite (Companhia de Teatro de Almada).
 
Com grande divulgação encontramos o Festival de Almada, FITEI (Porto) e Citemor (Montemor-O-Velho), entre outros, que acolhem o que de melhor se faz em Teatro em Portugal e no mundo.
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O Tio Patinhas



O Tio Patinhas Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



O Tio Patinhas (nome completo: Patinhas McPatinhas, originalmente Uncle Scrooge McDuck) é uma personagem criada em 1947 por Carl Barks dos Estúdios Disney. O Tio Patinhas foi inspirado em Ebenezer Scrooge, o famoso pão-duro do conto "Canção de Natal" de Charles Dickens. É o pato mais rico do mundo imaginário (a sua fortuna é grande especialmente por causa da sua avareza). Vive em Patópolis ( Duckburg, no original) e o seu grande rival é ora Patacôncio (nos quadradinhos), ora Arsénio Mac Móney (especialmente no desenho animado DuckTales), ambos possuindo grande fortuna em Patópolis - cidade em que residem os patos Disney, criada por Carl Barks. A sua família é composta pelos sobrinhos Pato Donald, Peninha e Gastão, tendo ainda a Vovó Donalda e os sobrinhos do Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho. A sua caixa forte recebe muitas tentativas de roubo pelos Irmãos Metralha, Mancha Negra e Maga Patalógica, esta última não interessada na fortuna, mas sim na famosa Moedinha Número 1, considerada por ele um talismã, aparecendo pela primeira vez na história O Toque de Midas. Para defender-se deles, frequentemente Patinhas tem de apelar para o inventor Professor Pardal.
 
O Tio Patinhas é escocês, como comprovado pelo sobrenome "McPatinhas", e ninguém sabe a sua idade verdadeira, já que na cronologia oficial (criada por Don Rosa) ele nasceu em 1867 e morreu em 1967.
 
Gioachino(Keno) Don Hugo Rosa, mais conhecido pelo nome artístico Don Rosa é um cartunista norte-americano , considerado o sucessor de Carl Barks.
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Domingo, 26 de Março de 2006

Infantaria medieval



Infantaria na Batalha de Aljubarrota
Infantaria na Batalha de Aljubarrota Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




infantaria na Idade Média era constituída pelos homens a pé que acompanhavam os fidalgos e os prelados nas hostes, os peões vindos dos concelhos e que se situavam hierarquicamente abaixo dos cavaleiros-vilãos. Eram peões aqueles que não tinham bens suficientes para possuírem cavalo. A seguir viriam os besteiros do conto, também a pé.
 
Armados de lança ou de pique, os peões constituíam a melhor tropa de infantaria. Consoante os seus rendimentos, eram obrigados a ter espaldeira, gorjeira, escudo e lança, ou besta.
 
A besta é uma arma com a aparência de uma espingarda, com um arco de flechas, acoplado na ponta da sua coronha, accionada por gatilho, que projecta flechas.
 
Os besteiros eram em menor número porque a besta era mais dispendiosa e, também, de manejo mais difícil. O escudo (cetra), os dardos, o arco para flechas, os virotões, os fundos, os punhais, etc. eram também utilizados pelos peões.
 
A besta usada pela infantaria era a besta de polé. Era pesada e por isso, como os arcos muito mais leves, os arqueiros levavam vantagem relativamente aos besteiros. Também existiram besteiros a cavalo, utilizando a besta de Garrucha, que era muito mais leve do que a besta de polé.
 
As bestas lançavam seras, virotões e balas de barro ou de chumbo. Os besteiros, para se protegerem, apoiavam no chão os seus escudos. Era variável a relação entre o número de besteiros e o dos peões, beneficiando os primeiros de maiores regalias e de mais importância social. Provindos dos mestres (ou ofícios) os besteiros exercitavam-se no manejo das suas armas atingindo grande destreza a atirar com as bestas.
 
Na batalha de Aljubarrota intervieram 900 besteiros e 4000 peões, isto é, aí a proporção era de 1 para 5. Mas, ao penetrar em Castela, D. João I levou consigo 2000 besteiros e 4000 peões, pelo que a proporção passou a ser de 1 para 2.
 
A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385, entre tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano de D. Juan I de Castela. A batalha deu-se no campo de S. Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça no centro de Portugal.

O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos e o fim da crise de 1383-1385, e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. A paz com Castela só veio a estabelecer-se em 1411.
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Sábado, 25 de Março de 2006

A Lampreia



Lampreia Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


As lampreias são peixes de água doce ou anádromas com forma de enguias, mas sem maxilas. A boca está transformada numa ventosa circular com o próprio diâmetro do corpo, reforçada por um anel de cartilagem e armada com uma língua-raspadora  igualmente cartilaginosa. Várias espécies de lampreia são consumidas como alimento.
 
Dada a sua anatomia básica, a lampreia foi durante muito tempo classificada, juntamente com a mixina, no grupo Cyclostomata ou ciclóstomos (que significa boca circular) e também no grupo Agnatha, ou seja, sem maxilas. No entanto, pelo facto de ter vértebras rudimentares e musculatura radial, ao contrário da mixina, a lampreia é actualmente considerada um Hyperoartia, um clade dos vertebrados, em oposição aos Gnathostomata, ou seja, vertebrados com maxilas.
 
As mixinas ou enguias de casulo são um grupo de peixes marinhos, de águas frias, com forma de enguia e sem maxilas. É o único grupo de peixes que não pertence ao grupo dos vertebrados, uma vez que não tem um verdadeiro esqueleto interno: o corpo é sustentado pela corda dorsal e o crânio é incompleto, uma vez que o cérebro está protegido apenas por uma bainha fibrosa.
 
As lampreias são ainda agrupadas na classe Petromyzontida ou Cephalaspidomorphi, na ordem Petromyzontiformes, família Petromyzontidae.
 
Algumas espécies de lampreias têm um número de cromossomas que é recorde entre os vertebrados, chegando a 174. A larva ammocoetes tem um tamanho máximo de 10 cm, enquanto que os adultos podem ultrapassar 120 cm.
 
Anatomia
 
As lampreias possuem no topo da cabeça um "olho pineal" translúcido e, à frente, uma única "narina", o que é um caso único entre os vertebrados actuais (embora se encontre em alguns fósseis). Esta "narina" também é chamada abertura naso-hipofisial, uma vez que liga ao órgão do olfacto e a um tubo cego que inclui a glândula pituitária ou hipófise. Pensa-se que este tubo seja um resíduo do canal nasofaringeal das mixinas, com quem a lampreia tem algumas características em comum.
 
Os olhos são relativamente grandes, estão equipados de cristalino, mas não possuem músculos oculares intrínsecos, como os restantes vertebrados. Por trás deles, abrem-se sete fendas branquiais. Uma outra característica deste grupo de peixes é a inexistência de verdadeiros arcos branquiais – a câmara branquial é reforçada externamente por um cesto branquial cartilagíneo.
 
A ventosa que forma a boca da lampreia funciona como tal através dum complexo mecanismo que age como uma bomba de sucção: inclui um pistão, o 'velum' e uma depressão na cavidade bucal, o hydrosinus.
 
As lampreias não têm um esqueleto mineralizado, mas encontram-se regiões de cartilagem calcificada no seu endoesqueleto. O crânio é composto por placas cartilagíneas, como o das mixinas, mas é mais complexo e inclui uma verdadeira caixa craniana onde está alojado o cérebro.
 
A coluna vertebral é basicamente formada pelo notocórdio, tal como as mixinas, mas nas lampreias existem pequenos reforços cartilagíneos, os arcualia dorsais.
 
Reprodução
 
Tanto as lampreias marinhas como as de água doce reproduzem-se em rios. A sua vida larvar (ver abaixo), que pode durar até sete anos, é sempre passada no rio onde nascem. A certa altura, elas sofrem uma metamorfose e transformam-se em adultos.
 
As espécies anádromas migram para o mar depois da metamorfose, onde se desenvolvem e atingem a maturação sexual. Este processo pode durar um ou dois anos. Quando atingem a maturidade sexual, as lampreias entram num rio, reproduzem-se e morrem.
 
Cada fêmea gera milhares de ovos pequenos e sem reservas nutritivas. Os ovos são enterrados em "ninhos" cavados em fundos duros e lisos.
 
Desenvolvimento larvar
 
As lampreias sofrem um desenvolvimento larvar que pode durar até sete anos, passando-se sempre em água doce. A larva, denominada ammocoetes, não tem ventosa e os olhos são pouco desenvolvidos. A câmara branquial não é fechada e a larva alimenta-se capturando pequenas partículas orgânicas com uma fita de muco produzida na faringe.
 
Para promover o fluxo de água, o ammocoetes possui entre a boca e a faringe um sistema de bombagem anti-refluxo com duas válvulas, o 'velum' que nos adultos não toma parte na respiração.
 
O esqueleto da cabeça do ammocoetes é composto dum tecido elástico, a muco-cartilagem que, durante a metamorfose dá origem a uma variedade de tecidos, entre os quais a verdadeira cartilagem.
 
Ecologia
 
As lampreias encontram-se principalmente em águas temperadas, tanto no hemisfério norte, como no sul. Algumas espécies são parasitas, fixando-se a outros peixes, cuja pele abrem com a sua língua-raspadora e sugam-lhes o sangue. Esta é também uma forma de se deslocarem.
 
A ventosa bucal também lhes serve para se agarrarem a pedras ou vegetação aquática para descansarem. Por esta razão, em alguns locais da Europa são conhecidas por suga-pedra ("stone-sucker" em inglês).
 
As lampreias, principalmente a larva ammocoetes, são usadas como isco na pesca. No entanto, em alguns países (como Portugal, por exemplo), os adultos são considerados uma especialidade culinária.
 
A poluição dos rios, à qual as larvas são especialmente sensíveis, tem sido a causa da sua quase extinção em muitos rios da Europa.
 
Existem registos fósseis de lampreias desde o período Carbónico superior, com cerca de 280 milhões de anos de idade.
 
Uso humano
 
Algumas espécies de lampreias são usadas como alimento. No Sul da Europa, sobretudo em Portugal, Espanha e França, a lampreia é tida por iguaria requintada, sendo vendida nos restaurantes a preços muito elevados.
 
Em Portugal, a lampreia é comida sobretudo em arroz de lampreia, com uma confecção próxima da cabidela, e à bordalesa, um guisado normalmente acompanhado de arroz. Alguns restaurantes e casas fazem-na também assada no espeto. A lampreia é comida de finais de Janeiro a meados de Abril.
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Sexta-feira, 24 de Março de 2006

Portal do Astrónomo


www.portaldoastronomo.org


Fontewww.portaldoastronomo.org O Portal do Astrónomo.
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NUCLIO - Núcleo Interactivo de Astronomia
Newsletter n.º 215

O Tema do Mês dedicado aos "Almanaques" fala esta semana de galinhas, mais concretamente do Ovo de Colombo. Qual a relação com o assunto do Tema do Mês é algo que terá de ler na 4ª parte em:
http://portaldoastronomo.org/tema.php?id=26

Nas Crónicas, Phil Plait fala-nos em crateras escondidas à vista de todos:
http://portaldoastronomo.org/cronica.php?id=46

Durante a próxima semana o céu vai brindar-nos com alguns eventos
interessantes, infelizmente nem todos visíveis a partir de Portugal.

Comecemos com o que podemos ver: no dia 26 de madrugada antes do Sol nascer, um fino minguante lunar com 14% de fase estará ligeiramente a Sul de um brilhante Vénus com mag. -4,4 e uma fase pronunciada de 50%. A separação entre os dois astros é de uns generosos 6º30' aproximadamente, por isso esta conjunção será melhor vista a olho nu ou com uns binóculos de baixa ampliação, de 6x ou 8x.

No dia seguinte, dia 27, é a vez de um discreto Mercúrio ser visitado pelo nosso satélite natural. O planeta mais interior do sistema solar terá uma mag. 1,1 e estará a menos de 5º de altitude por altura do crepúsculo civil em Lisboa, por isso irá precisar de um local com bom horizonte Oeste, e atmosfera bastante limpa. A Lua, com uma fase de 7% estará aproximadamente a 7º30' de distância e sensivelmente à mesma altura, por isso mais uma vez irá precisar de baixa ampliação para observar esta conjunção com auxílio óptico, no máximo 6x.

No dia 29 teremos a chegada da Lua Nova, às 10h15 UT, e ao mesmo tempo seremos brindados com um eclipse do Sol, que será apenas parcial em Portugal. Por terras lusas aproximadamente 25% do sol ficará obstruído pela Lua, sendo o máximo em Lisboa às 10h02 UT, ou 11h02 hora local. Não se esqueça que olhar para o Sol sem protecção adequada pode ter consequências graves para a sua visão, por isso use sempre um filtro solar apropriado quando observar este eclipse.

Para observar este eclipse como total irá precisar de se deslocar para alguns países africanos, como a Líbia ou o Egipto, ou mais a norte, para a Turquia, entre outros. Uma pequena parte do Brasil também vai poder ver o eclipse total ao nascer do sol, sendo no entanto um evento muito curto neste local.

Finalmente para encerrar, recordamos que no próximo Domingo Portugal passa para a hora de verão, devendo adiantar o seu relógio 1h na noite de Sábado para Domingo.

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Conferência: Astronomia e Ciências Espaciais, Comunicação e Educação
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=630

A conferência "Astronomia e Ciências Espaciais, Comunicação e Educação" decorrerá nos próximos dias 21 e 22 de Abril de 2006, no Centro Multimeios de Espinho. Esta conferência tem como objectivo reflectir sobre o estado actual da Astronomia e Astrofísica em aspectos onde a Comunicação e a Educação se conjugam. O público-alvo inclui astrónomos e agentes nacionais do ensino e da divulgação da ciência - desde as escolas ao sector privado, passando pelos investigadores e pela comunicação social.


A dança cósmica das galáxias distantes
http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=631

Através de um estudo de dezenas de galáxias distantes, realizado com a ajuda do GIRAFFE do VLT (ESO), uma equipa internacional de astrónomos descobriu que a relação entre a quantidade de matéria escura e de estrelas nas galáxias era, há 6 mil milhões de anos, semelhante à de hoje. Esta descoberta, uma vez confirmada, sugere uma interacção mais estreita do que seria de prever entre a matéria escura e a matéria normal. Os cientistas descobriram também que 4 em cada 10 galáxias estão fora do estado de equilíbrio, o que pode implicar que as colisões e fusões de galáxias são importantes na sua formação e evolução. Estes resultados vêm trazer uma nova luz sobre a forma como as galáxias evoluíram desde a altura em que o Universo tinha apenas metade da sua idade actual.
sinto-me:
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Minas Terrestres



Soldado do Exército dos EUA numa operação de remoção de minas terrestres 
Soldado do Exército dos EUA numa operação de remoção de minas terrestres Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Minas são dispositivos compostos de um invólucro com carga explosiva e um detonador. A mina terrestre é uma armadilha explosiva enterrada a pouca profundidade e detonada pelo peso do alvo que se quer atingir.
 
A mina terrestre, ou mina explosiva pode continuar activa depois de muito tempo da sua instalação. A principal finalidade da mina terrestre é evitar ou dificultar o avanço de carros de combate ou da infantaria.
 
 
Existem duas classes de minas terrestres:
 
> Minas antitanques ou antiveiculares, destinadas principalmente veículos autopropulsados. Estes dispositivos contêm cerca de cinco quilos de explosivos.
 
> Minas antipessoais, mais leves, tem a função de matar ou ferir várias pessoas se estiverem próximas a estes artefactos após a sua explosão. Contêm em média meio quilo de explosivos e fragmentam-se ao explodir.
 
 
Para a instalação de uma mina, em primeiro lugar, elege-se o que se quer atingir. Para tal, é verificado o grau de fragmentação após a explosão e a dificuldade de detecção do artefacto.
 
O dispositivo é enterrado a pouca profundidade no solo e detonado pelo peso de soldados ou veículos que passam sobre si, dependendo o tipo. O disparo também pode ser através de um temporizador ou por controle remoto.
 
Para evitar a sua detecção magnética através de equipamentos electrónicos, as modernas cápsulas de minas são produzidas por materiais não magnéticos e não condutivos. Existem minas fabricadas com explosivos plásticos, o encapsulamento cerâmico e o dispositivo de disparo fabricado com componentes mecânicos à base de polímeros.
 
O sistema de disparo pode ser accionado por pressão ao toque exercida sobre uma barra articulada.
 
 
Minas antipessoais
 
As minas antipessoais podem ser de explosão ou de fragmentação.
As primeiras atingem ao alvo de forma a causar os maiores danos possíveis, destroçando e queimando o elemento atingido, de forma a reduzir o moral do grupo de avanço, havendo assim, além dos danos físicos, os danos psicológicos.
O segundo tipo expele grande quantidade de fragmentos em altíssima velocidade, o seu alcance é considerável.
Algumas minas são projectadas para ferir o maior número possível de indivíduos. Neste grupo existe o tipo saltador, cuja cápsula, após o disparo, salta de seu nicho a aproximadamente um metro e oitenta cm de altura, explodindo e lançando fragmentos que se espalham horizontalmente, atingindo alvos a grande distância.
 
Existe ainda um tipo de mina fixa não direccional, instalada no solo ou imediatamente abaixo da superfície. Depois da ignição projecta os seus fragmentos para cima e para fora, em 360 graus, formando um arco de 60 graus.
 
A maior indústria de minas antipessoais do mundo encontra-se nos Estados Unidos; o seu nome é Claymore Inc. Esta indústria fabrica um tipo de mina cuja função é destruir e cauterizar após a explosão, os membros inferiores dos elementos atingidos aleijando-os, mas não matando. Este procedimento é feito de forma que o elemento alvo não venha a morrer por hemorragias, mas sim permanecer vivo, acordado, e sentindo dores pela maior quantidade de tempo possível, de forma a quebrar o moral da tropa no seu avanço.
 
Existe um tipo de mina fabricada pela Claymore que dispara cerca de três mil projécteis de aço à base de urânio empobrecido em forma de agulhas (chamados vulgarmente de flexets), cuja função é causar o maior número de danos ao grupo atingido, desde pessoas, até veículos. O alcance destas agulhas chega a várias centenas de metros.
 
 
Minas antitanques
 
As minas antiveiculares necessitam de uma pressão superior a 150 quilogramas para o seu disparo. A carga explosiva danifica os veículos por concussão, e o seu funcionamento básico é semelhante ao de uma mina antipessoal explosiva.
 
Uma mina antitanque, mina AT, ou mina antiveicular, é semelhante a uma mina terrestre, excepto que é desenhada para ser menos sensível e com uma carga explosiva maior, de modo a poder destruir um veículo blindado. Foram primeiramente usadas em grande escala na Segunda Guerra Mundial.
 
Normalmente a instalação de minas é distribuída de forma a ter antipessoais e antiveiculares no mesmo terreno. A função é dificultar a localização e retirada de ambas.
 
A Claymon Inc. fabrica minas químicas que são usadas de forma a dispersar agentes químicos no ambiente próximo à sua localização. Os produtos podem ser líquidos, gasosos, persistentes ou não. A instalação recomendada pelo fabricante deve ser de forma intercalada com minas antipessoais e antiveiculares.
O elemento mais utilizado pelas indústrias norte-americanas de minas terrestres químicas é o gás cloro.
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