Sexta-feira, 30 de Setembro de 2005

Os Vulcões

 
Vulcão
é uma estrutura geológica criada quando
Todas estas actividades podem ser um perigo potencial para o Homem. Para além disso a actividade vulcânica é muitas vezes acompanhada por
magma, gases e partículas quentes (como cinzas) escapam para a superfície terrestre. Injecta altas quantidades de poeira, gás e aerossóis na atmosfera, podendo causar arrefecimento climático temporário.
São frequentemente considerados causadores de
poluição natural.

Magma é
rocha fundida, localizado normalmente dentro de uma câmara de magma, debaixo da superfície da Terra. Essa complexa solução de silicatos a alta temperatura, entre 650 e 1200 graus Celsius, é ancestral de todas as rochas ígneas, sejam elas intrusivas ou extrusivas. O magma permanece sob alta pressão e, algumas vezes, emerge através das fendas vulcânicas, na forma de lava fluente e fluxos piroclásticos (os fluxos piroplásticos são os resultados devastadores de algumas erupções vulcânicas. Eles são rápidos, movidos de corpos fluidos de gás quente, cinza e pedra que pode viajar até 160 km por hora. O gás está normalmente numa temperatura de 100-800 graus Celsius. Os fluxos normalmente acompanham o chão da terra). Os produtos de uma erupção vulcânica geralmente contêm gases dissolvidos que podem nunca ter alcançado a superfície do planeta. O magma acumula-se em várias câmaras de magma, situadas no interior da crosta terrestre, cuja localização resulta em leves alterações na sua composição.

Tipicamente, os vulcões apresentam formato cónico e montanhoso.

A erupção de um vulcão é considerada um grave desastre natural, por vezes de consequências planetárias. Como outros desastres dessa natureza, são imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Assim, tendem a desvalorizar os imóveis localizados em suas vizinhanças. No nosso planeta os vulcões tendem a ocorrer junto das margens das placas continentais. No entanto existem excepções quando os vulcões ocorrem em zonas chamadas de hot spots (pontos quentes). Por outro lado, os arredores de vulcões, formados de lava arrefecida, tendem a ser compostos de solos bastante férteis para a agricultura.

A palavra "Vulcão" deriva do nome do deus do fogo na mitologia romana Vulcano. A ciência que estuda os vulcões designa-se por Vulcanologia.


Tipos de Vulcões

Uma das formas de classificação dos vulcões é através do tipo de material que é eruptido, o que afecta a forma do vulcão. Se o magma eruptido contém uma elevada percentagem em sílica (>65%) a lava é chamada de félsica ou "ácida" e tem a tendência de ser muito viscosa (pouco fluida) e por isso solidifica rapidamente. Os vulcões com este tipo de lava têm tendência a explodir devido ao facto da lava facilmente obstruir a chaminé vulcânica. O Monte Pelé na Martinica é um exemplo de um vulcão deste tipo.

Se por outro lado, o magma é relativamente pobre em sílica (<52%) é chamado de máfico ou "básico" e causa erupções de lavas muito fluidas capazes de escorrer por longas distâncias. Um bom exemplo de uma escoada lávica máfica é a do Grande Þjórsárhraun (Thjórsárhraun) originada por uma fissura eruptiva quase no centro geográfico da Islândia há cerca de 8.000 anos. Esta escoada percorreu cerca de 130 quilómetros até ao mar e cobriu uma área com 800 Km².
  • Vulcão-escudo: O Havai e a Islândia são exemplos de locais onde podemos encontrar vulcões que expelem enormes quantidades de lava que gradualmente constroem uma montanha larga com o perfil de um escudo. As escoadas lávicas destes vulcões são geralmente muito quentes e fluidas, o que contribui para ocorrerem escoadas longas. O maior vulcão deste tipo na Terra é o Mauna Loa no Havai com 9.000 m de altura (assenta no fundo do mar) e 120 Km de diâmetro. O Monte Olimpus em Marte é um vulcão-escudo e também a maior montanha do sistema solar.
    ["O vulcanismo também deixou as suas marcas no planeta, sendo uma delas o Monte Olimpo que, com 27 km de altitude e 600 km de diâmetro, é o maior vulcão do Sistema Solar."]
  • Cones de escórias: São os tipos mais simples e mais comuns de vulcões. Esses vulcões são relativamente pequenos, com alturas geralmente menores que 300 metros. Formam-se pela erupção de magmas de baixa viscosidade, com composições basálticas ou intermediárias.
  • Estratovulcões: Também designados de "compostos", são grandes edifícios vulcânicos com longa actividade, forma geral cónica, normalmente com uma pequena cratera no cume e flancos íngremes, construídos pela intercalação de fluxos de lava e produtos Piroclasto, emitidos por uma ou mais condutas, e que podem ser pontuados ao longo do tempo por episódios de colapsos parciais do cone, reconstrução e mudanças da localização das condutas. Alguns dos exemplos de vulcões deste tipo são o Monte Fuji no Japão, o Monte Cotopaxi no Equador, o Vulcão Mayon nas Filipinas e o Monte Rainier nos E.U.A. Por outro lado, esses edifícios vulcânicos são os mais mortíferos do nosso planeta, envolvendo a perda da vida de aproximadamente 264.000 pessoas desde o ano de 1.500 DC.
    : São as maiores estruturas vulcânicas da Terra, possuem diâmetros que variam entre 15 e 100 km². Aparte de seu grande tamanho, Caldeiras Ressurgentes são amplas depressões topográficas com uma massa elevada central. Exemplos dessas estruturas são a Valles (E.U.A.), Yellowstone (E.U.A.) e Cerro Galan (Argentina).
    : São bastante comuns em certos fundos oceânicos nomeadamente na Crista-médio-Atlântica. São responsáveis pela formação de novo fundo oceânico em diversas zonas do globo. Um exemplo deste tipo de vulcão é o vulcão da Serreta no Arquipélago dos Açores. freáticas (vapor)
  • Caldeiras ressurgentes
  • Vulcões submarinos

Comportamento dos vulcões
  • Erupções
  • Erupções explosivas de lava rica em sílica (e.g.riolíto)
  • Erupções efusivas de lava pobre em sílica (e.g.Basalto)
  • Escoadas piroclasto (a pedra-pomes é o piroclasto dominante das rochas traquíticas)
  • Lahars (fluxos torrenciais de detritos vulcânicos saturados com água)
  • Emissões de dióxido de carbono. sismos, águas termais, fumarolas e géisers, entre outros fenómenos. As erupções vulcânicas são frequentemente precedidas por sismos de magnitude pouco elevada.


    Activos, dormentes ou extintos?


    Não existe um consenso entre os vulcanólogos para definir o que é um vulcão activo. O tempo de vida de um vulcão pode ir de alguns meses até alguns milhões de anos. Por exemplo, em vários vulcões na Terra ocorreram várias erupções nos últimos milhares de anos mas actualmente não dão sinais actividade.

    Alguns cientistas consideram um vulcão activo quando está em erupção ou mostra sinais de instabilidade, nomeadamente a ocorrência pouco usual de pequenos sismos ou novas emissões gasosas significativas. Outros consideram um vulcão activo aquele que teve erupções históricas. É de salientar que o tempo histórico varia de região para região. Enquanto que no Mediterrâneo este pode ir até 3.000 anos atrás, no Pacífico Noroeste dos Estados Unidos vai apenas a 300 anos atrás.

    Vulcões dormentes são considerados aqueles que não se encontram actualmente em actividade (como foi definido acima) mas que poderão mostrar sinais de perturbação e entrar de novo em erupção.

    Os vulcões extintos são aqueles que os vulcanólogos consideram pouco provável que entrem em erupção de novo, mas não é fácil afirmar com certeza que um vulcão está realmente extinto. As caldeiras têm tempo de vida que pode chegar aos milhões de anos, logo é difícil determinar se um irá voltar ou não a entrar em erupção, pois estas podem estar dormentes por vários milhares de anos. Por exemplo a caldeira de Yellowstone nos Estados Unidos tem pelo menos 2 milhões de anos e não entrou em erupção nos últimos 640.000 anos, apesar de ter havido alguma actividade há cerca de 70.000 anos atrás. Por esta razão os cientistas não consideram a caldeira de Yellowstone um vulcão extinto. Pelo contrário, esta caldeira é considerada um vulcão bastante activo devido à actividade sísmica, geotermal e à elevada velocidade do levantamento do solo na zona.


    Vulcões na Terra
    • Monte Baker  (Washington, EUA)
    • Vulcão de Cold Bay  (Alaska, EUA)
    • El Chichon  (Chiapas, México)
    • Pico de Orizaba  (Veracruz/Puebla, México)
    • Cotopaxi  (Equador)
    • Monte Fuji  (Honshu, Japão)
    • Monte Hood  (Oregon, EUA)
    • Monte Erebus  (Ilha de Ross, Antárctica)
    • Etna  (Sicília, Itália)
    • Krafla  (Islândia)
    • Hekla  (Islândia)
    • Kick-'em-Jenny  (Granada)
    • Kilauea  (Havai, EUA)
    • Vulcão das Furnas  (Ilha de São Miguel, Açores, Portugal)
    • Kluchevskaya  (Kamchatka, Rússia)
    • Krakatoa  (Rakata, Indonésia)
    • Mauna Kea  (Havai, EUA)
    • Mauna Loa  (Havai, EUA)
    • El Misti  (Arequipa, Perú)
    • Novarupta  (Alaska, EUA)
    • Pico  (Ilha do Pico, Açores, Portugal)
    • Paricutín  (Michoacán, México)
    • Monte Pinatubo  (Flilipinas)
    • Popocatépetl  (Mexico-Puebla, México)
    • Santorini  (Santorini, Grécia)
    • Vulcão de Soufriere  (Montserrat)
    • Monte Rainier  (Washington, EUA)
    • Vulcão do Fogo  (Ilha de São Miguel, Açores, Portugal)
    • Monte Shasta  (California, EUA)
    • Monte Santa Helena  (Washington, EUA)
    • Surtsey  (Islândia)
    • Tambora  (Sumbawa, Indonésia)
    • Teide  (Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha)
    • White Island  (Baía de Plenty, Nova Zelândia)
    • Monte Vesúvio  (Baía de Nápoles, Itália)
       
Publicado por: Praia da Claridade às 00:11
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005

O Forte da Arrábida


O Forte de Santa Maria da Arrábida ou Forte da Arrábida, está situado no sopé da encosta sul da cordilheira de mesmo nome, em posição dominante a sudoeste do Portinho da Arrábida, na barra norte do rio Sado, no Distrito de Setúbal, em Portugal.

A Serra da Arrábida é uma pequena elevação de Portugal Continental, com apenas 501 metros de altitude. Situa-se na Península de Setúbal; aí se localiza o Parque Natural da Arrábida, bem como a Capela de Nossa Senhora da Arrábida.

O Forte da Arrábida complementa o conjunto de fortificações setecentistas que, erguidos no contexto da guerra de Restauração da Independência de Portugal, se estendiam pelo litoral desde Setúbal até ao Forte de São Domingos da Baralha, perto do cabo Espichel.

A devoção a Nossa Senhora da Arrábida

O local assumiu dimensões religiosas a partir de 1250, quando, de acordo com a tradição, Hildebrando, um mercador das ilhas britânicas, ergueu uma pequena ermida devotada a Nossa Senhora, em acção de graças pelo milagre que ali o salvou de um naufrágio.

Na primeira metade do século XVI, entre 1539 e 1542, D. João de Lencastre (1501-1571), 1.º Duque de Aveiro, fez erguer o primitivo convento, doado ao franciscano espanhol Frei Martinho de Santa Maria, que ali desejava viver como eremita. Os trabalhos de edificação prosseguiram entre a segunda metade do século XVI e a primeira metade do século XVII, pela devoção do 2º e do 3º duques de Aveiro, aos quais se devem a hospedaria e as estações dos Passos da Paixão, e da nora do 3º Duque, responsável pelas capelas de São Paulo e de São João do Deserto. Em meados do século XVII, o 4º Duque de Aveiro promoveu a construção da capela do Bom Jesus.

No século XIX, com a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, as instalações do Convento foram abandonadas pelos frades franciscanos (1834), sendo adquiridas pelos duques de Palmela (1863). Ao final do século XX, foram adquiridas pela Fundação Oriente (1990), que as requalificou como espaço cultural.

A fortificação

Encerrando a completa remodelação da estratégia defensiva do reino, implementada a partir do reinado de D. João IV (1640-56), compreendida na defesa da barra de Setúbal, esta fortificação marítima foi iniciada somente entre 1670 e 1676, sob o reinado de D. Pedro II (1667-1706), com a função de defesa do chamado Portinho e o Convento da Arrábida, destino de peregrinação. As suas obras foram inteiramente refeitas sob o reinado de D. João V (1706-50), para serem dadas como concluídas em 1749, conforme inscrição epigráfica em lápide sobre o Portão Monumental:

"Governando estes reinos e senhorios de Portugal o muito alto e poderoso príncipe D. Pedro, Nosso Senhor, pelo Marquês de Fronteira, do Conselho de Guerra, seu Gentil-Homem da Câmara, vedor da sua Fazenda, Mestre de Campo General da Corte, Estremadura, Cascaes e Setúbal, [mandou] fazer esta fortaleza para defender este porto e [barra] da Arrábida e seus mares no ano de 1676. Por ordem de S. M. foi tudo reedificado desde os alicerces, feitas as estradas de novo e se acabou em MDCCXLIX."

Reconstruído ao final do século XVIII (1798), esteve em operação até ao reinado de D. Luís (1861-89), quando, diante da perda da sua função defensiva em virtude da evolução dos meios bélicos e do abandono das instalações do Convento, foi desactivado.

No início do século XX foi arrendado a um particular. A partir de 1932 foi adaptado às funções de pousada por Sebastião da Gama, as quais exerceu até 1976.

A partir de 1978, o imóvel passou integrar o Parque Natural da Arrábida, passando a ser considerado Imóvel de Interesse Público. Desde então, foram efectuadas extensas obras de consolidação e restauro, adaptando-se o monumento à função de Museu Oceanográfico (1991), que mantém, no local, um centro de biologia marinha. Uma pequena loja comercializa itens relacionados à área protegida do parque e oferece café aos visitantes.

Características

Pequeno forte marítimo, apresenta planta poligonal orgânica, com bateria terraplenada hexagonal e quatro parapeitos pelo lado do mar. As dependências de serviço encontram-se aproveitadas como salas de exposição, de aquários e de vídeo.

Na sua capela pode observar-se uma belíssima imagem de Nossa Senhora, em pedra de lioz, de feição seiscentista.
Pedra de lioz - um calcário cretácico, subcristalino, bioclástico e calciclástico, rico em fósseis rudistas, de cor clara e aspecto ceroso.

Parque Natural da Arrábida

A Serra da Arrábida, onde se inclui o Parque Natural da Arrábida, constitui uma área verde da Área Metropolitana de Lisboa, onde cada vez se acentua com maior intensidade a pressão demográfica, consequência do crescimento urbano e industrial. É uma zona privilegiada para uso de recreio e cultura, moldada por panorâmica de elevado valor paisagístico.

Flora

Nesta Área Protegida subsiste vegetação natural de grande importância conservacionista, não só do ponto de vista nacional como internacional. A flora subaquática tem também características de assinalável importância ecológica.

Fauna

De especial relevo, o valor da fauna marinha ao longo da costa do Parque, como por exemplo na Pedra da Anicha. A baía costeira é uma zona importante para criação e manutenção da fauna marítima do Atlântico Norte.

Geologia

De especial importância, a existência de alguns afloramentos rochosos, nomeadamente os calcários brancos do Sul e os cinzentos do Norte. De referir a existência da conhecida Brecha da Arrábida (pedreiras de aglomerado). A exploração desta rocha ornamental já não se realiza porque a pedreira estava situada numa zona protegida:
O Parque Natural da Serra da Arrábida.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:07
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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2005

Ano-luz


Ano-luz é uma unidade de comprimento utilizada em astronomia e corresponde à distância percorrida pela luz num ano, no vácuo.  O seu plural é anos-luz.  A sua abreviação é "ly", do inglês "light-year".

Para se calcular o valor de 1 ano-luz em quilómetros é necessário saber que a velocidade da luz no vácuo é de 299.792,458 quilómetros por segundo (km/s) e que o tempo utilizado na definição é o chamado Ano Gregoriano Médio com 365,2425 dias. Assim temos que o ano-luz vale 9.460.536.207.068,016 km (aproximadamente 9,46 triliões de quilómetros); ou também 63241 unidades astronómicas (AU).

Admite sub-unidades, menos utilizadas, tais como dia-luz, hora-luz, minuto-luz, segundo-luz, etc. Um Segundo-luz tem, aproximadamente, 300.000 Km.

Fatos Miscelâneos

  • A luz leva cerca de 8,3 minutos para viajar do Sol até a Terra.
  • A sonda espacial mais distante, Voyager 1, estava a 12,5 horas-luz de distância da Terra em Janeiro de 2004.
  • A estrela mais próxima conhecida, Proxima Centauri está a 4,22 anos-luz de distância.
  • Nossa galáxia, a Via Láctea, tem cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro.
  • O universo observável tem um raio de cerca de 13.700.000.000 anos-luz. Isto porque o Big Bang ocorreu cerca de 13.7 biliões de anos atrás e é impossível ver mais além desse tempo. Esse raio expande em todas as direcções na velocidade de um segundo-luz por segundo.

Como nossa galáxia tem 100.000 anos-luz de diâmetro, uma nave espacial hipotética, viajando próximo da velocidade da luz, precisaria de pouco mais de 100.000 anos para cruzá-la. Entretanto, isso apenas é verdade para um observador em repouso com relação à galáxia; a tripulação da nave espacial iria experimentar essa viagem em apenas alguns minutos. Isso por causa da dilatação temporal de relógios moventes explicada pela teoria da relatividade espacial. Por outro lado, a tripulação iria vivenciar uma contracção da distância da galáxia: do ponto de vista deles, a galáxia vai aparentar estar muito encurtada.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:14
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2005

Os Corais

Coral.jpg



Corais ou antozoários são animais cnidários (1)  e uma das maravilhas do mundo submarino. Os corais constituem colónias coloridas e de formas espantosas que crescem nos mares e podem formar recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma biodiversidade e produtividade extraordinárias.

O corpo dos cnidários é basicamente um saco formado por duas camadas de
células - a epiderme, no exterior, e a gastroderme no interior - com uma massa gelatinosa entre elas, chamada mesogleia e aberto para o exterior. Por esta razão, diz-se que os cnidários são diploblásticos
.

Um recife é uma
rocha (ou uma barreira de rochas), uma barra de areia ou qualquer outra estrutura submarina, mas suficientemente próxima da superfície do oceano para poder representar perigo para a navegação
.

O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Queensland, Austrália, com uma extensão de cerca de 3.000 km
.

A maioria dos corais desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas colónias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega
.

De facto, os corais são rochas vivas muito procuradas no comércio aquarista - por isso, encontram-se ameaçados. O coral é o exosqueleto de colónias de cnidários
.

Biologia dos corais

Os corais são os membros da classe Anthozoa que constroem um "esqueleto" que pode ser de matéria orgânica ou de carbonato de cálcio. Os restantes membros desta classe que não formam exosqueleto são as anémonas
.

A anémona é um
animal séssil (que vive preso ao substrato) marinho, e utiliza os seus tentáculos para capturar alimentos. São cnidários pertencentes à classe Anthozoa, que também integra os corais, ordem Actiniaria.

Quase todos os antozoários formam colónias, que podem chegar a tamanhos consideráveis – os recifes - mas existem muitas espécies em que os pólipos
vivem solitários.

Os pólipos têm a forma de um saco (o celêntero) e uma coroa de tentáculos com cnidócitos (células urticantes) na abertura, que se chama arquêntero
. Arquêntero ou intestino primitivo é a cavidade da gástrula nos embriões de animais. Comunica-se com o exterior por um orifício denominado blastóporo.

Blastóporo é uma abertura que serve de comunicação na fase embrionária, pondo em contacto a cavidade digestiva com o meio externo.

Os antozoários (corais) não têm verdadeiros sistemas de órgãos: nem sistema digestivo nem sistema circulatório, nem sistema excretor, uma vez que todas as trocas de gases e fluidos se dão no celêntero, uma vez que a água entra e sai do corpo
do animal através de correntes provocadas pelos tentáculos.

No entanto, esta classe de celenterados tem algumas particularidades na sua anatomia:

  • Uma faringe, denominada neste grupo actinofaringe que liga a “boca” ao celêntero e que, muitas vezes, contem divertículos chamados sifonoglifos, com células flageladas, em posições diametralmente opostas, dando à anatomia do pólipo uma simetria bilateral.
  • Os mesentérios - um conjunto de filamentos radiais que unem a faringe à parede do pólipo.
O grupo inclui os importantes construtores de recifes, conhecidos como corais hermatípicos, encontrados nos oceanos tropicais. Os últimos encontrados, são conhecidos como corais de pedra, visto que o tecido vivo cobre o esqueleto composto de carbonato de cálcio. Os corais hermatípicos obtêm muitos dos nutrientes de que necessita de actividade simbiótica com a alga zooxantela.

Simbiose é uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos de espécies diferentes. Na relação simbiótica, os organismos agem activamente (elemento que distingue "simbiose" de "comensalismo") em conjunto para proveito mútuo, o que pode acarretar em especializações funcionais de cada espécie envolvida.

(1) - O filo Cnidaria inclui os animais aquáticos de que fazem parte as hidras de água doce, as medusas ou águas-vivas, que são normalmente oceânicas, e os corais e anémonas-do-mar.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005

O Satélite PoSAT-1


O PoSAT-1  é o primeiro satélite português.
Entrou em
órbita em 26 de Setembro de 1993, por volta das 2h45, hora de Lisboa. O Satélite foi lançado para o espaço através do foguetão Ariane 4; o lançamento foi no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. 20 minutos e 35 segundos após o lançamento e a 807 km de altitude, o PoSAT-1 separava-se do Foguetão.

Satélite é um corpo (natural ou artificial) que circunda a órbita de um
planeta, atraído por sua gravidade.

O PoSAT-1 pertence à classe dos micro-satélites, que têm entre 10 e 100 kg, e pesa cerca de 50 kg. Todo este projecto foi desenvolvido por um consórcio de universidades e empresas de Portugal e foi construído na Universidade de Surrey, em Inglaterra. Custou por volta de um milhão de contos (ou seja, 5 milhões de euros), 600 mil contos pagos pelo Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portuguesa e 400 mil por empresas portuguesas envolvidas. O responsável máximo foi Fernando Carvalho Rodrigues, conhecido como o pai do primeiro satélite português.

Fernando Carvalho Rodrigues nasceu a
28 de Janeiro de 1947 em Casal de Cinza, freguesia do concelho da Guarda, Portugal. É professor da Universidade Independente em Lisboa.  É, na realidade, o responsável máximo pelo consórcio PoSAT que constitui e lançou o primeiro satélite português em 26 de Setembro de 1993.

A Missão

A Missão foi designada por Voo 59, onde foram lançados vários satélites, o PoSAT-1, o EyeSat e o ItamSat (Itália), o KitSat-B (Coreia), o HealthSat (da organização médica internacional Satellite), o Stella (França), mas a jóia da coroa era o satélite francês SPOT-3, um super satélite de reconhecimento fotográfico.

Composição

O PoSAT-1 é uma caixa de alumínio, em forma de paralelepípedo, com as dimensões de 35 centímetros de lado por 35 de profundidade, 58 de comprimento e 50 quilos de peso. Sobre uma gaveta-base, que contém as baterias e o módulo de detecção remota, estão empilhadas dez gavetas cheias de placas electrónicas - os subsistemas do engenho. Na parte superior do satélite encontram-se os sensores de atitude e o mastro de estabilização, instrumentos essenciais para o PoSAT-1 manter a órbita correcta.

Os quatro painéis solares estão montados nas faces laterais da estrutura do satélite, formando um paralelepípedo, que constituem a fonte de energia para todos os sistemas de bordo. Cada painel contém 1344 células de GaAs.

Números

  • Velocidade:  7,3 km por segundo.
  • Órbita:  Dura 101 minutos, faz uma média de 14 voltas às Terra.
Morte

A morte física PoSAT-1 prevê-se para
2043. O Satélite de repente, descerá de órbita de dia para dia, até que grande parte deve desintegrar-se na atmosfera.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 20:20
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Península do Sinai

PeninsulaSinai.jpg              Sinai.JPG

 

Sinai é uma península montanhosa e desértica do Egipto, entre os Golfos de Suez e Aqaba. Este nome vai buscar a sua origem no deus Sin, deus da Lua. Por isso se diz que Sinai é a "Terra da Lua"; e a terra das águas turquesas da Paz. Ocupa uma posição estratégica que une dois continentes - África e Ásia - separando também dois mares - o Mediterrâneo e o Mar Vermelho. A Península tem uma superfície de 61.000 Km2 em forma triangular dividindo-se em duas partes: Sinai do norte e do sul. A sua fauna é muito variada e extremamente rica especialmente em aves. Também a flora é de grande valor, possuindo mais de 5.000 classes de plantas diferentes.
O Golfo de Aqaba (em árabe: Bahr el-Akabah), também chamado de Golfo de Eilat, consiste na baía nordeste do Mar Vermelho e separa a Arábia da Península do Sinai.

Toda esta região se tornou conhecida devido aos seus muito numerosos poços subterrâneos - é a terra do petróleo, do ouro e de toda a espécie de minerais. Nela convivem pessoas de diferentes credos religiosos. Por esta Península passaram todos os profetas.

Segundo a Bíblia, foi no Monte Sinai que Jeová deu o Decálogo a Moisés.
Os Dez Mandamentos ou Decálogo - do grego (deka), «dez» e (lógoi), «palavras» - é o nome dado aos dez mandamentos da Lei de Deus que, segundo a Bíblia, foram transmitidos a
Moisés no Monte Sinai.
Segundo o
Livro do Êxodo, Moisés conduziu 600 mil judeus escravizados para fora do Egipto, atravessando o Mar Vermelho. No sopé do monte Sinai, recebeu as duas "Tábuas da Lei" com os Dez Mandamentos da Lei de Deus.
O Livro do Êxodo conta a história da saída do povo de Israel do Egipto, onde foram escravos durante 400 anos.

A península foi ocupada pelo exército de Israel em 1967, durante a guerra dos Seis Dias.

Em Sinai encontram-se:
  • O Templo de Sirapid El Jadem: da época faraónica e dedicado à deusa Hator.
  • A Fortaleza do Soldado: que data da época de Saladino.
  • O Convento de Santa Catarina: construído no século IV compreende a Igreja Principal construída no ano 342 e a Igreja de Alika. O convento também possui uma biblioteca com milhares de livros antigos, exemplares únicos escritos em vários idiomas. Este convento é possuidor da mais antiga colecção de ícones do mundo cristão.
Turismo de Lazer, Terapêutico e de Aventura

Sinai possui praias maravilhosas nas quais se podem praticar desportos náuticos como o mergulho. A região é mesmo intitulada a meca dos mergulhadores, dos centros terapêuticos, dos desportos de aventura, dos safaris em 4x4, dos percursos em motos de três rodas pelo deserto, dos passeios de camelo desfrutando de lugares com espécies animais únicas e paisagens insólitas.

Turismo de desportos náuticos

Sharm el Sheikh é a zona mais conhecida pelos mergulhadores de todo o mundo.
Sharm el Sheikh está na península do Sinai, junto do Mar Vermelho. É a maior estação balnear do Egipto. É reputada por causa da grande quantidade de corais na sua costa.

Reservas naturais e zonas protegidas

Rash Mohamed é uma zona única em todo o mundo: compreende áreas de mananciais de água quente (mananciais são todas as fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem ser usadas para o abastecimento público. Isso inclui, por exemplo, rios, lagos, represas e lençóis freáticos), espécies únicas de plantas e aves e, ainda, do maior agrupamento de corais.
Fonte: Wikipédia
 .
Publicado por: Praia da Claridade às 00:15
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Domingo, 25 de Setembro de 2005

O Mar Vermelho

 
O
Mar Vermelho (Bahr el-Ahmar) é um golfo (1) do Oceano Índico (2) entre a África e a Ásia. Ao sul, o Mar Vermelho comunica com o Oceano Índico pelo estreito de Bab el Mandeb e o Golfo de Aden (3). Ao norte encontram-se a Península do Sinai, o Golfo de Akaba e o Canal de Suez (4) - que permite a comunicação com o Mar Mediterrâneo
.

O Mar Vermelho tem um comprimento de aproximadamente 1.900 km, por uma largura máxima de 300 km e uma profundidade máxima de 2.500 metros na fossa central, com uma profundidade média de 500 metros. O Mar Vermelho é famoso pela exuberância da sua vida submarina, sejam as inúmeras variedades de peixes ou os magníficos corais. A superfície do Mar Vermelho é de aproximadamente 450.000 km², com uma população de mais de 1.000 espécies de invertebrados, de 200 espécies de corais e de pelo menos 300 espécies de tubarões.

As temperaturas na superfície do Mar Vermelho são relativamente constantes, entre 21 e 25 °C.
A visibilidade mantém-se relativamente boa até 200 metros de profundidade, mas os ventos podem surgir rapidamente e as correntes revelarem-se traiçoeiras. A criação do Mar Vermelho é devida à separação da
África da Península Arábica (5). O movimento começou há uns trinta milhões de anos e continua actualmente, o que explica a existência de uma actividade vulcânica nas partes mais profundas. Admite-se que o Mar Vermelho transformar-se-á num oceano, como propõe o modelo de Tuzo Wilson.

O Mar Vermelho é um destino turístico privilegiado, principalmente para os amantes de mergulho submarino.
Os países banhados pelo Mar Vermelho são o Djibuti, a Eritreia, o Sudão, o Egipto, Israel, a Jordânia, a Arábia Saudita e o Iémen.
Algumas cidades costeiras do Mar Vermelho: Assab, Port Soudan, Port Safaga, Hurghada, El Suweis, Sharm el Sheik, Eilat, Aqaba, Dahad, Jedda, Al Hudaydah.

Anotações:

(1) - Em Geografia, uma baía ou golfo é uma porção de mar ou oceano rodeada por terra, em oposição a um cabo. As baías detiveram e detêm importância económica e estratégica uma vez que são, normalmente, locais ideais para construção de portos e docas.

(2) - Oceano Índico (antigo Mar das Índias) está situado entre a África, a Ásia, a Austrália e a Antártida e tem uma área de 74.000.000 km2.

(3) - O Golfo de Aden é uma reentrância no norte do Oceano Índico, à entrada do Mar Vermelho, entre a costa norte da Somália e a costa sul da península arábica. O seu nome provém da cidade de Aden, no Iémen, na extremidade sul daquela península.
Este
mar marginal foi formado há cerca de 35 milhões de anos, com a separação das placas tectónicas africana e arábica e faz parte do sistema do Grande Vale do Rift.

(4) - O Canal de Suez (árabe, Qanā al-Suways) é um canal longo de 163 km que liga Port-Saïd, porto egípcio no Mar Mediterrâneo, a Suez, no Mar Vermelho.
Ele permite às embarcações irem da Europa à Ásia sem terem que contornar a África pelo cabo da Boa Esperança. Antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.

(5) - A Península Árabe ou Arábica é uma vasta península localizada na junção da África e da Ásia, a leste da Etiópia e ao norte da Somália, ao sul da Palestina, da Jordânia e da Mesopotâmia, e ao sudoeste do Irão.
É uma região maioritariamente de
clima desértico .
Fonte: Wikipédia
 
Publicado por: Praia da Claridade às 00:10
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Sábado, 24 de Setembro de 2005

Constelações do Zodíaco


Em 1888, a União Astronómica Internacional dividiu o céu em 88 constelações oficiais, com fronteiras precisas. Desta forma, cada direcção no céu pertence necessariamente a uma (e apenas uma) delas. Elas foram baptizadas, na sua maioria, de acordo com a tradição proveniente da Grécia antiga, e os seus nomes oficiais são sempre em latim.

O conceito de Zodíaco tem interpretações diferenciadas nas astrologias ocidental, chinesa e védica.

Na astrologia Ocidental, o Zodíaco é representado como uma circunferência onde estão colocados os planetas da forma como se apresentavam no céu no momento do nascimento do assunto estudado (que pode ser uma pessoa, cidade, País, etc.) - Este é o "Mapa astrológico" da pessoa ou evento.

Os 360 graus da circunferência estão divididos em 12 signos zodiacais (Áries, Touro, Gémeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) e cada um é regido por um planeta (Marte, Vénus, Mercúrio, Lua, Sol, Mercúrio, Vénus, Plutão, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno, respectivamente).

Tradicionalmente, o Zodíaco contém as seguintes doze constelações:

  • Áries, o Carneiro
  • Taurus,  o  Touro
  • Gemini,  os  Gémeos
  • Câncer,  o  Caranguejo
  • Leo,  o  Leão
  • Virgo,  a  Virgem
  • Libra,  a  Balança
  • Scorpius,  o  Escorpião
  • Sagittarius,  o  Sagitário,  o arqueiro
  • Capricornus,  o  Capricórnio,  a cabra do mar
  • Aquarius,  o  Aquário,  o carregador de água
  • Pisces,  os  Peixes


Áries, o Carneiro - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Arietis. Na mitologia, este era o carneiro cuja lã se transformou em ouro, esperando a ocasião da busca de Jasão e os Argonautas.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Perseus, Triangulum, Pisces, Cetus e Taurus.

Taurus, o Touro - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Tauri. Este é o touro mitológico em que Zeus se transformou para seduzir Europa, uma princesa fenícia.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Auriga, Perseus, Aries, Cetus, Eridanus, Orion e Gemini.
A constelação do Touro é formada apenas pela cabeça, ombros e membros anteriores do touro. Na literatura grega foi chamada o Busto, representando o touro que raptou Europa, e a sua parte posterior estava submersa nas ondas. As estrelas são representadas como um touro em posição de ataque, os chifres enormes abaixados.

Gemini, os Gémeos - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Geminorum. Eles representam Castor (α) e Pólux (β), irmãos de Helena de Tróia, na mitologia grega. O planeta Plutão foi descoberto próximo a Wasat, δ Gem, em 1930, por Clyde Tombaugh.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Lynx, Auriga, Taurus, Orion, Monoceros, Canis Minor e Cancer.

Cancer, o Caranguejo - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Cancri. 55 Cancri possui um sistema planetário com dois planetas confirmados. A massa de um deles é 0,84 vezes a de Júpiter, e a do outro é estimada em 5 vezes esta última.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Lynx, Gemini, Canis Minor, Hydra e Leo.

Leo, o Leão - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Leonis. Wolf 359, que é uma das estrelas mais próximas do Sistema Solar, encontra-se nesta constelação.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Ursa Major, Leo Minor, Cancer, Hydra, Sextans, Crater, Virgo e Coma Berenices.

Virgo, a Virgem - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Virginis. Uma das identidades mitológicas da Virgem é Témis, deusa da justiça, que, desgostosa com o comportamento humano, ascendeu ao céu. Um de seus atributos era a balança, daí a proximidade das duas constelações.
As suas vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Boötes, Coma Berenices, Leo, Crater, Corvus, Hydra, Libra e Serpens Caput.

Libra, a Balança - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Librae. Representando a balança segurada pela Virgem, a Justiça, esta constelação também foi, por muito tempo, considerada parte do Escorpião.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Serpens Caput, Virgo, Hydra, Lupus, Scorpius e Ophiuchus.

Scorpius, o Escorpião - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Scorpii. O seu inimigo mitológico é Orion, o caçador, e as constelações estão de facto em pontos diametralmente opostos do céu.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Sagittarius, Ophiuchus, Libra, Lupus, Norma, Ara e Corona Australis.

Sagittarius, o Arqueiro - O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Sagittarii. O centro da Via Láctea encontra-se nesta constelação.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Aquila, Scutum, Serpens Cauda, Ophiuchus, Corona Australis, Telescopium, Microscopium e Capricornus.

Capricornus -  O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Capricorni; a constelação é conhecida em português como Capricórnio. Os antigos associavam-na a uma cabra ou cabra-do-mar.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Aquila, Sagittarius, Microscopium, Piscis Austrinus e Aquarius.

Aquarius -  O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Aquarii e a abreviação oficial adoptada pela União Astronómica Internacional é Aqr;  a constelação é conhecida em português como Aquário, o portador de água. A região do céu em que ela se encontra é conhecida como o Mar ou a Água, devido à proximidade de constelações como Cetus, a Baleia, Pisces, os Peixes, e o rio Eridanus (Erídano). Este é, por vezes, representado como fluindo do vaso do Aquário. Os antigos viam, nessa constelação, a figura de um homem vertendo água de uma ânfora.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Pisces, Pegasus, Equuleus, Delphinus, Aquila, Capricornus, Piscis Austrinus, Sculptor e Cetus.

Pisces, os Peixes -  O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Piscium. A estrela α Psc é conhecida como Alrisha, significando "o nó"; este seria o nó da corda usada para atar os peixes em que Afrodite e Eros se transformaram para escapar de Tífon.
As constelações vizinhas, de acordo com as fronteiras modernas, são Triangulum, Andromeda, Pegasus, Aquarius, Cetus e Aries.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2005

A Gripe


A Gripe é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus chamado Influenza. Apesar disso, a gripe continua a ser, para o comum dos cidadãos e também para muitos profissionais de saúde, uma doença que não levanta muitas preocupações.

Tal ideia é contrariada pela história da doença ao longo dos séculos e, actualmente, pelos dados epidemiológicos sobre a sua morbilidade e mortalidade. Em contrapartida, é também uma doença que pode ser prevenida.
O vírus Influenza é um vírus respiratório que foi descoberto no ano 1933.

A história primitiva da gripe parece remontar ao tempo de Hipócrates, no século V a.C.. Nos últimos quatrocentos anos, foram descritas, em vários países, epidemias de doença acompanhada de arrepios, febre, tosse, dores e suores, que seriam devidas a gripe. No passado acreditava-se que estes episódios, que dizimavam as populações, eram devidos à influência dos astros e, daí, a adopção do nome Influenza.

Como doença, é altamente contagiosa e durante as epidemias e pandemias (epidemias que atingem proporções mundiais), o vírus Influenza atinge uma elevada percentagem da população. Pensa-se ter existido trinta e duas pandemias, três das quais no século XX:

  • a primeira em 1918-1919 (gripe espanhola) causou vinte a quarenta milhões de mortes, com maior incidência na faixa etária entre os 20 e 40 anos;
  • a segunda em 1957-1958 (gripe asiática); e
  • a terceira em 1968-1969 (gripe de Hong Kong).
Nestas duas pandemias morreram mais de 1,5 milhões de pessoas e os custos económicos directos, a nível mundial, foram superiores a 32 biliões de dólares.

A doença evolui, na generalidade, de forma benigna, sem necessidade de grandes medidas terapêuticas.

No entanto, pode complicar-se e aparecer sob formas mais graves. A gravidade da infecção viral depende do grau de virulência e da quantidade dos vírus, da idade e do estado de saúde do indivíduo.

A prevenção da gripe é feita através de vacinação, devendo ser dirigida essencialmente aos grupos populacionais de alto risco, como no caso dos idosos, doentes portadores de doenças respiratórias e cardíacas crónicas, bem como profissionais de saúde que têm contacto com esses grupos.

Nos anos em que surgem surtos epidémicos, assiste-se a um excesso de número de doentes e por vezes de mortes por doenças respiratórias imputadas directamente à infecção gripal, com elevados custos sociais e na saúde, devido ao elevado grau de absentismo laboral e escolar.

Em função destas características e consciente da importância da gripe, a Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu um programa de vigilância mundial em 1947. Há mais de trinta anos que não ocorre uma pandemia, mas está-se ciente que só a prevenção e a vigilância a nível mundial poderá atenuar as suas consequências. Foi o que se observou no surto de gripe de 1998, ocorrido em Hong Kong, conhecido pela gripe das galinhas, que atingiu dezoito pessoas das quais seis faleceram, e que obrigou ao abate de milhares de aves de capoeira.

Em Portugal, os programas de vigilância clínica e laboratorial, apoiados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e Direcção-Geral da Saúde, são postos em prática pelo Centro Nacional da Gripe e pela Rede de Médicos Sentinela. A vigilância laboratorial permite que os peritos seleccionem as variantes que devem ser incluídas nas vacinas contra a gripe, em cada época de gripe.

Os profissionais de saúde têm um papel muito importante no controlo desta doença, particularmente na época do Outono/Inverno no sentido de promover a vacinação essencialmente nos grupos de risco.

História

São normalmente considerados dois períodos distintos na história das pandemias de gripe.
O primeiro período estende-se da mais remota antiguidade até 1933, data do isolamento do vírus Influenza por Wilson Smith e os seus colaboradores Christopher H. Andrewes e Patrick P. Laidlaw. Até esta data, as descrições baseiam-se em dados clínicos e epidemiológicos, sendo de destacar as pandemias de 1889-1890 e 1918-1919.

O segundo período vai de 1933 até à actualidade. Caracteriza-se pelo emprego dos métodos de diagnóstico virológico, permitindo estudar as epidemias sobre uma base etiológica. Neste período, salienta-se a gripe asiática (1957) e a gripe de Hong Kong (1967).

Primeiro Período

Pensa-se que a referência mais antiga a um surto de gripe se deva a Hipócrates. No Livro IV das Epidemias descreve um extenso surto de uma infecção catarral que afectou o norte da Grécia no ano de 412 a.C., sem que, no entanto, se possa assegurar que se tratasse de gripe.

Para alguns autores, a data em que se individualizam as epidemias de gripe deve fixar-se nos séculos XIV a XVI, correspondendo às epidemias italianas do Renascimento.

Nos séculos seguintes à grande pandemia de 1530, produziram-se pequenas epidemias, as quais foram diminuindo de frequência até que, entre 1847 e 1889 a gripe desapareceu da Europa Ocidental (Período de Eclipse da Gripe), persistindo de forma endémica na Ásia Central.

Pandemia de 1889-1890

Entre Maio e Junho de 1889, iniciou-se uma grande pandemia de gripe com origem na Sibéria, que se alastrou para ocidente, atingindo a Europa Ocidental em Novembro. Em 1890, difunde-se por África, Médio Oriente, Índia, Austrália, Nova Zelândia e América.

Esta pandemia afectou 15 a 70% da população, conforme as zonas, e a mortalidade foi baixa para adultos e jovens.

A partir desta pandemia, iniciou-se um novo período na epidemiologia da gripe, passando esta a constituir uma das maiores causas de morbilidade e mortalidade na maioria dos países da Europa Ocidental.
Foi sugerido que esta pandemia foi originada por um novo mutante do vírus Influenza, relacionado com o actual subtipo H2N2.
Em Lisboa, a epidemia teve início entre 17 e 23 de Dezembro de 1889. Mais de metade da população foi afectada e a progressão para povoações suburbanas foi rápida.

Pandemia de 1918-1919

Esta pandemia foi designada por gripe espanhola.

Segundo período

A gravidade da pandemia de 1918-1919 acelera as pesquisas sobre o agente da doença. Em 1920, Richard Shope sugere que o agente implicado na gripe suína é um vírus. Em 1933, Wilson Smith, Christopher H. Andrewes e Patrick P. Laidlaw, em Inglaterra, isolam, de um caso humano, pela primeira vez, o vírus causador da gripe.
O primeiro vírus isolado é classificado de A0 (H0N1), o subtipo prevalente entre 1933 e 1946.

Entre 1946 e 1949 vários surtos epidémicos espalhados pelo mundo levam ao isolamento de um novo subtipo, H1N1, o qual prevaleceu até 1956. O facto dos subtipos H0N1 e H1N1 ocasionarem surtos epidémicos regulares, sem nunca terem originado pandemias, deve-se provavelmente às variações antigénicas produzidas serem pouco significativas, o que levou à sua inclusão, presentemente, num único subtipo H1N1.

Pandemia de 1957

Esta pandemia foi designada de gripe asiática.

Pandemia de 1968

Esta pandemia foi designada de gripe de Hong Kong.

Pandemia de 1977

A partir de 1977, observou-se, a nível mundial, um comportamento epidemiológico da gripe desconhecido até então: a circulação simultânea do subtipo A (H3N2) - em circulação desde 1968 - e do subtipo A (H1N1) - que tinha estado em circulação entre 1947 e 1957.

O subtipo H1N1, desaparecido em 1957, começa a ser isolado no início de Novembro em Moscovo, desencadeando em poucos dias um surto epidémico que atinge várias cidades russas, afectando principalmente crianças e jovens adultos. No mesmo mês, em Hong Kong, verifica-se o mesmo fenómeno.
Estes surtos vão ocorrendo por todo o mundo, afectando principalmente indivíduos com menos de 20 anos, grupo que não teve qualquer contacto anterior com o subtipo H1N1, pois tinha desaparecido antes de terem nascido.
Em Portugal, o subtipo H1N1 dissemina-se em final de 1978 e início de 1979.

Anualmente, desde 1977, os dois subtipos em circulação simultânea - H1N1 e H3N2 - vão apresentando pequenas variações menores, observando-se predomínio de estirpes de um ou outro subtipo, responsáveis por surtos a nível mundial ou somente a nível regional.

Ocorrência e Transmissão

A gripe ocorre, mais frequentemente, nos meses de Inverno e, habitualmente, o pico surge entre Dezembro e Março no hemisfério norte. Só atinge o hemisfério sul meio ano mais tarde, na época fria local.

Admite-se, no entanto, a existência de casos esporádicos de gripe ao longo de todo o ano. Os casos de gripe que aparecem isolados fora do Inverno passam habitualmente sem diagnóstico sendo rotulados de síndromes gripais.

Quando a temperatura é baixa e na ausência de radiação ultravioleta o vírus sobrevive o tempo suficiente para poder ser transmitido de um pessoa infectada para uma pessoa saudável.
Outro factor facilitador da transmissão do vírus é o agrupamento de pessoas em recintos fechados (escolas, lares, meios colectivos de transporte, discoteca).
A gripe elevada apresenta uma elevada taxa de transmissão. Transmite-se por partículas da saliva de uma pessoa infectada, expelidas sobretudo através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros.

Período de incubação e de contágio

A gripe apresenta um curto período de incubação, o qual é, em média, de 2 dias com intervalo de 4 dias.
O período de contágio inicia-se 1 a 2 dias antes e até 5 dias após o início dos sintomas.
O período de contágio nas crianças e nos imunodeprimidos pode ter uma duração superior a 1 semana.

Patogénese

A infecção pelo vírus Influenza, ao nível do aparelho respiratório, faz-se habitualmente em dois locais.

Inicia-se nas vias respiratórias inferiores, na sequência do aerossol formado por pequenas partículas, expelidas a partir de um portador, as quais se vão distribuir pelo epitélio de toda a árvore traqueobrônquica, atingindo ao fim de um ou mais dias a nasofaringe. Por outro lado, se a inoculação da nasofaringe for feita por grandes quantidades de inoculo viral, a infecção poderá simultaneamente iniciar-se ao nível das vias aéreas superiores, envolvendo deste modo todo o tracto respiratório.

O epitélio ciliado parece ser o local principal da infecção viral. As células infectadas apresentam vários aspectos de lesão celular e nuclear, como a vacuolização, picnose, fragmentação nuclear, contracção e descamação. A parede broncoalveolar pode apresentar hiperémia, espessamento da parede, infiltração dos septos alveolares, trombose capilar e exsudado leucocitário nos espaços alveolares.

Dado o vírus da gripe infectar e lesar preferencialmente as células de revestimento interno da árvore respiratória e como os vírus para se multiplicarem têm necessidade de parasitar uma célula, isso implica destruição de células ciliares, o que dificulta a drenagem brônquica. Esta situação, em conjunto com a acumulação de restos celulares, pode obstruir as vias aéreas de menor calibre.

Por outro lado, o vírus da gripe vai originar que as células parasitadas produzam mais cópias de vírus, as quais irão infectar outras células do organismo e outras pessoas.

Sintomatologia

No adulto, a gripe manifesta-se por início abrupto de mal-estar, febre elevada (38-39ºC), arrepios, mialgias dos membros superiores e/ou músculos dorsais ou lombares, artralgias, ardor faríngeo, tosse seca, rinorreia serosa, e cefaleias. Pode também ocorrer conjuntivite. Concomitantemente, pode ocorrer prostração e anorexia.

Na maioria da população que é infectada pelo vírus Influenza, são estes os sintomas que dominam. A infecção fica limitada aqueles territórios, graças à intervenção dos mecanismos de defesa do hospedeiro, evoluindo a doença de uma forma benigna.

No entanto, estas manifestações podem evidenciar um amplo espectro de apresentações clínicas, que vão desde uma doença respiratória febril ligeira - semelhante ao resfriado comum - com início súbito ou gradual, até à doença com prostração acentuada e sinais e sintomas respiratórios relativamente discretos.

Nas crianças, a gripe manifesta-se consoante o grupo etário. A prostração é encontrada em 50% das crianças com idade inferior a 4 anos e só 10% no grupo etário dos 5 aos 14 anos. Podem predominar a tosse seca, obstrução laríngea e, ocasionalmente, a rigidez da nuca. Os sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal) são frequentes e ocorrem em mais de 40% dos casos. A febre tende a ser mais elevada. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário dos 1 aos 3 anos. Os sinais físicos são mínimos na gripe não complicada. Pode haver conjuntivite, obstrução nasal, amígdalas congestionadas sem exsudado e faringe muito hiperemiada.

Nos jovens, pode surgir, com frequência, linfadenopatia cervical discreta.

Se não há história de patologia pulmonar prévia, só muito raramente existem alterações à auscultação pulmonar ou na radiologia do tórax.

De um modo geral, na gripe não complicada, este quadro tem uma duração de 3 a 5 dias e a maioria dos doentes está totalmente recuperada ao fim de uma semana.

A convalescença, por vezes, pode ser prolongada, sendo particularmente importante nessa fase a hiperreactividade brônquica, muitas vezes manifestada por tosse crónica diurna e nocturna, que pode durar várias semanas e é equivalente a um broncospasmo. Esta tosse tem origem na destruição da mucosa brônquica e do seu tapete ciliar.

Complicações

Habitualmente benigna, a gripe pode ser grave, principalmente para as pessoas idosas ou debilitadas por doenças crónicas. As complicações surgem mais frequentemente em pessoas com doença cardio-pulmonar preexistente e na gravidez. No caso da gravidez, podem inclusivamente haver repercussões no recém-nascido.

A idade é um factor adicional no aumento das complicações, em particular se o idoso é portador de doença respiratória. As pessoas com 65 ou mais anos apresentam taxas de hospitalização e de mortalidade por pneumonia e gripe superiores às da população em geral.

As complicações respiratórias mais frequentes, que podem levar inclusivamente à hospitalização, são:


  • Traqueobronquite: infecções das vias aéreas inferiores, sem tradução radiológica e com recorrência e exacerbação da tosse seca inicial, acompanhada por vezes de secreções espumosas sanguinolentas; apesar de poder persistir por 3 semanas, o prognóstico é, em geral, bom.


  • Pneumonia bacteriana secundária: a hemaglutinina e a neuraminidase, ao ligarem-se às células da mucosa traqueobrônquica, impedem o seu normal metabolismo e provocam inicialmente uma discinésia ciliar e posteriormente a desnudação da mucosa de revestimento do aparelho respiratório, facilitando desse modo o aparecimento das infecções bacterianas secundárias; a quimiotaxia dos neutrófilos e a função fagocítica dos monócitos e macrófagos é bastante alterada; a destruição do pneumócito tipo II diminui a produção de surfactante; clinicamente, os doentes melhoram em 2 a 3 dias após o episódio gripal, retornando a tosse e aparecendo expectoração purulenta; o tratamento é antibioterapia domiciliar ou hospitalar.


  • Pneumonia primária por Influenza: rara; é a complicação mais grave e surge em indivíduos de alto risco (doentes pulmonares crónicos ou com patologia valvular cardíaca e grávidas); rápido e grave envolvimento pulmonar com dificuldade respiratória, com deterioração do seu estado e eventual evolução para a morte num quadro de síndrome de dificuldade respiratória aguda; alta mortalidade.
Outras complicações possíveis são:

  • Miocardite: quer no Influenza A quer no B; pode estar relacionada com alguns casos de morte súbita, durante as epidemias de gripe, em indivíduos jovens previamente saudáveis.


  • Neurológicas: desde encefalite, mielite, radiculite, até síndrome de Guillan-Barré.


  • Síndrome de Reye: parece estar relacionado com a ingestão de salicilatos; mais comum em crianças, entre os poucos meses e os 14 anos; imputável ao Influenza B; causa necrose gorda do fígado, com uma letalidade elevada que pode atingir os 36%.

Terapêutica

A vacinação é o principal método de prevenção e controlo da infecção gripal, bem como das suas afecções graves, mas a partir do momento em que um indivíduo fica infectado pelo vírus da gripe e apresenta manifestações clínicas de doença, necessita ser tratado.

Na maioria dos casos, o repouso na cama e o alívio sintomático são suficientes. Nos indivíduos de alto risco e com complicações pode ser necessária a hospitalização.

Procedimentos aconselhados em caso de gripe



  • Procurar isolar-se das outras pessoas, de forma a diminuir o contágio. As pessoas que vivem sozinhas, especialmente se são idosas, devem pedir a alguém que lhes telefone, duas vezes por dia, para saber se estão bem.
  • Descansar, ingerir muitos líquidos (água, sumos) e manter a alimentação, comendo o que apetecer mais.
  • Evitar mudanças de temperatura.
  • Não se agasalhar demasiado.
  • Contactar o médico assistente, se é portador de doença crónica ou prolongada.
  • Tomar medicamento para baixar a febre (paracetamol). Se tiver muitas dores também pode tomar analgésicos. O paracetamol também é analgésico.
  • Fazer atmosfera húmida, se tiver tosse.
  • Aplicar soro fisiológico para desentupir/descongestionar o nariz.
  • Pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse.
  • Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico, dado serem recomendados apenas para o tratamento de algumas complicações infecciosas da gripe.
  • Grávidas e mães a amamentar só podem tomar paracetamol após contactar o médico assistente.
  • Nas crianças, não dar aspirina sem conselho médico.
  • Durante o período de doença não deverá ser vacinado.


Papel dos antivirais

Conhecem-se diversos fármacos com actividade sobre o vírus da gripe, nomeadamente a amantidina e a rimantidina (tratamento e profilaxia), zanamivir e oseltamivir (profilaxia).

O tratamento com estes medicamentos deve ser sempre decidido pelo médico assistente, ponderados os seus benefícios, limitações e efeitos indesejáveis, tendo em conta que actuam principalmente na redução da sintomatologia clínica viral, se administrados precocemente após o início dos sintomas.
Não está demonstrada uma prevenção das complicações associadas à gripe.

Prevenção

A gripe pode ser evitada através da vacinação e da redução de contactos com pessoas infectadas. Esta prevenção é ainda mais necessária, dado não existir um tratamento específico que se revele totalmente satisfatório.

Vacinação

A vacinação é eficaz porque, em 75% das situações, evita o aparecimento da gripe e, em 98% dos casos, diminui a gravidade da doença. No entanto, não dá protecção a longo prazo porque o vírus muda constantemente – mudança e flutuação genética – com novas estirpes e variantes a emergirem, pelo que as pessoas não conseguem desenvolver imunidade específica às estirpes individuais que vão aparecendo.

Aspectos gerais

As vacinas contra a gripe começaram a ser produzidas pela primeira vez em 1937; no entanto, estas vacinas provocavam graves reacções e não eram muito eficazes na prevenção da doença. No final dos anos 60 do século XX duas grandes descobertas ajudaram a melhorar as vacinas anti-gripais. A primeira foi a purificação da vacina de forma a minorar os efeitos secundários e a segunda foi a caracterização das duas proteínas de superfície do vírus: a hemaglutinina e a neuraminidase. Esta caracterização permitiu um rápido reconhecimento das mutações virais e a produção relativamente rápida de uma vacina anual mais eficaz e mais segura.

Políticas de vacinação e utilização de vacinas

Na maioria dos países ocidentais, as autoridades de saúde emitem anualmente recomendações quanto à vacinação contra a gripe, destinadas a grupos específicos em maior risco de infecções gripais ou suas complicações, existindo, na generalidade, uma semelhança entre aqueles grupos na Europa.

Em Portugal, as vacinas, previamente autorizadas, e que estão conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para cada ano, estão à venda nas farmácias sendo comparticipadas em 40% do seu preço total, mediante receita médica.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde aconselha a vacinação, preferencialmente no Outono, aos seguintes grupos:

I) Pessoas consideradas com alto risco de desenvolver complicações pós-infecção gripal:



  • Indivíduos com 65 ou mais anos de idade, particularmente os residentes em lares ou outras instituições;
  • Pessoas residentes ou com internamentos prolongados em instituições prestadoras de cuidados de saúde, independentemente da idade (ex: deficientes, centros de reabilitação);
  • Pessoas sem-abrigo;
  • Todas as pessoas com idade superior a 6 meses, incluindo grávidas e mulheres a amamentar, que sofram de:


- doenças crónicas pulmonares (incluindo asma), cardíacas, renais e hepáticas;
- diabetes mellitus ou outras doenças metabólicas;
- outras situações que provoquem depressão do sistema imunitário, como corticoterapia, infecção pelo VIH e cancro;


  • Crianças e adolescentes (6 meses - 18 anos) em terapêutica prolongada com salicilatos, estando portanto em risco de desenvolver o síndrome de Reye após a gripe.

II) Pessoas que podem transmitir o vírus aquelas consideradas de alto risco:



  • Pessoal dos serviços de saúde e outros serviços em contacto directo com pessoas de alto risco;
  • Pessoal dos serviços de saúde que trabalha em hospitais e que tenha contacto directo com doentes internados;
  • Coabitantes (incluindo crianças com mais de 6 meses) de pessoas de alto risco.

III) No contexto de uma eventual reemergência de Síndrome respiratório agudo (SRA), deve ponderar-se a vacinação contra a gripe em viajantes que se desloquem para áreas em que à data, segundo a OMS, haja transmissão de SRA.

Pode ainda ser ponderada a vacinação de outras pessoas ou grupos que, por analogia, se considerem em igual risco de contrair ou transmitir a gripe.

A vacinação contra a gripe está contra-indicada em:



  • Antecedentes de reacção grave a uma dose anterior da vacina;
  • Alergia ao ovo.

Não se recomenda portanto, a vacinação da população em geral, uma vez que as formas graves da doença se observam principalmente entre pessoas de idade ou debilitadas por afecções crónicas.
De qualquer modo, é importante o indivíduo aconselhar-se com o seu médico assistente antes de proceder à vacinação.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2005

O Outono

Outono.jpg



O inicio do Outono verifica-se hoje pelas 22 h. e 23 min. TU (Tempo Universal)  - 23 h. e 23 min. em Portugal.

Na hora de Inverno ficamos iguais a TU. Nesse momento o Sol ultrapassa o Equador no seu caminho para Sul até ao Trópico de Capricórnio.
Começa o Outono no Hemisfério Norte e a Primavera no Hemisfério Sul.

O Outono é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno, iniciando-se, no hemisfério Norte, a 22 ou 23 de Setembro e terminando a 21 de Dezembro. É caracterizado pelo amarelar das folhas das árvores.
O Equinócio de Outono ocorre nos dias 22 ou 23 de Setembro. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia. Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os equinócios não dividem o ano num número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol periélio viaja mais velozmente do que quanto está mais longe afélio.
Publicado por: Praia da Claridade às 13:07
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