Quarta-feira, 31 de Agosto de 2005

Diana, Princesa de Gales

 
John Travolta dançando com a Princesa Diana
 
John Travolta dançando com a Princesa Diana
 
 
 
Diana, Princesa de Gales, - Diana Frances Mountbatten-Windsor, nascida Spencer -  (nasceu no dia 1 de Julho de 1961, Sandringham - faleceu em 31 de Agosto de 1997, Paris), foi a primeira esposa de Carlos, Príncipe de Gales. Do seu casamento em 1981 até ao divórcio em 1996 ela chamava-se Sua Alteza Real Princesa de Gales e Condessa de Chester, Duquesa da Cornuália, Duquesa de Rothesay, Condessa de Carrick, Baronesa de Renfrew, Senhora das Ilhas, Princesa da Escócia. Ela sempre foi chamada Princesa Diana pela imprensa, apesar de não ser da linhagem real do Reino Unido.

Lady Di  ficou conhecida pelos seus trabalhos de caridade, mas os escândalos do casamento real obscureceram a princesa nos anos 90.

Do seu noivado com o Príncipe de Gales em 1981 até à sua trágica morte num acidente de carro em 1997, em Paris, ela era a mulher mais famosa do mundo: ícone da moda, um ideal de beleza feminina, admirada pelo seu grande envolvimento em causas com a SIDA e a campanha internacional contra as minas terrestres.

Vida

Infância

Diana Frances Spencer é a filha mais nova de Edward Spencer, Vicount Althorp com a sua primeira esposa, Frances Burke Roche. A bisavó de Diana, Frances Work, era descendente do rei Carlos I. Diana foi criada pelo seu pai. Com a morte do seu avô paterno Albert Spencer, Earl Spencer VII em 1975, o seu pai tornou-se o Earl Spencer VIII, e ela adquiriu o título de Lady Diana Spencer. Um ano depois, Lord Spencer casou-se com Raine, Condessa de Darthmouth. Diana foi educada em Norfolk e em Kent, apesar das notas não tão boas, Diana tinha dons para a pintura. Aos 16 anos ela foi admitida no Institut Alpin Vidermanette, em Rougemont, Suíça.

Casamento e família

A família de Diana, os Spencer, tem uma certa proximidade da Família Real Britânica por décadas. A avó materna de Diana, Lady Fermoy, foi amiga de longa data da Rainha Mãe e Charles havia namorado Lady Sarah Spencer, a irmã mais velha de Diana, na década de 1970.

A vida amorosa do príncipe sempre fora notícia em tablóides sensacionalistas, ele era associado a várias mulheres. Havia uma certa pressão para o seu casamento. Com o intuito de ganhar apoio da família, ele deveria arranjar uma pretendente da aristocracia inglesa, que não poderia ser divorciada, e preferencialmente teria que ser virgem. Para Charles continuar como primeiro na linha de sucessão ele também não poderia casar-se com uma católica.

Rumores apontam que a ex-namorada do príncipe, Camilla Parker Bowles (sua actual esposa), ajudou-o a escolher Lady Diana Spencer (na época com 19 anos), que trabalhava como professora de uma escola para enfermeiras, como esposa. O Palácio de Buckingham anunciou o noivado no dia 24 de Fevereiro de 1981. O casamento ocorreu na Catedral de St Paul em Londres na quarta-feira, 29 de Julho com 3.500 convidados (incluindo Camilla Parker Bowles com o seu esposo, neto da Rainha Mãe), cerimónia assistida por cerca de um bilião de pessoas em todo mundo. Diana tornou-se oficialmente a Sua Alteza Real Princesa de Gales e foi imediatamente elevada a terceira mulher mais importante da monarquia, atrás da Rainha Isabel II e da Rainha Mãe.

Carlos e Diana tiveram dois filhos, William em 21 de Junho de 1982 e Harry (conhecido também como Príncipe Harry) em 15 de Setembro de 1984. Após o nascimento de William, a Princesa de Gales sofreu de depressão pós-parto. Sofreu ainda de bulemia nervosa, e tentou inúmeras vezes o suicídio. Numa entrevista ela disse que, enquanto estava grávida de William, atirou-se, propositadamente, de um lance de escadas e foi socorrida pela sua madrasta. Foi sugerido que esse episódio nunca ocorreu, e seria simplesmente uma tentativa de Diana para chamar atenção dos "mídia". Se tivesse acontecido ela teria perdido o bebé. Ainda na década de 1980 o seu casamento começou a ruir. Ambos os príncipes de Gales acusaram-se um ao outro de adultério. Carlos encontrava-se com Camilla Parker Bowles enquanto Diana se envolvia com diversos homens incluindo James Gilby. Ela ainda confirmou, numa entrevista, que também havia tido um caso com o seu instrutor James Hewitt.

A Princesa e Príncipe de Gales separaram-se em 9 de Dezembro de 1992; o divórcio foi pronunciado em 28 de Agosto de 1996. Além do marido, Diana perdeu o título de Sua Alteza Real, e tornou-se somente Princesa de Gales. O Palácio de Buckingham manteve Diana com o título de princesa já que ela era mãe do 2º e 3º filhos na linha de sucessão britânica permanecendo membro da Família Real. Em 2004 a TV americana transmitiu a entrevista polémica na qual Diana discute sobre o seu casamento conturbado e as suas tentativas de suicídio. Essa entrevista nunca foi transmitida no Reino Unido.

Trabalho de caridade

A Princesa de Gales tornou-se bastante conhecida por apoiar projectos de caridade, e é considerada uma grande influência nas campanhas contra minas terrestres e na ajuda de vítimas da SIDA.

SIDA

Em Abril de 1987, a Princesa de Gales tornou-se a primeira grande celebridade a ser fotografada tocando uma pessoa infectada com o vírus HIV. A sua contribuição para mudar a opinião pública em relação aos portadores de SIDA foi levantada em 2001 pelo presidente americano Bill Clinton, quando ele disse:

Em 1987, quando muitos acreditavam que a SIDA poderia ser contraída através do toque, a Princesa Diana sentou-se numa cama onde se deitava um doente com SIDA e segurou a sua mão. Ela mostrou ao mundo que as pessoas com SIDA não mereciam o isolamento, mas sim compaixão. Isso ajudou a mudar a opinião do mundo, ajudou as pessoas com SIDA
, e também ajudou a salvar as pessoas em risco.

Títulos
  • De 1961 a 1975,  Diana era conhecida como Diana Frances Spencer.
  • De 1975, quando o seu pai herdou o título de Earldom Spencer, até 1981, Diana era conhecida como Lady Diana Frances Spencer.
  • Do seu casamento com Sua Alteza Real Príncipe Charles em 29 de Julho de 1981 até ao seu divórcio em 28 de Agosto de 1996, Diana era conhecida oficialmente como Sua Alteza Real Princesa de Gales.
  • De 28 de Agosto de 1996 até sua morte, ela ficou conhecida como Diana, Princesa de Gales.
O uso de "Princesa Diana", apesar de ser comum na imprensa, está incorrecto, por muito tempo Diana tentou corrigi-la.
Fonte: Wikipédia. 
 
 
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2005

Timor-Leste


Timor-Leste, é o mais jovem país do mundo, e ocupa o lado oriental da ilha de Timor, além do enclave de Ocussi, na costa norte do lado ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e de algumas ilhotas ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Ocussi, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. Capital: Díli.

Foi uma colónia portuguesa até 1975, altura em que foi invadido pela Indonésia. Permaneceu oficialmente como território português por descolonizar até 1999. Foi considerado pela Indonésia como a sua 27ª província. 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela ONU.

A língua mais falada em Timor-Leste é o Tétum.

História

A ilha foi descoberta pelos portugueses quando estes lá chegaram em 1512 em busca do sândalo, madeira nobre utilizada na fabricação de móveis de luxo e na perfumaria, que cobria praticamente toda a ilha. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha. Apenas nos anos 60 do século XX a capital Díli começou a dispor de luz eléctrica, e na década seguinte, água, esgotos, escolas e hospitais. O resto do país, principalmente em zonas rurais, continuava atrasado.

Após a Revolução dos Cravos, o governo português decidiu abandonar a ilha em Agosto de 1975, passando o poder à FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste) que proclamou a república em 28 de Novembro do mesmo ano. Porém, a independência durou pouco tempo. O general Suharto, governante da Indonésia, mandou tropas do exército invadirem a ilha. Em 7 de Dezembro, os militares indonésios desembarcavam em Díli, ocupando brevemente toda a parte oriental de Timor, apesar do repúdio da Assembleia-Geral da ONU.

A ocupação militar da Indonésia em Timor-Leste fez com que o território se tornasse a 27ª província indonésia. Uma política de genocídio resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram destruídas pelos bombardeios do exército da Indonésia, tendo sido utilizadas toneladas de napalm contra a resistência timorense. O uso do produto queimou boa parte das florestas do país, limitando o refúgio dos guerrilheiros na densa vegetação local.

Napalm é um inflamável, uma arma com base em gasolina, inventada em 1942 durante a Segunda Guerra Mundial pelos Estados Unidos.
Em 1980, o seu uso contra as populações civis foi proibido por uma convenção da Organização das Nações Unidas.

Sob pressão internacional, foi somente em 1999 que a Indonésia aceitou a execução de um referendo sobre a independência do território. No mesmo período, o governo indonésio iniciou programas de desenvolvimento social, como a construção e recuperação de escolas, hospitais e estradas, para promover uma boa imagem junto aos timorenses.

Entretanto, a visita do Papa João Paulo II a Timor-Leste, em Outubro de 1989, foi marcada por manifestações pró-independência que foram duramente reprimidas. No dia 12 de Novembro de 1991, o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Cerca de 200 pessoas foram mortas no local. Outros manifestantes foram mortos nos dias seguintes, "caçados" pelo exército da Indonésia.

A causa de Timor-Leste pela independência ganhou maior repercussão e reconhecimento mundial com a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao bispo Carlos Ximenes Belo e José Ramos Horta em Outubro de 1996. Em Julho de 1997, o presidente sul-africano Nelson Mandela visitou o líder da FRETILIN, Xanana Gusmão, que estava na prisão. A visita fez com que aumentasse a pressão para que a independência fosse feita através de uma solução negociada. A crise na economia da Ásia no mesmo ano afectou duramente a Indonésia. O regime militar de Suharto começou a sofrer diversas pressões com manifestações cada vez mais violentas nas ruas. Tais actos levam à demissão do general em Maio de 1998.

Os governos de Portugal e da Indonésia começaram, então, a negociar a realização de uma consulta popular, sob a supervisão de uma missão da Organização das Nações Unidas. Percebendo que Timor-Leste estava prestes a conquistar a independência, a ala radical do exército indonésio recrutou e treinou milícias armadas locais para espalharem o terror entre a população.

Apesar das ameaças, mais de 98% da população timorense foi às urnas no dia 30 de Agosto de 1999 para votar na consulta popular, e o resultado apontou que 78,5% dos timorenses queriam a independência.

As milícias, protegidas pelo exército indonésio, desencadearam uma violência incrível antes da proclamação dos resultados. Homens armados mataram nas ruas todos as pessoas suspeitas de terem votado pela independência. Milhares de pessoas foram separadas das famílias e colocadas à força em camiões, cujo destino ainda hoje é desconhecido. A população começou a fugir para as montanhas e buscar refúgio em prédios de organizações internacionais e nas igrejas. Os estrangeiros foram evacuados, deixando Timor entregue à violência dos militares e das milícias indonésios.

A ONU decide criar uma força internacional para intervir na região. Em 22 de Setembro de 1999, soldados da ONU entraram em Díli e encontraram um país totalmente incendiado e devastado. Grande parte da infra-estrutura de Timor Leste havia sido destruída e o país estava quase totalmente devastado. Xanana Gusmão, líder da resistência timorense, foi libertado logo em seguida.

Em Abril de 2001, os timorenses foram novamente às urnas para a escolha do novo líder do país. As eleições consagraram Xanana Gusmão como o novo presidente timorense, e em 20 de Maio de 2001, Timor-Leste tornou-se totalmente independente.

                                                             ***

Desde o século XIII, a ilha de Timor atraiu comerciantes chineses e malaios, devido à abundância de sândalo, mel e cera. A formação do comércio local esteve na origem de casamentos com famílias reais locais, contribuindo para a diversidade étnico-cultural.

Os portugueses foram atraídos pelos recursos naturais em 1512, trazendo os missionários e a religião católica que actualmente é predominante. O primeiro governador, vindo de Portugal no início do século XVIII, que influenciou na colonização da Ilha, particularmente Timor-Leste, por mais 400 anos. Em 1914, a Sentença Arbitral assinada entre Portugal e a Holanda pôs termo aos conflitos entre os dois países, fixando as fronteiras que hoje dividem a ilha.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Aliados (australianos e holandeses) envolveram-se numa dura guerra contra as forças japonesas em Timor. Algumas dezenas de milhar de timorenses deram a vida lutando ao lado dos Aliados. Em 1945, a Administração Portuguesa foi restaurada em Timor-Leste. A 28 de Novembro de 1975, após uma breve guerra civil, a República Democrática de Timor-Leste foi proclamada. Apenas uns dias depois, a 7 de Dezembro de 1975, a nova nação foi invadida pela Indonésia que a ocupou durante os 24 anos seguintes. Em 30 de Agosto de 1999, os timorenses votaram por esmagadora maioria pela independência, pondo fim a 24 anos de ocupação indonésia, na sequência de um referendo promovido pelas Nações Unidas. Em 20 de Maio de 2002 a independência de Timor-Leste foi restaurada e as Nações Unidas entregaram o poder ao primeiro Governo Constitucional de Timor-Leste.

Hoje, uma rica e diversa comunidade de Timor-Leste mostra as suas mais variadas e diferentes influências históricas proporcionando calorosas e amigas boas-vindas a todos, agora que, finalmente, o País encontrou a paz. Timor-Leste está rapidamente a ganhar a reputação de ser um dos mais seguros, senão o mais seguro, destinos do Sudoeste Asiático.

Timor-Leste possui um território de 18 mil km², ocupando a parte oriental da ilha de Timor. O país é muito montanhoso e tem um clima tropical. Com chuvas dos regimes das monções, enfrenta avalanches de terra e frequentes cheias. Os país possui 800 mil habitantes.

O tétum e o português são as línguas co-oficiais. O tétum é a língua nacional, mas há outras línguas indígenas como o fataluco, na região oriental do país.
O inglês e o indonésio têm o estatuto de línguas de trabalho nas provisões transaccionais da Constituição.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:06
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005

Os Beatles


Os Beatles foram uma banda formada em Liverpool, Inglaterra, no final dos anos 50. Na primeira metade da década posterior, obtiveram notoriedade até hoje inédita para uma banda de rock, com o lançamento de uma série de "hit-singles", tais como: "Love me do" em 1962; "She loves you" e "I want to hold your hand" em 1963; "Can't buy me love" e "A hard day's night" em 1964; "Help" e "Yesterday" em 1965.
Os "garotos de Liverpool", como eram chamados John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, não apenas arrastaram multidões a estádios cheios para os seus megashows, mas também influenciaram as vestimentas, cortes de cabelo e forma de ser dos jovens daquela geração. Foi esse sucesso estrondoso que inspirou a criação do termo beatlemania.

Beatlemania foi uma espécie de movimento que cresceu na década de 1960 com o advento da banda The Beatles. Naquela época os figurinos e cabelos usados pelos quatro rapazes de Liverpool eram novidade. Até mesmo o estilo de música que embora classificado como simplesmente rock soava diferente aos ouvidos dos novos fãs. Quem fosse a uma discoteca (assim eram denominadas usualmente as lojas de discos naquele tempo) podia ver faixas estendidas com o nome beatlemania e à primeira vista ficava sem entender seu significado.

Mas a grande revolução musical causada pelos "Beatles" ainda estava por vir.

Antes de criarem os Beatles, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison formavam o grupo Quarrymen.

Quarrymen era o nome da escola onde John Lennon estudava, em Liverpool, onde Paul McCartney o conheceu e se juntou a ele, formando a banda que teve o nome da escola.

Em 1965, com o lançamento do álbum "Rubber Soul", foi perceptível que a banda havia conquistado a confiança de que precisava para, com uma maior liberdade em estúdio, explorar ao máximo a sua musicalidade. Em 1966, a banda deixaria de tocar ao vivo, devido a decepções quanto aos próprios fãs (especialmente do sexo feminino) que iam aos estádios para vê-los, não para ouvi-los, mas principalmente, porque a evolução da tecnologia de palco não conseguia acompanhar a evolução da tecnologia de estúdio. A frustração era tanta que só voltaram a tocar ao vivo no tecto da Apple Records, para promover o seu canto do cisne, o disco Get Back, em 1969. O disco nunca foi lançado e, nas mãos do produtor Phil Spector, virou Let It Be, lançado em 1970.
Mas voltemos à linha do tempo.

Livres das limitações anteriormente impostas pela gravadora e regados a todo o tipo de drogas, fossem elas lícitas ou não, os integrantes da banda lançaram em 1966 a genuína obra "Revolver", que logo se tornou um sucesso absoluto de público e crítica.

Em 1967 veio o mais memorável álbum da banda, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", um dos discos mais aclamados da história da indústria fonográfica ocidental.

Mesmo sucessos como o "The Beatles" ("White Album") de 1968 e o "Abbey Road" de 1969, não foram capazes de conter o término da banda em 1970, resultante das brigas internas que vinham ocorrendo desde a morte do empresário da banda, Brian Epstein, em 1967 e agravadas com o relacionamento de John Lennon com Yoko Ono. O álbum Let It Be, lançado em 1970, foi, portanto, póstumo.

Yoko Ono: compositora, casada com John Lennon e também famosa por ter sido uma das fortes responsáveis pela dissolução dos Beatles, além dos escândalos sobre o amor livre na época "hippie"; o seu nome significa "Filha do Oceano".

Especialistas em música dizem que grande parte da fama dos Beatles se deveu à assistência do produtor George Martin. Martin, além de produtor dos arranjos, teve um papel de catalisador para o grupo, mantendo unidas as fortes personalidades individuais e fazendo com que tirassem o máximo possível dos seus talentos incontestáveis. Outra pessoa importante foi Phill Spector, o grande responsável pelo começo da carreira solo de alguns ex-Beatles como John Lennon e George Harrison, apesar de ter péssimo relacionamento com Paul, que não o perdoou pelos arranjos feitos em Let It Be sem o consentimento do grupo. Quando perguntado sobre a importância de George Martin no sucesso da banda, há quem seja categórico em afirmar que se não fosse ele o grupo não seria tão bom quanto dizem que é. No entanto, os Beatles não foram o único grupo aconselhado por George Martin. Quantos desses grupos tiveram o sucesso dos Beatles é, neste caso, uma pergunta pertinente.

Membros da banda

  • John Lennon - vocalista e guitarrista
  • Paul McCartney - vocalista e baixista
  • George Harrison - vocalista e guitarrista
  • Ringo Starr - vocalista e baterista
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Último show ao vivo dos THE BEATLES:

São Francisco - EUA,  29 de AGOSTO de 1966.

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Portugal a arder...


O Rio Mondego, na Figueira da Foz, tem sido este ano muito utilizado, infelizmente, para o abastecimento dos aviões para apagar os incêndios, quase diariamente...
Mais uma vez, no passado dia 24, e doze anos depois, a Serra da Boa Viagem voltou a ser sacrificada... colocando em risco várias dezenas de habitações e um empreendimento tuístico...
Imagens deste fim de semana para mais intervenções noutros incêndios.

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Publicado por: Praia da Claridade às 00:08
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Domingo, 28 de Agosto de 2005

Planeta Marte


Marte é o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas telúricos (planeta rochoso e do mesmo tipo que a Terra) no sistema solar, situando-se entre a Terra e a cintura de asteróides a 1,5 UA do Sol (ou seja, a uma vez e meia a distância da Terra ao Sol). De noite, aparece como uma estrela vermelha (o planeta vermelho), e foi por isso que os antigos romanos lhe chamaram de Marte, o deus da guerra e da fúria. Os chineses, coreanos e japoneses chamam-lhe a "Estrela do Fogo", baseando-se nos cinco elementos.

Marte é um planeta famoso por ser o mais parecido com a Terra, com um dia a durar praticamente o mesmo que na Terra e possui quatro estações. Marte tem calotas polares que contêm água e dióxido de carbono gelados, a maior montanha do sistema solar - o Olympus Mons, um desfiladeiro imenso, planícies, antigos leitos de rios secos e foi recentemente descoberto um lago gelado. Os primeiros observadores modernos observaram várias ilusões de óptica que tornaram o planeta num mito: primeiro foram os canais, depois as pirâmides, o rosto humano esculpido, e a região de Hellas no sul de Marte que parecia que, sazonalmente, se enchia de vegetação, o que levou a que o homem imaginasse marcianos com uma civilização desenvolvida. Hoje sabemos que poderá ter existido água abundante em Marte e que formas de vida primitiva poderão, de facto
, ter surgido.

Mitologia

Marte é um planeta conhecido desde a antiguidade e na mitologia helénica representa Ares, o deus da fúria e da guerra, devido à sua coloração avermelhada e caminhar nos céus independentemente das estrelas. O povo romano que procurou a essência da sua cultura na Grécia
chamou-lhe de Marte, o nome que hoje conhecemos quer o deus quer o planeta, já que ambos estavam relacionados.

Outras civilizações já olhavam para Marte no céu nocturno: os egípcios conheciam-no como "Her Deschel" ou "O Vermelho". Já para os babilónios
, Marte era "Nirgal" ou "A Estrela da Morte".

História de observação e exploração

Marte é conhecido desde a antiguidade, e destaca-se no céu pelo seu aspecto avermelhado; devido a isso tem a alcunha de "O Planeta Vermelho". Os babilónios já faziam observações cuidadosas do que eles chamavam de Nirgal (A Estrela da Morte), mas tudo o que viam tinham propósitos exclusivamente religiosos. Os gregos são os primeiros a fazer observações mais racionais e identificaram Marte como sendo uma das cinco estrelas errantes (planetas
) do céu. Normalmente, os gregos viam Marte a deslocar-se de este para oeste, mas de repente, quando o planeta se aproximava do seu ponto de oposição, este invertia o seu caminho no céu durante um certo tempo para depois voltar a deslocar-se normalmente; o que tornava a procura do planeta muito difícil.

Em 1655, Christiaan Huygens faz experiências com novas lentes e nesse mesmo ano constrói um bom telescópio com uma ampliação de 50x. Em 1659
, quando Marte se encontrava em oposição, Huygens decide ver Marte com o seu telescópio e distingue manchas no disco do planeta e no seu esboço faz uma marca em forma de V, o que é hoje identificado como Syrtis Major. Huygens notou que a marca se movia, e assim calculou a rotação do planeta, anotando no seu diário: «A rotação de Marte, como a da Terra, parece ter um período de 24 horas.»

O ano de 1877 foi um ano-chave para os estudos do planeta, já que Marte se encontrava numa oposição muito mais próxima da Terra. E assim, o astrónomo norte-americano Asaph Hall descobre os satélites naturais de Marte: Fobos e Deimos; e o italiano Giovanni Schiaparelli dedicou-se a cartografar cuidadosamente o planeta. Com efeito, ainda hoje se usa a nomenclatura criada por ele para os nomes das regiões marcianas: Syrtis Major, Noachis, Solis Lacus, entre outros nomes. Já a nomenclatura das observações de Marte na Madeira em Agosto e Setembro de 1877 por Nathaniel Green
não prevaleceram. Essa nomenclatura tinha nomes mais antigos e honrava personalidades da astronomia.

Schiaparelli também acreditou que observava umas linhas finas em Marte, a que baptizou de canali (canais). Em inglês a palavra foi traduzida como canals em vez de channels, o que implicava algo de artificial, e que despertou a mente de aristocrata norte-americano Percival Lowell que se dedicou a especular sobre vida inteligente em Marte. Lowell estava tão entusiasmado que montou o seu próprio observatório. As suas observações convenceram-no que Marte era um planeta que estava a secar e que existia uma antiga civilização
marciana que construiu esses canais para drenar as calotas polares e enviar água para as cidades sedentas.

Essa ideia de uma civilização marciana passou para a imaginação popular. H.G. Wells escreve «A Guerra dos Mundos» em 1898 em que a Terra seria invadida por marcianos que usavam armas poderosas. Em 1938, Orson Welles fez uma adaptação do conto para a rádio
o que causou o pânico generalizado que levou a que algumas pessoas fugissem e outras afirmarem que sentiam o cheiro do gás venenoso lançado pelos marcianos ou que viam luzes ao longe da luta dos marcianos para se apoderarem da Terra.

Mais tarde, provou-se que a grande maioria dos canais eram apenas uma ilusão de óptica. Já na década de 1950, já quase ninguém acreditava em vida inteligente em Marte, mas muitos estavam convencidos da existência de musgos e líquenes primitivos.

Em plena Guerra Fria em que as potências da época se envolveram numa corrida espacial, os soviéticos são os primeiros a tentar enviar sondas a Marte para descobrir o que se passava no planeta, mas nenhuma delas teve sucesso. O Americanos foram logo e o sucesso chegou com a segunda tentativa através da sonda Mariner-4  que, em 1965, orbita Marte e consegue tirar a primeira fotografia próxima do planeta, mas de muito fraca qualidade. Os soviéticos só conseguiram fazer pousar uma sonda em Marte em 1974
.

A 20 de Julho de 1976, a sonda norte-americana Viking I pousa em Chryse Planitia, uma planície circular na região equatorial norte de Marte perto de Tharsis, e tira a primeira fotografia da superfície. A sonda gémea, a Viking II pousa a 3 de Setembro
do mesmo ano em Utopia Planitia. Estas duas sondas operaram durante anos, até que as suas baterias falhassem. Com esta missão, as ideias de uma civilização marciana e de vida primitiva ao nível de musgos foram postas de lado, mas dúvidas quanto a existência de bactérias continuaram a persistir.

A sonda Mars Pathfinder chega a Marte a 4 de Julho de 1997 e pousa em Chryse Planitia, na região de Ares Vallis, libertando um pequeno veículo robô que explorou e investigou diferentes rochas, verificando a origem vulcânica de uma ou a erosão causada pelo vento ou pela água de outras. Entretanto, a sonda de pouso enviou mais de 16.500 imagens e fez 8,5 milhões de medições à pressão atmosférica, temperatura e velocidade do vento. A 11 de Setembro do mesmo ano, a sonda Mars Global Surveyor
chega a Marte, e a sua missão consistiu em fotografar o planeta com uma resolução muito maior que as missões anteriores conseguiram fazer.

A Agência Espacial Europeia (ESA) entra na corrida enviando a sonda orbital Mars Express ao planeta vermelho. Esta chega a Marte no final de 2003, e lança um robô para explorar a superfície de Marte, mas o dispositivo não deu sinais de funcionamento após a chegada ao planeta vermelho. Já a sonda orbital tem sido marcada pelo sucesso, especialmente no que toca às descobertas envolvendo a água. De destacar a descoberta, em meados de 2005
, do primeiro lago gelado encontrado no planeta.

Outras missões mais recentes bem sucedidas são as dos robôs de exploração "Spirit" (Espírito) e seu irmão gémeo "Opportunity" (Oportunidade) que exploram Marte desde Janeiro de 2004
.

O robô Spirit pousou na grande e intrigante cratera Gusev. O robô Opportunity pousou em Meridiani Planum, no pólo norte. Apesar de Meridiani Planum ser uma planície, sem campos de rochas, o robô Opportunity rolou para a pequena cratera Eagle com apenas 20 metros de diâmetro. A parede da cratera tinha uma formação rochosa intrigante com rochas colocadas em camadas, que podem ter várias origens desde depósitos de cinza vulcânica a sedimentos causados pelo vento ou água. Depois de pesquisas feitas pelo robô a sedimentos, a NASA chega à conclusão que a Opportunity pousou numa antiga costa de um antigo mar salgado em Marte.

Todas estas missões foram feitas por máquinas e não pelo homem. Várias pessoas já partiram em defesa das missões tripuladas a Marte como o próximo passo lógico. Por causa da distância entre Marte e a Terra, a missão traria mais riscos e seria mais cara que as viagens à Lua, apesar de muitos acreditarem serem bem mais proveitosas que o envio de robôs. Seriam necessários mantimentos e combustível para uma viagem de ida e volta de 2 a 3 anos. Uma proposta chamada «Mars Direct» é tida como o plano mais prático e menos dispendioso para uma missão a Marte com seres humanos.

A Agência Espacial Europeia tem como objectivo o envio de uma missão humana a Marte no ano 2030, como parte do seu Programa Aurora
. Já os Norte-Americanos pretendem voltar à Lua em 2015, abrindo caminho para missões a Marte no futuro.

Nos últimos séculos, alguns cientistas acreditavam e acreditam que Marte é um forte candidato para a terra-formação e colonização humana. A criação de uma colónia em Marte faria reduzir os custos da viagem e dificuldades técnicas da exploração humanas no planeta. Para terra-formar Marte ter-se-ia que construir a atmosfera e aquecê-la. Uma atmosfera mais grossa de dióxido de carbono e outros gases de efeito-estufa iria aprisionar a radiação solar e ambos os processos construir-se-iam um ao outro. As fábricas que na Terra produzem gazes nocivos ao planeta, em Marte teriam um efeito de terra-formação, caso fossem construídas grandes fábricas. Além disso seriam necessárias plantas e outros organismos geneticamente alterados de forma a diversificar os gases da atmosfera.

Geologia planetária

A ciência que estuda Marte é a areologia (de Ares, o deus grego da guerra). Em comparação com o globo terrestre, Marte tem 53% do diâmetro, 28% da superfície e 11% da massa; é assim um mundo mais pequeno que a Terra. Como os oceanos
cobrem cerca de 71% da superfície terrestre e Marte carece de mares, as terras de ambos os mundos têm aproximadamente a mesma superfície.

A composição da superfície é fundamentalmente de basalto vulcânico com um alto conteúdo em óxidos de ferro que proporcionam o vermelho característico da superfície. Pela sua natureza, assemelha-se com a limonite, óxido de ferro muito hidratado. Assim como na crosta da Terra e da Lua predominam os silicatos e os aluminatos, no solo de Marte são preponderantes os ferrosilicatos. Os seus três principais constituintes são, por ordem de abundância, o oxigénio, o silício
e o ferro.

Observações feitas ao campo magnético de Marte pela sonda Mars Global Surveyor relevaram que partes da crosta do planeta tem sido magnetizada em bandas alternativas, tipicamente medindo 160 km por 1.000 km, num padrão semelhante ao encontrado no fundo dos oceanos da Terra. Uma teoria publicada em 1999 refere que estas bandas podem ser a evidência de uma operação passada de placas tectónicas em Marte, contudo isto ainda não foi comprovado. A ser verdade, os processos envolvidos podem ter ajudado a manter uma atmosfera semelhante à da Terra através do transporte de rochas ricas em carbono para a superfície, enquanto que a presença de um campo magnético protegeria o planeta de radiação cósmica
. Outras explicações foram também propostas.

Marte é formado por rocha sólida, embora o núcleo seja constituído por rocha e ferro fundido. Assim deverá ter um grande núcleo de ferro. Marte tem um campo magnético mais pequeno que o da lua Ganímedes de Júpiter
e é, apenas, 2% do campo magnético da Terra.

Topografia geral

A topografia marciana é notável: as planícies do norte, que foram alisadas por torrentes de lava, contrastam com o terreno montanhoso do sul, sulcado por antigas crateras. A superfície marciana vista da Terra é consequentemente dividida em dois tipos de terreno, com albedo
diferente (Albedo é uma medida da reflectividade de um corpo ou de uma superfície).

O Sul de Marte é velho, alto e escarpado com crateras semelhantes às da Lua;
contrasta bastante com o Norte que é jovem, baixo e plano. Vastitas Borealis é a mais vasta planície do Norte e circunda o planalto gelado chamado Planum Boreum e as dunas extensas de Olympia Undae no pólo Norte. As planícies dão lugar aos planaltos e às terras extensas da zona do equador e do hemisfério Sul. Dos poucos planaltos do Norte, destaca-se Syrtis Major que é das marcas mais visíveis a partir da Terra. Lunae Planum a norte do desfiladeiro Valles Marineris, e Daedalia Planum a sul dos Montes de Tharsis são os mais extensos planaltos de Marte.

Em 1858, Angelo Secchi
, um dos primeiros observadores acreditou que existiam continentes e mares. As "Terrae" (singular: "Terra")  são terrenos variados e extensos e muitas eram chamados de continentes nos primeiros mapas e outras até de mares, a maior das quais é Terra Cimmeria no hemisfério Sul. No total, Marte possuiu onze "terrae" (terras) - organizados por longitude: Margaritifer, Xanthe, Tempe, Aonia, Sirenum, Cimmeria, Promethei, Tyrrhena, Sabaea, Noachis e Arabia.

Através das fotografias tiradas de órbita vêem-se muitas crateras, mas não estão uniformemente repartidas pelo planeta; existindo poucas áreas onde há um grande número de crateras colossais (maiores que 300 km em diâmetro), nomeadamente no sul; outras áreas na mesma região possuem algumas pequenas crateras e toda a região norte tem muito poucas crateras. Assim se pôde fazer um mapa
da idade das superfície de Marte, dividido em três períodos: Noachiano, Hesperiano e Amazoniano. Estes nomes são retirados de regiões marcianas identificadas como sendo originadas de uma dessas épocas.

Durante o Período Noachiano, a superfície de Marte estava coberta com crateras de várias dimensões (grandes e pequenas). No período seguinte, a superfície foi coberta por crateras de menor dimensão. Durante o Período Amazoniano parte da superfície (essencialmente o Norte) foi coberta por lava, quer através de vulcões visíveis, quer através de fendas. No entanto, desconhece-se como era a superfície do Norte no final do Período Hesperiano. Os meteoritos
que causaram as crateras Hellas, Isidis e Argyre eram tão grandes que era pouco provável que existissem muitas mais destas crateras durante o Período Noachiano.

A diferença entre o ponto mais alto e o ponto mais baixo de Marte é de 31 km (do topo de Olympus Mons a uma altitude de 27 km ao fundo da cratera de Hellas que se encontra a 4 km de profundidade. Em comparação, a diferença entre os pontos mais alto e mais baixo da Terra (o monte Evereste e o Fosso das Marianas) é de apenas 19,7 km.

Os vulcões gigantescos

Os vulcões em Marte são divididos em três tipos: "Montes", "Tholis" e "Paterae". Os "Montes" (singular "mons") são muito grandes, provavelmente basálticos e de leves inclinações. Os "Tholis" (singular "Tholus") ou abóbadas, são mais pequenos e mais íngremes que os montes, com um aspecto abobadado. Os vulcões "Paterae" (singular "patera") são muito variados; com inclinações muito rasas e caldeiras complexas; muitos têm ainda canais radiais nos flancos.

Olympus Mons (Monte Olímpo) é um vulcão extinto com 27 km de altura, 600 quilómetros de diâmetro na base e uma caldeira de 60 quilómetros de largura. Assim, é a maior montanha do sistema solar e é mais de três vezes maior que o monte Evereste (8.848 m); tem mais de 13 vezes a altura da Serra da Estrela
(2.000 m). O vulcão extinguiu-se há um milhão de anos atrás e encontra-se numa vasta região alta chamada Tharsis que com Elysium Planitia contém vários vulcões gigantescos, que são cerca de 100 vezes maiores que aqueles encontrados na Terra.

Um dos maiores vulcões, Arsia Mons, tem os lados ligeiramente inclinados, construídos sucessivamente por fluidos de lava de uma única abertura. Arsia Mons é o vulcão mais a sul em Tharsis e tem cerca de 9 km de altura e a sua caldeira tem 110 km, a maior cadeira entre os vulcões marcianos. A norte deste vulcão, situa-se o vulcão Pavoris Mons (7 km de altura), e a norte desse encontra-se Ascraeus Mons que tem mais de 11 km de altura. Ascraeus, Pavonis e Arsia formam um grupo de vulcões conhecidos como Tharsis Montes que se encontram a sudeste de Olympus Mons.

Conforme os resultados da Mars Express, o vulcão Hecates Tholus terá tido uma grande erupção há cerca de 350 milhões de anos atrás. Este vulcão localiza-se em Elysium Planitia e tem um diâmetro de 183 km; a erupção criou uma caldeira e duas depressões aparentemente cheias de depósitos glaciais, incluindo gelo. Hecates Tholus é o vulcão mais a norte de Elysium; os outros são Elysium Mons e Albor Tholus.

Alba Patera é um vulcão único em Marte e no sistema solar, localiza-se a norte de Tharsis, numa região de falhas que surge em Tharsis e se estende para norte. Alba Patera é muito grande com mais de 1.600 km de diâmetro, tem uma caldeira central, mas tem uma altura de apenas 3 km, no seu ponto mais alto. Possui canais nos flancos e a maioria deles têm 100 km de comprimento, alguns chegam a ter 300 km, sugerindo que a lava fluiu por longos períodos de tempo.

No entanto, os vulcões marcianos são pouco numerosos, e encontram-se na ordem de uma dezena, mas são testemunhas do passado violento e vulcânico daquela zona. No entanto, são largamente maiores que a maior montanha de origem vulcânica na Terra: o Kilimanjaro (5.895 m) em África
. As áreas vulcânicas ocupam cerca de 10 % da superfície do planeta. Algumas crateras mostram sinais de erupção recente e têm lava petrificada nos cantos.

Os abismos

Os vulcões encontram-se a leste e oeste do maior sistema de desfiladeiros do sistema solar, Valles Marineris (que significa "Os vales da Mariner", conhecida como Agathadaemon nos antigos mapas de canais), com 4.000 km de comprimento e 7 km de profundidade. A extensão de Valles Marineris equivale à extensão da Europa e estende-se por um quinto da superfície do planeta Marte, desde a região de Noctis Labyrinthus a oeste até ao terreno caótico a este. O Grand Canyon nos EUA
não passaria de um pequeno arranhão quando comparado com este abismo. Valles Marineris formou-se pelo colapso do terreno causado pelo inchamento da área vulcânica de Tharsis, no outro lado do planeta.

Ma'adim Vallis (Ma'adim significa Marte em Hebreu
) é um grande desfiladeiro com cerca de 700 km e, também, claramente maior que o Grand Canyon. Tem 20 km de largura e 2 km de profundidade em alguns locais. Pensa-se que Ma'adim Vallis terá sido inundado por água líquida no passado.

Crateras

No hemisfério Sul existe um velho planalto de lava basáltica semelhante aos «mares» da Lua, e coberta por crateras do tipo lunar. No entanto, a paisagem marciana difere da nossa Lua, devido à existência de uma atmosfera. Em particular, o vento carregado de poeira foi produzindo um efeito de erosão ao longo do tempo, que arrasou muitas crateras, apesar de ainda conter um número considerável. Assim, por conseguinte, existem muito menos crateras que na Lua, apesar de se situar mais perto da cintura de asteróides
. A maior parte das crateras que resistiram estão mais ou menos devastadas pela erosão. Muitas das crateras mais recentes têm uma morfologia que sugere que a superfície estava húmida quando ocorreu o impacto.

Grande parte destas crateras localizam-se no hemisfério sul. A maior é Hellas Planitia nesse hemisfério, tem 6 km de profundidade e 2.000 km de diâmetro. Está coberta por areia alaranjada e é tratada como uma planície tal como outras enormes crateras antigas e planas.

Algumas crateras menores têm nomes de cidades e vilas da Terra, como por exemplo: as crateras Aveiro e Lisboa com nomes de cidades portuguesas, a cratera Mafra, Caxias e Viana com nomes de cidades brasileiras, e as crateras Longa e Santaca em honra de localidades em Angola e Moçambique, respectivamente. Em Marte, as crateras de maior dimensão são dedicadas a personalidades. Assim a cratera Schiaparelli é a maior cratera (se desconceituarmos as crateras grandes e antigas) com 471 km de diâmetro. No hemisfério sul, a cratera Magalhães é uma cratera de dimensão considerável com 105 km de diâmetro e dedicada ao navegador português Fernão de Magalhães
.

A atmosfera e o clima

A atmosfera marciana é uma atmosfera rarefeita de dióxido de carbono, mas que no passado terá sido abundante. Apesar disto, Marte apresenta muitas particularidades curiosas, como neve carbónica, calotas polares de gelo seco, tempestades de poeira e redemoinhos.

Ao contrário do céu azul da Terra, Marte tem um céu amarelo-acastanhado, excepto durante o nascer e o pôr-do-sol que toma uma cor rosa e vermelha. Se a atmosfera fosse limpa de poeira, o céu de Marte seria tão azul como o da Terra. Em alturas que há menos poeira, a cor do céu é então mais próxima ao azul da Terra.

Auroras acontecem em Marte, mas não acontecem nos pólos como na Terra, isto é devido à inexistência em Marte de um campo magnético global. Assim, estas acontecem onde existem anomalias magnéticas na crosta marciana, que são restos dos dias nos quais Marte tinha um campo magnético. Assim, estas auroras são diferentes das observadas no resto do sistema solar.

Composição

A pressão atmosférica na superfície é de cerca 750 pascais, cerca de 0,75% da média da Terra. Contudo, a pressão atmosférica varia ao longo do ano devido à dissipação durante o Verão do dióxido de carbono congelado nos pólos, tornando a atmosfera mais densa. Além disso, a atmosfera tem 11 km de altura, maior que os 6 km da Terra. A atmosfera marciana é composta por 95% dióxido de carbono, 3% azoto/ nitrogénio, 1,6% Árgon, e possui vestígios de oxigénio e vapor de água
.

Em 2003, descobriu-se metano na atmosfera, com uma concentração de cerca 11±4 ppb por volume. A presença do metano em Marte é muito intrigante, já que é um gás instável e indica que há (ou existiu nos últimos cem anos) uma fonte do gás no planeta. A actividade vulcânica, impacto de cometas e a existência de vida na forma de microrganismos estão entre as possibilidades ainda não comprovadas. O metano aparece em certos pontos da atmosfera, o que sugere que é rapidamente quebrado, logo poderá estar a ser constantemente libertado para a atmosfera, antes que se distribua uniformemente pela atmosfera. Foram feitos planos recentemente para procurar gases "companheiros" que podem sugerir as fontes mais prováveis; a produção biológica de metano na Terra tende a ser acompanhada por etano, enquanto que a produção vulcânica tende a ser acompanhada por dióxido de enxofre
.

As estações do ano

Marte tem estações do ano, mas estas duram o dobro das estações na Terra; o ano marciano é também o dobro do terrestre (cerca de 1 ano e 11 meses terrestres). Mas a duração do dia em Marte é pouco diferente do da Terra e é de 24 horas, 39 minutos e 35 segundos.

A fina atmosfera não consegue segurar o calor e é a causa das baixas temperaturas em Marte, sendo 20 graus positivos a temperatura mais alta que atinge. Contudo, não existem dados suficientes que permitam conhecer a evolução ao longo do ano marciano nas diferentes latitudes e, muito menos, as particularidades regionais. Além de se encontrar mais afastado do Sol que a Terra e da sua atmosfera ser ténue, há a notar a baixa condutividade térmica do solo marciano e uma diferença mais pronunciada que a Terra no que toca à variação das temperaturas diurna e nocturna.

A temperatura à superfície depende da latitude e apresenta variações entre as diferentes estações do ano. A temperatura média à superfície é de cerca de -55º C. A variação da temperatura durante o dia é muito elevada já que se trata de uma atmosfera bastante ténue.

No Verão em Marte, a temperatura média atinge os -36 graus antes do nascer do dia. Pela tarde, atinge os -31 graus, por vezes a média pode chegar aos -4,5 graus e são raras as temperaturas superiores a zero graus, mas que podem alcançar os 20ºC ou mais no equador. No entanto, a temperatura mínima pode descer até aos 80 graus negativos. No Inverno, as temperaturas descem até aos -130 graus nos pólos e chega mesmo a nevar. Mas trata-se de neve carbónica, já que o carbono é o principal constituinte da atmosfera. A temperatura mais baixa registada em Marte foi de -187 graus e a mais alta, em pleno Verão e quando o planeta se encontrava mais próximo do Sol, foi de 27ºC.

As calotas polares

Os pólos estão cobertos por calotas polares formadas por gelo seco (dióxido de carbono congelado) e gelo de água. Estas calotas tornam-se mais pequenas na Primavera e chegam a desaparecer durante o Verão, devido ao aumento da temperatura. As calotas polares mostram uma estrutura estratificada com capas alternantes de gelo e diferentes quantidades de poeira escura. Não se tem a certeza sobre o que causa a estratificação, mas pode ser devido a mudanças climáticas relacionadas com variações a longo prazo da inclinação do equador marciano em relação ao plano da órbita. As diferentes estações do ano nas calotas produzem mudanças, alterações na pressão atmosférica global que se calcula em cerca de 25%.

O vapor de água move-se de um pólo para o outro com a mudança climática entre o Verão e o Inverno, ajudando a desenvolver, não só na criação de calotas semelhantes às da Terra, mas também nuvens de cirros, compostas por gelo (de água) e que foram fotografados pelo Rover Opportunity em 2004
.

Quando chega o Inverno e com a chegada de temperaturas inferiores a 120ºC, o depósito de gelo é coberto por um manto de neve carbónica que se produz com a congelação da atmosfera de dióxido de carbono.

No Verão austral, o dióxido de carbono congelado evapora por completo, deixando uma capa residual de gelo de água. Em cem anos de observação, a calota polar austral já desapareceu duas vezes por completo, enquanto a do Norte nunca desapareceu por completo. Mesmo que o clima do hemisfério Sul seja mais rigoroso, a Primavera e o Verão do hemisfério Sul ocorrem quando o planeta está no perélio (ponto mais próximo ao sol), assim as temperaturas máximas acontecem no hemisfério sul, o que leva a que a calota sofra bastante. O Inverno no sul é também mais frio, devido ao planeta se encontrar no afélio (máxima distância do Sol).

A Mars Global Surveyor determinou em 1998 que a massa total de gelo da calota polar Norte equivale à metade do gelo que existe na Gronelândia. O gelo do pólo Norte assenta-se sobre uma grande depressão de terreno, estando coberto por gelo seco. A calota gelada parece elevar-se abruptamente desde o terreno adjacente, emparedado e acabando por ser uma grande meseta de gelo. Nos cantos da calota, o gelo apresenta bandas claras e escuras que podem indicar processos de sedimentação.

Tempestades de areia

Apesar da atmosfera ténue, formam-se manchas de nuvens e nevoeiro e ventos intensos varrem poeiras, tornando o céu rosado. Essa poeira residual na atmosfera tornava grandes partes escuras, que se pensava serem vegetação e intrigou os astrónomos durante mais de um século. Ocasionalmente e de forma repentina, todo o planeta é submergido por uma tempestade maciça de poeira que pode persistir durante semanas ou até meses. Estas tempestades são mais frequentes durante o perélio da órbita do planeta e no hemisfério sul, quando ali é final da Primavera, estas tempestades são causadas por ventos na ordem dos 150 km/h. As tempestades têm origem na diferença de energia que o planeta recebe do Sol no afélio e no perélio. Quando Marte se encontra perto do perélio da sua órbita, a temperatura eleva-se no hemisfério Sul no final da Primavera e, porque se encontra mais perto do Sol, o solo perde humidade.

Em certas regiões, especialmente entre Noachis e Hellas, desencadeia-se uma tempestade local violenta que arranca do solo seco imponentes massas de poeira. Esta poeira, por ser muito fina, eleva-se a grandes altitudes e, em semanas, cobre o solo todo do hemisfério, ou até mesmo a totalidade do planeta.

A poeira em suspensão na atmosfera causa uma neblina amarela que escurece os aspectos mais marcantes do planeta. Ao tapar o sol, as temperaturas máximas diminuem, mas como é criada uma manta que impede a dissipação do calor, as temperaturas mínimas aumentam. Em consequência, a oscilação térmica diurna diminui de forma drástica. Assim aconteceu em 1971, as tempestades impossibilitaram durante um certo tempo as observações que deveriam efectuar as duas sondas norte-americanas Mariner e as duas sondas soviéticas Mars que tinham acabado de chegar a Marte.

Redemoinhos de poeira foram primeiramente fotografados pelas sondas Viking na década de 70 do século XX. Em 1997, a Pathfinder detectou um redemoinho. Estes redemoinhos podem ser até cinquenta vezes mais largos e até dez vezes mais altos que os terrestres. O veículo robô Spirit captou várias imagens a partir do chão de redemoinhos de poeira.

Hidrografia

O ciclo da água em Marte é diferente do da Terra devido à pressão atmosférica ser tão baixa: a água encontra-se no solo, em forma de gelo, à temperatura de -80ºC, mas quando a temperatura se eleva, o gelo converte-se em vapor sem passar ao estado líquido.

Marte à primeira vista parece um imenso deserto, e que sempre foi assim. No entanto, imagens de sondas que observaram o planeta detectaram vários leitos de rios secos. Mais recentemente descobriu-se um lago gelado à superfície e sugeriu-se a existência de gelo subterrâneo, e que, pelo menos num local, a existência de um mar de gelo. Com a confirmação da existência de água congelada no subsolo do planeta, alguns supõem que esta água poderá sustentar micróbios marcianos.

Antigos canais e lagos

Existem dois tipos de canais (não confundir com os canais de Schiaparelli)  em Marte: os que são produzidos correntes e os que são originados por água que emerge debaixo da superfície. Estes canais antigos ainda são visíveis nas imagens obtidas pelas sondas que exploraram o planeta.

Os canais produzidos por correntes são pequenos com menos de 20 km de comprimento, e encontram-se nas terras altas e nas beiras das crateras. Pensa-se que terão sido formados quando a água subterrânea ocasionalmente chegava à superfície.

Os canais de correntes estão associados com cheias catastróficas numa escala maior, bem maiores que as cheias já registadas na história geológica da Terra. Estas cheias podem ter sido originadas a partir de gelo derretido.

Antigos canais de rios desaguavam em Valles Marineris, indicando que este imenso desfiladeiro esteve outrora inundado, causando a sedimentação em camadas que se encontra no interior do desfiladeiro. Nesta região e em outras regiões como na cratera Schiaparelli (de 450 km de diâmetro), a presença de canais que desaguavam dentro das crateras leva a se supor que se formavam pequenos lagos de água dentro destas.
Ma'adim Vallis é um outro grande desfiladeiro e pensa-se que terá sido esculpido por água líquida no passado com pequenos canais ao longo das paredes do desfiladeiro. Nestes canais, a água subterrânea  dissolvia-se parcialmente e levava a que a rocha caísse em depósitos e fosse levada por outros processos de erosão. Ma'adim localiza-se numa região baixa no sul e que se pensa que, no passado, contivesse um grande número de lagos a norte da cratera Gusev perto do equador.

A cratera Gusev que tem cerca de 170 km de diâmetro e foi formada há cerca de 3 a 4 mil milhões de anos atrás; parece ter sido um antigo lago, já que se encontra coberto por sedimentos até quase um quilómetro de profundidade. Certas formações do terreno na boca de Ma'adim Vallis, na entrada da cratera Gusev, assemelham-se aos deltas de rios terrestres. Estas formações na Terra levam centenas de milhares de anos a serem formadas, sugerindo que a água corria em Marte por longos períodos de tempo. Imagens tiradas da órbita indicam que terá existido um lago
de dimensões bastante significativas perto da fonte de Ma'adim Vallies que seria a origem dessa água. Não se sabe se a água corria lenta e continuamente, com grandes enchentes esporádicas, ou se seria uma combinação destes padrões.

Os mares perdidos

Entre as descobertas pelo Rover Opportunity está a presença de hematite (um óxido de ferro)  em Marte na forma de pequenas esferas em Meridiani Planum. As esferas têm apenas alguns milímetros de diâmetro e acredita-se terem sido formadas como depósitos rochosos sob água há milhares de milhões de anos atrás. Outros minerais encontrados constituem formas de enxofre, ferro e bromo, tais como jarosite (sulfato de ferro hidratado). Esta e outras evidências levaram a que cientistas concluíssem que "a água líquida foi outrora presente de forma intermitente na superfície marciana em Meridiani, e por vezes saturava a sub-superfície. Por que a água líquida é um pré-requisito chave para a vida, Meridiani pode ter sido habitável por algum período de tempo na História marciana". No lado oposto do planeta, o mineral goetite forma-se somente em presença de água, ao contrário da hematite. Outras evidências de água, foram encontradas pelo Rover Spirit nas "Colinas Columbia".

A NASA avançou com uma hipotética história da água em Marte; onde que demonstrou que a água poderá ter sido abundante em Marte até há cerca de 3.800 mil milhões de anos atrás, antes de ter começado a desaparecer. Há 2.000 milhões de anos já só restava um pequeno mar perto do pólo Norte até desaparecer, quase por completo, 1.000 milhões de anos depois.

O planeta teria cursos abundantes de água, e uma atmosfera muito mais densa que proporcionava temperaturas mais elevadas, permitindo a existência de água líquida. Presume-se que Marte tenha perdido muita da sua atmosfera devido ao vento solar que penetra pela ionosfera e de forma muito profunda na atmosfera marciana até uma altitude de 270 km. Ao perder a maior parte dessa atmosfera para o espaço, a pressão diminuiu e as temperaturas baixaram, a água desapareceu da superfície. Alguma subsiste na atmosfera, como vapor de água, mas em pequenas proporções (0,01%), assim como nas calotas polares, formando grandes massas de gelos perpétuos.

O lago gelado

A 29 de Julho de 2005, é anunciada a existência de um lago de gelo em Marte. Fotografias ao lago foram tiradas pela Mars Express da Agência Espacial Europeia, uma sonda que tem explorado o planeta.

O disco de gelo está localizado em Vastitas Borealis, uma planície vasta que cobre as latitudes mais a norte de Marte. O gelo, que é bem visível, está deitado sobre uma cratera que tem 35 km de diâmetro, com uma profundidade máxima de cerca de 2 km.

Os cientistas que estudaram as imagens dizem ter a certeza que não é gelo seco (dióxido de carbono gelado), isto porque o gelo seco já tinha desaparecido da capa polar do Norte na altura em que a imagem foi tirada. O que pode ser mais um ponto a defender que terá existido vida em Marte, ou que ainda possa existir e que também é um forte incentivo a que sejam enviadas missões tripuladas por seres humanos.

O mar oculto

Os europeus também descobriram que um imenso mar gelado pode estar abaixo da superfície de Marte na região sul de Elysium, perto do equador, compreendendo uma área chapeada e coberta por sedimentos de 800 por 900 km. Estes sedimentos cobrem o gelo, preservando-o no sítio. A água que terá formado este mar em Elysium, parece ter tido origem debaixo da superfície do planeta, ermegindo numa série de fracturas conhecidas como Cerberus Fossae.

Vida em Marte

Marte tem um lugar especial na imaginação popular devido à crença de que o planeta é ou foi habitado no passado. Esta ideia surgiu devido a observações realizadas no fim do século XIX por Percival Lowell. Percival Lowell observava canais e áreas que mudavam de tonalidade com as estações do ano e imaginou Marte habitado por uma civilização antiga que lutava para não morrer de sede. De facto, o que Lowell observou ou não existia ou eram leitos secos ou mudanças naturais na coloração do planeta devido a tempestades de areia.

Existem evidências que o planeta terá sido significativamente mais habitável no passado que nos dias de hoje, mas a existência de que tenha albergado vida permanece em debate. O meteorito ALH84001  é um meteorito de origem marciana com 15 mil milhões de anos. Crê-se que terá sido projectado quando Marte foi atingido por um meteorito. Microorganismos marcianos ter-se-ão agarrado ao meteorito que vagueou durante 5 milhões de anos pelo cosmos até cair na Antártida, na Terra, onde foi descoberto. Em 1996, pesquisadores estudaram o meteorito ALH84001 e reportaram características que atribuíram a micro-fósseis deixados pela vida em Marte. O meteorito foi tido como a prova para alguns cientistas que Marte tinha actividade biológica no passado já que contem o que parecem ser fósseis de microrganismos. Em 2005, esta interpretação permanece controversa sem que um consenso tenha sido atingido.

As sondas Viking continham dispositivos capazes de detectar microrganismos no solo marciano, e tiveram alguns resultados positivos, mais tarde negados por vários cientistas, resultando numa controvérsia que permanece. Contudo, a actividade biológica no presente é uma das explicações que têm sido sugeridas para a presença de vestígios de metano na atmosfera marciana, mas outras explicações que não envolvem necessariamente seres vivos são consideradas mais prováveis.

A descoberta de vida, ou simplesmente de fósseis de uma vida desaparecida no planeta seria um dos maiores acontecimentos de todos os tempos. A exploração de Marte pelo Homem deverá acontecer perto do ano 2020, levados por uma viagem de 3 a 9 meses. Caso a colonização espacial venha a acontecer, Marte é a escolha ideal pelas suas condições mais próximas às da Terra que outros planetas e deverá ser um destino ideal para o aventureiro do futuro devido aos seus enormes vulcões, desfiladeiros imensos e mistérios por resolver.

Canais

Marte tem um lugar importante na imaginação humana devido à crença de que vida existiu em Marte. Este mito originou-se com as observações feitas por Giovanni Schiaparelli com a oposição de Marte em 1877. Enquanto mapeava a superfície de Marte, Schiaparelli encontrou umas características semelhantes a estreitos a que chamou de canali, que significa canais em Italiano. Pensou que os canais que observara eram naturais, tanto que usava a palavra fiume (rio em italiano) como sinónimo.

Em 1879, Schiaparelli, nota que os canais aparecem mais finos e regulares e verificou que Syrtis Major invadiu parte da vizinha Lybia. O que confirmaria a ideia da existência de mares, uma teoria que suportava.

Schiaparelli desenhou mapas cada vez mais elaborados em que os canais se tornaram cada vez mais proeminentes. Um dos canais, o Nilus entre Lunae Lacus e Ceraunius aparecia como um par de canais exactamente paralelos, o que chocou o italiano. E logo verifica ainda mais canais geminados.

Outros observadores confirmaram a existência dos canais, enquanto outros astrónomos não conseguiam vê-los, tornando-se sépticos. E outros ainda confirmaram a existência de inundações. No final do século XIX, já estavam recenseados 400 canais que percorriam todo o planeta.

Os canais aparentavam serem linhas artificiais na superfície, e devido às mudanças sazonais no brilho de algumas áreas pensava-se que eram causados pelo crescimento de vegetação. O astrónomo Camille Flammarion e o aristocrata Percival Lowell debateram sobre vida em Marte. Lowell imaginava uma civilização marciana que procurava distribuir a água dos locais onde ainda existia para as cidades marcianas. As suas ideias causaram grande sensação entre o público, originando muitas histórias com marcianos.

As ideias de canais são hoje tidas como, essencialmente, ilusões de óptica, ou em certos casos, antigos leitos de rios secos. As mudanças de cor foram atribuídas as tempestades de areia, muito comuns em Marte.

A face e as pirâmides

A Face em Marte é uma grande característica da superfície do planeta Marte localizada na região de Cydonia, 10 graus a norte do equador marciano. Mede aproximadamente 3 km de comprimento e 1,5 km de largura. Foi fotografada a 25 de Julho de 1976 pela sonda Viking-1 que orbitava o planeta na altura.

A maioria das interpretações da fotografia sugeria que seria uma formação natural, uma das muitas "mesas" da região de Cydonia. Nesta visão, a aparência da face tem origem numa combinação do ângulo de luz (com o sol baixo no horizonte marciano na altura em que a fotografia foi tirada), a baixa resolução da fotografia que suavizou as irregularidades da superfície e a tendência do cérebro humano em reconhecer padrões familiares, especialmente caras (paraedolia). Finalmente, um buraco nos dados enviados pela Viking-1 criaram um ponto negro no local exacto onde se localizaria uma narina na face humana, muitos outros destes pontos negros são visíveis na imagem.

Outra interpretação da foto é que representaria um monumento artificial criado por antigos marcianos ou outros extraterrestres visitantes do sistema solar num passado muito antigo. O livro "Message of Cydonia" (Mensagem de Cydonia) de Richard Hoagland vai mais longe e interpreta o local como sendo uma cidade arruinada com pirâmides construídas artificialmente. Uma destas pirâmides perto da Face é trilateral, lisa e com uma cratera perto da base que a maioria dos cientistas crêem que são de origem natural e produzidas por milhões de anos de erosão causada pelas tempestades de areia. O local seria uma cidade e um forte em ruínas, e que a Face estava alinhada apontando para o local em que o Sol se levantava há meio milhão de anos atrás, época em que se acreditava que a Face tinha sido construída.

A interpretação cientifica ganhou fôlego com as imagens da Mars Global Surveyor em 1998 e a Mars Odyssey em 2002, que mostraram a região com uma luminosidade diferente e com uma melhor resolução e o aspecto de face quase que desaparece, o que levou a que os que suportam teorias da conspiração afirmassem que as imagens foram propositadamente alteradas.

O mistério de Hellas

Em 1969, as fotos obtidas pela Mariner revelaram algo de diferente no sul de Marte, em Hellas, região marciana circular de aproximadamente 2,5 milhões de quilómetros quadrados. Ao contrário de todas as outras regiões anteriormente fotografadas, Hellas apresentava-se desprovida de crateras.

Noachis está crivada de crateras em número normal; a seguir a Noachis situa-se Hellespontus, no interior de Hellas e não apresenta qualquer cratera. Sabendo-se que toda a superfície marciana foi fortemente bombardeada por meteoritos, a ausência de crateras nesta área resultaria de uma força niveladora, força essa que poderia estar relacionada com uma invulgar concentração de calor e humidade, condições propícias à evolução da vida.

Outro dado curioso caracteriza a região de Hellas: as mudanças de cor conforme as estações, escurecendo na Primavera e tornando-se de novo mais clara no Outono. Isto levou a que se sugerisse que, durante a Primavera, na região havia um surto periódico de vegetação.

Uma imagem tirada no ano 2000 procurava desvendar o antigo mistério. A imagem mostrava evidências de água submersa (que emerge à superfície), tempestades de areia e congelação que indicam uma mudança sazonal. Desconhece-se que materiais terão produzido o brilho uniforme no terreno de Hellas.

Luas

Marte tem duas pequenas luas Fobos e Deimos, ambas deformadas, possivelmente asteróides carbonácios capturados pelo planeta. Foram descobertas por Asaph Hall em Agosto de 1877, com o impulso da sua esposa. Os nomes provêm dos dois cavalos mitológicos que puxavam Ares (Marte na mitologia romana): Fobos (medo em grego) e Deimos (do grego Pânico ou Terror).

Ambos os satélites estão ligados pela força gravítica, apontando sempre a mesma face. Já que Fobos é mais veloz a orbitar Marte que o próprio planeta, a força da gravidade irá diminuir o seu raio orbital que já é o mais curto conhecido no sistema solar, o que poderá levar à fragmentação de Fobos.

Vistos de Marte, Fobos tem um diâmetro angular de 12', enquanto que Deimos tem um diâmetro angular de 2'. O sol, por contraste, tem cerca de 21'. Nas noites marcianas, Fobos não mostraria nenhuma eficácia na iluminação, apareceria apenas tão brilhante como Vénus se mostra à Terra, devido à superfície bastante escura do pequeno satélite. Mas num dia normal em Marte, ver-se-ia Fobos a passear pelo céu três vezes por dia, surgindo a Oeste e pondo-se a Este.

Já Marte visto a partir de Fobos constituiria uma imagem impressionante, Marte sustentaria um ângulo de 43 graus e preencheria quase metade do céu desde o horizonte ao zénite.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

EM 28-8-2003 (FAZ HOJE 2 ANOS...) ANDARAM MUITAS PESSOAS A OLHAR PARA O CÉU...
TODOS PROCURAVAM O PLANETA MARTE ...
UNS GOSTARAM, OUTROS FICARAM DESILUDIDOS...

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Sábado, 27 de Agosto de 2005

O Chiclete


Chiclete ou goma de mascar é um tipo de confeito que é produzido para ser mastigado e não engolido. Tradicionalmente é produzido a partir do látex de uma árvore denominada chicle ( "TCHI - CLÉ" que quer dizer Tchi=boca e Clé=movimento), um produto natural. Actualmente, por razões económicas, os chicletes são produzidos a partir do petróleo.

A origem do hábito de mascar chiclete é controversa. Alguns autores afirmam que o hábito de mascar gomas surgiu entre os índios da Guatemala, que mascavam uma resina extraída de uma árvore denominada chicle com a finalidade de estimular a salivação. Outros, que o hábito surgiu entre os Maias, no México, que mascavam uma goma obtida de um látex que escorria de cortes de uma árvore conhecida como sapodilha, hábito que os Astecas
posteriormente assimilaram.

Industrialmente, a produção do chiclete iniciou-se em 1872 quando o americano Thomas Adams Jr
iniciou a venda de pedaços de cera parafinada com alcaçus.

O sucesso do produto foi enorme. Através do cinema americano o hábito de mascar chicletes espalhou-se pelo mundo. No Brasil, a fabricação e a venda do produto iniciou-se em 1945
.

Chicletes: Uso medicinal

Actualmente, são produzidos alguns chicletes que, se usados, possibilitam que uma determinada substância na sua composição, actue no organismo do individuo, de modo a proporcionar algum benefício medicinal. É o caso de alguns chicletes que objectivam a extinção do hábito de fumar, e de outros que proporcionam a limpeza dos dentes.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

Os dentes


Dente é uma estrutura óssea composta por polpa, dentina e esmalte que se projecta do maxilar ou da mandíbula em todos os craniados. É usado primariamente para a digestão mecânica de partículas de alimento.

Alternativamente, os dentes são utilizados pelo animal como instrumentos de auto-defesa ou de ataque.

Os mamíferos têm dentes altamente diferenciados adaptados a diferentes tipos de alimentação. Além disso, os seus dentes são substituídos de uma forma mais simples, durante as primeiras fases da vida do animal, uma característica denominada difiodontia.

Como os dentes são estruturas que se conservam facilmente, as suas características são muito importantes para identificar fósseis, em paleontologia e arqueologia. Os diferentes tipos de dentes dão igualmente informação sobre a filogenia das espécies.

Dentição humana

Um adulto tem normalmente 32 dentes, dezasseis em cada maxilar. Os quatros incisivos, localizados bem na frente, cortam pedaços de comida não muito duros. Junto deles, estão os dois caninos, um de cada lado. Por serem pontiagudos, servem para cortar e perfurar. Os incisivos e os caninos preparam uma quantidade de alimento para entrar na boca. A tarefa seguinte fica para os quatro pré-molares e seis molares: além de cortar, esmagam e trituram o alimento.

Entre os seis meses e os três anos, toda a dentição humana temporária, também chamada "de leite" ou decídua, está formada. Ela é trocada dos seis aos onze anos. O último a cair é o segundo molar decíduo (de leite). O siso - o terceiro molar - costuma aparecer aos 21 anos; por isso ficou conhecido como "dente do juízo".

Cuidados com os dentes

Os dentes devem ser escovados após qualquer refeição, ao acordar e antes de dormir. O uso regular de fio dental também é necessário uma vez que a escova não alcança as ameias interdentais. Usado criteriosamente uma vez ao dia é o suficiente para a maioria das pessoas. O horário mais recomendado é antes de dormir, mas pode ser usado no horário que se achar mais adequado.

A água das cidades devia ser tratada com flúor e isso seria dever do Estado.

O profissional que cuida dos dentes é o cirurgião-dentista, estomatologista,  popularmente conhecido como dentista.
Ele deve ser visitado pelo menos duas vezes por ano.

Mascar chiclete por mais de vinte minutos num dia cansa a mandíbula e pode estragar os dentes. Mascar chiclete sem açúcar por alguns minutos, entretanto, estimula a secreção da saliva e ajuda a limpar os dentes. Esta é entretanto uma questão controvertida.
Nos chicletes sem açúcar há geralmente o xilitol, substância que previne a cárie.

Principais doenças que acometem os dentes

Cárie e doença periodontal ou periodontite.

A cárie é uma doença degenerativa de origem multifactorial que destrói os dentes. O seu principal agente etiológico é o Estreptococos mutans. A sua acção dá-se através da decomposição dos açúcares e a sua transformação em ácidos que corroem a porção mineralizada dos dentes. O flúor age inibindo esse processo. Além disso, quando não se escova os dentes correctamente e neles deixamos restos de alimentos, as bactérias que vivem na boca vão aderir a esses restos formando a placa bacteriana. Na placa, elas vão transformar o açúcar dos restos de alimentos em ácido, que por sua vez vai corroer o esmalte do dente formando uma cavidade, que é a cárie propriamente dita.

A cárie precisa ser retirada, para isso raspa-se o dente afectado e coloca-se no lugar uma resina branca, amálgama de prata, ou outro material.
A raspagem do dente cariado é um processo simples, por vezes muito desconfortável.
O dente cariado pode ser perdido se não for tratado a tempo.

Como se forma a cárie dentária

As bactérias que se encontram normalmente na nossa boca transformam os restos de alguns alimentos nos dentes em ácidos; tais ácidos, formados por um processo de fermentação, atacam o esmalte do dente (a parte branca)  corroendo-o e provocando a cárie e a inflamação da gengiva.

Os sintomas

No início a cárie não causa dor porque só atinge o esmalte, que é a camada mais dura e menos sensível do dente; se não é tratada, a cárie avança em direcção à dentina, camada mais profunda e sensível à dor; posteriormente, avança até à região do nervo do dente, causando a inflamação do mesmo (pulpite) e intensa dor. O que já era mal poderá ficar pior, caso não seja efectuado o tratamento adequado: poderão surgir abcessos dentários (bolsas de pús) e lesões ósseas.

Como evitar a cárie

Escovar intensivamente os dentes usando pastas dentais com flúor após as refeições. Escovar os dentes com a técnica correcta, pois além de limpar os dentes, massaja-se a gengiva; assim ter-se-há dentes e gengivas saudáveis. Usar o fio dental após as refeições e principalmente antes de dormir; o fio dental remove os restos de comida e a placa bacteriana, nos locais onde a escova não chega. Evitar o consumo frequente de bebidas ou alimentos açucarados, principalmente aqueles que agridem os dentes; se o consumo excessivo de açúcar não pode ser evitado, procurar fazê-lo logo após as refeições, escovando os dentes logo de imediato. Comer alimentos ricos em fibras, como cenoura, maçã, pepino, rabanete, e verduras em geral; eles são considerados "detergentes" naturais, pois estimulam mais a salivação e contribuem para a diminuição da acidez da boca. Dever-se-há procurar o médico dentista pelo menos uma vez ao ano; este poderá detectar inícios de cáries e dar orientações quanto às técnicas de escovagem, uso de flúor, etc.

Doença periodontal é uma doença que acomete os tecidos de suporte dos dentes.
Os tecidos começam a ficar moles e os dentes caem...
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O Rio Nilo

O Nilo é um rio africano que nasce no lago Vitória e desagua no Mar Mediterrâneo. Foi revelado numa pesquisa recente que o Nilo é o segundo maior rio do mundo em extensão com 6.695 km, perdendo apenas para o Rio Amazonas, no Brasil, que tem 6.868 km.

Está no nordeste da África e a sua bacia hidrográfica abrange 3 milhões de km². O rio nasce dum curso de água de Burundi, com o nome de Kagera, e depois lança-se no lago Vitória, do qual sai denominado Nilo Vitória, no Uganda. Atravessa o lago Kioga e depois o lago Mobutu, recebendo então o nome de Bahr el-Gebel.

O Nilo, desde tempos imemoriais, é a base de tudo para as populações ribeirinhas. Era o Nilo que fornecia a água necessária à sobrevivência e ao plantio do Egipto. No período das cheias as águas do rio Nilo transbordavam o leito normal cerca de 20 km e inundavam as margens, depositando aí uma camada riquíssima de húmus (1), aproveitada com sabedoria pelos egípcios logo que o período de enchente (2) passava, aproveitando ao máximo o solo fértil para o cultivo.

(1) - Húmus é, na agricultura, o material depositado no solo, resultante da decomposição de matéria viva (como animais e plantas). O processo de formação do húmus é chamado humificação, e pode ser natural, quando produzido espontaneamente por bactérias e fungos do solo (os organismos saprófitos), ou artificial, quando o homem induz a produção para utilizar o húmus como composto (a compostagem), fertilizante para plantas.
Na formação do húmus há libertação de diversos nutrientes, mas é de especial importância a libertação de nitrogénio (azoto).

(2) - Enchente é uma situação natural de transbordamento de água do seu leito natural, qual seja, ribeiros, riachos, lagos, rios, mares e oceanos provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas.
Quando este transbordamento ocorre em regiões sem ocupação humana, a própria natureza encarrega-se de absorver os excessos de água gradativamente, gerando danos mínimos ao ecossistema.
Quando o transbordamento se dá em áreas habitadas de pequena, média ou grande densidade populacional, os danos podem ser pequenos, médios, grandes ou muito grandes, de acordo com o volume de águas que saíram do leito normal e de acordo com a densidade populacional.
Fonte: Wikipédia
 
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2005

O Rio Amazonas


O rio Amazonas é um rio sul-americano que nasce na Cordilheira dos Andes, no lago Lauri ou Lauricocha, no Peru e desagua no Oceano Atlântico,  junto à Ilha do Marajó, no Brasil. E ao longo do seu percurso ele tem os nomes de Tunguragua, Marañon, Ucayali, Solimões e finalmente Amazonas.

Uma pesquisa recente revelou que o Amazonas tem um comprimento de 6.868 Km e mais de 1.000 afluentes, é portanto maior que o Nilo com os seus 6.695 Km de extensão, sendo então o mais longo rio do mundo. A sua bacia hidrográfica é a maior do mundo, com uma superfície de aproximadamente 7 milhões de km². O Amazonas é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um volume de água cerca de 56 vezes o do rio Nilo.

Geografia

A quantidade de água doce lançada no Atlântico é gigantesca: cerca de 190.000 m³/s, na estação de chuvas, ou um quinto de toda a água fluvial do planeta. Na verdade, o Amazonas é responsável por um quinto do volume total de água doce que desagua nos oceanos em todo o mundo. Diz-se que a água ainda é doce mesmo a quilómetros de distância da costa, e que a salinidade do oceano é bem mais baixa que o normal 150 km mar adentro.

O Amazonas, que pode ter 40 km de largura em períodos de cheia, é navegável por navios oceânicos de porte médio até Iquitos, a 3.500 km (2.300 milhas)  do mar.

Fauna e flora

Toda a fauna da selva tropical húmida sul-americana está presente na Amazónia.
A Amazónia é uma região na América do Sul, definida pela bacia do rio Amazonas e coberta em grande parte por floresta tropical (que também é chamada Floresta Equatorial da Amazónia ou Hiléia Amazónica). A floresta estende-se por nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

Os cientistas afirmam que ali existem inúmeras espécies de plantas ainda sem classificação, milhares de espécies de pássaros, inúmeros anfíbios e milhões de insectos.

Desde os insectos até aos grandes mamíferos como o puma, a denta e os veados, répteis como tartarugas, caimãs e víboras também ali habitam. Há pássaros e peixes de todas as espécies, plumagens e peles. Nas rias ao longo do Amazonas floresce a planta Vitória Régia, cujas folhas circulares chegam a ter mais de um metro de diâmetro.

É tão amplo o seu número de espécies de peixes e plantas aquáticas que enumerar todas seria impossível.

Para todos os aficionados da aquariofilia, trata-se da fonte que proporciona a maior quantidade de espécies de peixes que hoje em dia povoam os comércios e aquários de todo o mundo.

Pulmão do planeta

Cientificamente, trata-se de um equívoco chamar as florestas tropicais de "Pulmão do planeta". Há vários motivos para isso, como por exemplo:

  • O pulmão é um órgão que absorve oxigénio e elimina gás carbónico, ou seja, "produz" gás carbónico.

  • Outro facto é que a maior parte da produção do oxigénio que respiramos provém de microorganismos (algas e cianofíceas) e que a sua produção de oxigénio por fotossíntese supera em muito o seu consumo pela respiração. Enquanto que nas florestas tropicais o oxigénio produzido pela fotossíntese durante o dia (fase clara) é consumido em grande parte à noite (fase escura) pela respiração das mesmas. Apenas florestas que ainda estão em desenvolvimento produzem mais oxigénio do que consomem, e as florestas tropicais na sua grande maioria já estão em processo de estabilidade ecológica.

Portos

Os portos mais importantes do rio Amazonas ficam nas cidades de Iquitos, no Peru, Letícia na Colômbia e Manaus no Brasil.

Estrada

Um pouco ao sul do Amazonas está a Estrada Transamazónica, como um longo canal de poeira e barro, resultado de uma das aventuras mais ousadas jamais tentadas na maior de todas as regiões florestais do mundo. A estrada imita o curso do rio Amazonas, pois avança em forma paralela a este. Tem, de acordo com os números oficiais, cinco mil quilómetros de comprimento, apesar de estar invadida pela floresta em vários trechos. A estrada, iniciada no período da ditadura militar, nunca fez jus aos biliões de dólares, nem às esperanças de desenvolvimento, depositadas nela, mas foi uma grande indutora da devastação ao longo de seu curso.

Desnível nos últimos quilómetros

O rio Amazonas, cujo curso é muito plano (20 m de desnível nos últimos 1.500 quilómetros) antes da sua foz, constitui um caso muito especial de Marés oceânicas. Na região do rio Amazonas, tais marés são conhecidas como pororoca, e são uma atracção turística. Os primeiros resultados de uma investigação realizada por instituições brasileiras associadas ao programa HiBAm (Hidrologia da bacia amazónica) permitem entender melhor a influência da maré no funcionamento hidrodinâmico do Amazonas ao se aproximar do oceano e, de maneira mais particular, medir o seu impacto nas pulsações do caudal do rio e no transporte de sedimentos em direcção ao oceano.

[ A pororoca, é um fenómeno natural que conjuga beleza e violência no encontro das águas do mar com as águas do rio. A pororoca que ocorre na região Amazónica, principalmente na foz do seu grandioso e mais imponente rio, o Amazonas, é formada pela elevação súbita das águas junto à foz, provocada pelo encontro das marés ou de correntes contrárias, como se estas encontrassem um obstáculo que impedisse o seu percurso natural. Quando ultrapassa esse obstáculo, as águas correm rio adentro com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora, subindo a uma altura de 3 a 6 metros. ]

Grupos indígenas

No território ao longo do rio Amazonas moram inúmeros grupos nativos precedentes originalmente do Peru, da Colômbia e do Brasil.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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O Chiado e o Incêndio


São muitas as hipóteses para a palavra Chiado, usada desde 1567, uma das mais interessantes refere-se ao chiar das rodas das carroças que subiam as íngremes vertentes. Uma segunda refere-se à alcunha ao poeta do século XVI, António Ribeiro, "O Chiado".

Área da cidade de Lisboa, tradicionalmente conhecida pelas suas ligações intelectuais, encontram-se aí várias estátuas de figuras literárias. Fernando Pessoa, um famoso poeta português do século XIX e XX, está sentado a uma mesa no exterior do Café A Brasileira.

O nome "Chiado" é por vezes usado para designar apenas a Rua Garrett, a principal artéria comercial, que recebeu o nome do escritor e poeta Almeida Garrett. A rua que desce do Largo do Chiado para a Baixa, é bem conhecida pelas suas lojas, cafés e livrarias. A zona, devastada pelo fogo está a ser restaurada gradualmente.

No Largo do Chiado erguem-se duas igrejas barrocas: a italiana, Igreja do Loreto, no lado norte, e a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, em frente, com as paredes exteriores parcialmente decoradas com azulejos.

O Incêndio do Chiado

A 25 de Agosto de 1988 deflagrou um desastroso incêndio numa loja da Rua do Carmo, que liga a Baixa ao Bairro Alto. Os carros de bombeiros não conseguiram entrar na rua, reservada aos peões, e o fogo propagou-se para a Rua Garrett. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos edifícios do século XVIII. Os piores estragos foram na Rua do Carmo. O projecto de renovação agora completo, preservou muitas fachadas originais e foi dirigido pelo arquitecto português Siza Vieira.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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