Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

A Sibéria

 
A Sibéria - localização -
 
 A Sibéria - localização -
 
 

A Sibéria é uma vasta região da Rússia e do Norte do Kazaquistão, integralmente no norte da Ásia, estendendo-se dos Montes Urais ao Oceano Pacífico, e para sul desde o Oceano Árctico até aos montes do centro-norte do Kazaquistão e até à fronteira com a Mongólia e China.
 
 
História da Sibéria
 
A conquista e colonização da Sibéria pelos cossacos (habilidosos cavaleiros do Sul da Rússia que surgiram no século XVI para defender o Império Russo), e pelos russos, feita no século XVI, em geral, têm muitos paralelismos com a conquista do Oeste americano: um povo europeu tecnologicamente mais desenvolvido invade territórios ancestralmente ocupados por povos nómadas, com menos sofisticação tecnológica e um estilo de vida, tradições e maneira de olhar para o mundo, muito diferentes das do povo invasor, armado também com a sua cultura judaico-cristã. O resultado inevitável é a derrota militar dos povos com menor potencial tecnológico, que traz consigo uma assimilação cultural em grande medida feita pela força. Todos os povos europeus que se expandiram pelo mundo, derrotando militarmente as culturas autóctones de menor potencial tecnológico, utilizaram alguns aspectos mais diferentes das culturas locais como pretexto para a sua classificação como inferior, justificando assim não só a dominação mas todo o tipo de desmandos que chegaram mesmo à escravatura e ao genocídio. Os russos na Sibéria não foram excepção.
 
Entre os traços culturais usados para justificar a dominação e a assimilação dos povos siberianos contam-se em lugar de destaque os ritos funerários. Devido à dificuldade em abrir campas com os instrumentos de que dispunham em solo gelado ou encharcado, as culturas siberianas não enterravam os seus mortos. Os koryaques e os chukchis (nómadas e caçadores de renas da Sibéria; vivem em tendas de pele de rena, muito bem vedadas para reter o calor), dissecavam os mortos. Os yukaghires desmembravam-nos e depois distribuíam as várias partes, já secas, pelos familiares mais próximos. Estes pedaços do ente querido eram apelidados de "avós", funcionando como amuletos. Os kamchadales, pelo seu lado, tinham em mente as necessidades de transporte no Além: davam os cadáveres a comer aos cães, para que os falecidos tivessem uma boa equipa de cães a puxar-lhes o trenó.
 
Os russos, presos às suas tradições cristãs, viam estes povos como "bárbaros". Curiosamente, nesta mesma altura (séculos XVII e XVIII), a Europa ocidental olhava para o czar (título usado pelos monarcas da Rússia Imperial entre 1546 e 1917) e os seus súbditos, de uma forma semelhante.
 
No entanto, os cossacos rapidamente aprenderam que lhes sairia muito caro desprezar toda a experiência acumulada pelos siberianos ao longo das muitas gerações que levaram a encontrar as melhores soluções de sobrevivência no clima agreste da Sibéria e na escassez local de recursos.
 
Um dos aspectos onde eles rapidamente adoptaram os costumes locais foi na alimentação, e muita dela chegou aos nossos dias.
 
Os ostyaques e voguls, por exemplo, bebiam o sangue fresco das renas e, quando tal não era possível, aproveitavam-no para fazer panquecas ou para engrossar a sopa. O peixe geralmente era comido cru, e para acompanhar bebia-se seiva de bétula. Os quirguizes, buriates e yakutes adoravam kumis - nada mais, nada menos, que leite de égua fermentado. Os yakutes orgulhavam-se particularmente do seu "alcatrão de leite" (não sendo a tradução fiável). Trata-se de uma mistura cozida de carne, peixe, raízes, ervas e casca de árvores. Tudo isto era bem triturado e misturado, juntando-se-lhe depois farinha e leite.
 
Mas o grande pitéu dos siberianos era a rena, no que não se distinguiam de todos os outros povos do Árctico.
 
Os nómadas da tundra aproveitavam tudo daqueles animais: os globos oculares eram comidos como em Portugal se comem azeitonas, os lábios e orelhas eram especialmente apreciados e até o conteúdo semi-digerido dos intestinos (fibras de plantas) era utilizado para fazer "pudins negros" (os outros ingredientes eram a gordura e o sangue coagulado).
Fonte: Wikipédia.
Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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5 comentários:
De Fallen Angel a 19 de Junho de 2006 às 09:47
Olá Lipe, vim dar-te aqui um beijo de bom dia e qual é a minha surpresa quando oiço a musica mais linda de Rodrigo Leao, pois adoro esta musica, amo-a mesmo.
Fico contente ao saber que gostaste que eu te chamasse de Lipe, acho-o engraçado e ainda bem que também gostaste.
Não sei se utilizas o msn mas gostava de falar contigo por lá, se pudesse ser, se for possivel, manda-me um mail ou comenta no meu blog a dizer alguma coisa.
Beijocas fofas.


De soaresesilva a 19 de Junho de 2006 às 15:52
Fiquei impressionada com os hábitos dos siberianos, perfeitamente naturais no ambiente em que vivem mas muito estranhos para nós. Ainda bem que não faço tenção de ir à Sibéria porque seria incapaz de tocar naqueles petiscos... Gostei muito do lindo comentário que deixaste no nosso blog sobre as férias. Eu, de há uns anos para cá, por questões familiares, também tenho de me contentar com os arredores do local onde vivo.


De Cöllyßry a 19 de Junho de 2006 às 17:38
Passei e deixo meu doce olhar...
Cõllybry


De Martuxa a 19 de Junho de 2006 às 23:28
Sim senhor =)
Boa semana
Sorrisos e beijinhos


De arodla2006 a 21 de Junho de 2006 às 14:46
Sempre me levas a passear nos teus artigos desta vez consigo fiquei com uma vontade muito grande de voltar a ver o filme que tenho depois de muita dificuldade para o encontar, e mais tarde gravei da televisão e legendado em Português o filme A Águia das Estepes conta a história de amizade vivida entre um oficial do exército russo e um caçador nómada asiático.
Nas estepes da Sibéria, no limiar do sec. XX, um jovem oficial czarista chefia uma expedição cartográfica tendo como guia um velho caçador de uma tribo local. Originários de universos diferentes, os dois homens acabam por estabelecer uma profunda amizade fruto da sua vivência, vulnerabilidade e resistência ante uma natureza adversa e imensa.É um filme de Akira Kurosawa e chama-se Derzu Uzala que pena que filmes tão bonitos não passem mais vezes na televisão.
Boa quarta-feira
Beijinho
Aldora


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