Segunda-feira, 12 de Junho de 2006

A Locomotiva

 
Uma locomotiva é um veículo ferroviário que fornece a energia necessária para a colocação de um comboio ou trem em movimento; as locomotivas não têm capacidade de transporte própria, quer de passageiros, quer de carga. No entanto, alguns comboios, possuem unidades (carruagens) mistas auto-alimentadas que também servem principalmente, para o transporte de pessoas; a essas carruagens, no entanto, não se dá normalmente o nome de locomotiva.
 
Existem muitas razões para que ao longo dos tempos se tenha isolado a unidade fornecedora de energia do resto do comboio:

Facilidade de manutenção  – é mais fácil a manutenção de um único veículo;
Segurança  – existe mais facilidade de afastar a fonte de energia dos passageiros, em caso de perigo;
Fácil substituição da fonte de energia  – em caso de avaria, só existe a necessidade de substituir a locomotiva e não todo o comboio;
Eficiência  – os comboios fora de circulação, gastam menos energia quando há necessidade da sua movimentação;
Obsolência  – Quando a unidade de energia ou as unidades de carga se tornam obsoletas não é necessária a substituição de todos os elementos.
 
É comum classificarem-se as locomotivas conforme os seus meios de propulsão. Os mais comuns incluem:
 
 
Vapor
 
Locomotiva a vapor
Locomotiva a vapor
  
As primeiras locomotivas apareceram no século XIX, eram propulsionadas por motores a vapor. A locomotiva a vapor, foi sem dúvida, o mais popular tipo de locomotiva até ao fim da Segunda Guerra Mundial.
 
A primeira locomotiva a vapor foi construída por Richard Trevithick e fez o seu primeiro percurso em 21 de Fevereiro de 1804, no entanto, muitos anos teriam que passar, até que as locomotivas se tornassem num meio de transporte prático e economicamente rentável.
 
O recorde absoluto de velocidade de uma locomotiva a vapor foi obtido em Inglaterra. A locomotiva atingiu a velocidade de 203 Km/hora num percurso ligeiramente inclinado. Velocidades semelhantes foram também atingidas na Alemanha e nos EUA.
 
Antes do meio do século XX, as locomotivas eléctricas e a diesel começaram a substituir as máquinas a vapor. No fim da década de 1960, a maioria dos países já tinha substituído a totalidade das locomotivas a vapor em serviço. Outros projectos foram desenvolvidos e experimentados, como as locomotivas com turbinas a gás, mas muito pouco utilizados.
 
No fim do século XX na América do Norte e na Europa, já só existiam locomotivas a vapor em uso regular, com fins turísticos ou para entusiastas do comboio. No México o vapor, manteve-se com uso comercial até ao fim da década de 1970. As locomotivas a vapor continuam a ser usadas regularmente na China onde o carvão é muito mais abundante do que o petróleo. A Índia trocou o vapor pelo diesel e pela electricidade na década de 1990. Em algumas zonas montanhosas o vapor continua a ser preferido ao diesel, por ser menos afectado pela reduzida pressão atmosférica.
 
 
Diesel-mecânico
 
As locomotivas a diesel diferem na forma como a energia é transmitida do motor às rodas. A forma mais simples é a transmissão por caixa de velocidades, como a usada nos automóveis. Às locomotivas que usam este sistema chamam-se "Diesel mecânicas".
 
No entanto tornou-se impraticável construir caixas de velocidades que aguentassem a potência de 400 cavalos sem partir, embora tenham sido feitas muitas tentativas para o efeito. Portanto este tipo de transmissão é apenas aplicável a locomotivas de baixa potência e a comboios de unidades múltiplas.
 
 
Diesel-eléctrico
 
Locomotiva a diesel eléctrica 
Locomotiva a diesel eléctrica
  
A forma mais comum de transmissão é a eléctrica; as máquinas que a usam são chamadas de diesel eléctricas. Com este sistema, o motor diesel transmite energia a um gerador ou alternador que por sua vez transmite essa energia às rodas por meio de um motor eléctrico. Para todos os efeitos, trata-se de uma locomotiva que "carrega" a sua própria estação geradora. As primeiras "diesel-eléctricas"  eram usadas principalmente para movimentar vagões e carruagens nas estações. A primeira terá sido posta a circular em 1924. A locomotiva a cima é diesel eléctrica e não diesel mecânica.
 
 
Diesel-hidráulica
 
Como alternativa, as locomotivas "diesel-hidráulicas"  usam uma transmissão hidráulica para transmitir a energia do motor diesel para as rodas; essa energia é transmitida às rodas por meio de um mecanismo chamado "torque-converter", que consiste em 3 partes: duas rodam, a terceira é fixa e todas trabalham dentro de uma caixa estanque cheia de óleo. Através de uma bomba, o óleo é forçado a sair movimentando uma turbina que por sua vez faz movimentar as rodas. O óleo é depois bombeado novamente para dentro da caixa, recomeçando o circuito.
 
 
Turbina de gás
 
As locomotivas propulsionadas por ‘’turbina de gás’’ foram desenvolvidas em muitos países nas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial e usavam motores tipo jacto. O método de transmitir a potência às rodas envolve uma transmissão eléctrica, semelhante à usada nas locomotivas ‘’diesel-eléctricas’’ – as turbinas, trabalhando a uma velocidade constante, accionam um gerador que alimenta grandes motores eléctricos que por sua vez, fazem mover as rodas.
 
As turbinas a gás, são muito potentes mas muito barulhentas. A sua eficiência é muito baixa, mas ao princípio isso não era um problema porque o combustível era muito barato, designadamente o petróleo bruto “bunker C”. No entanto, este petróleo barato desapareceu, quando as refinarias conseguiram um método de o refinar. Depois da crise do petróleo dos anos 70 e o consequente aumento do preço dos combustíveis, as locomotivas a turbina de gás tornaram-se pouco económicas e muitas foram retiradas de serviço, sendo hoje raramente usadas.
 
 
Eléctricas
  

TGV - comboios de alta velocidade
TGV - comboios de alta velocidade
  
As locomotivas eléctricas são alimentadas externamente, seja por meio de catenárias ou por um terceiro carril. Embora o custo de electrificação de uma linha seja muito dispendioso, a operação dos comboios eléctricos é significativamente mais barata do que os movidos a diesel, isto para além de terem uma capacidade superior de aceleração e de travagem, o que os torna ideais para o transporte de passageiros em zonas populacionais densas. Praticamente todos os comboios de alta velocidade usam locomotivas eléctricas porque não seria fácil transportar a bordo a quantidade de energia necessária para tão alto desempenho.
 
Embora a maior parte dos sistemas ferroviários eléctricos operem com corrente contínua, existem ainda muitos que utilizam a corrente alternada, designadamente na África do Sul, na Espanha, Reino Unido e Holanda (1500 V), Bélgica, Itália e Polónia (3000 V) e Alemanha, Áustria, Suiça, Noruega e Suécia (15kV/16⅔Hz).
 
 
Levitação magnética
  
Maglev - Comboios por levitação magnética
Maglev - Comboios por levitação magnética
  
A mais recente tecnologia aplicada a locomotivas é a levitação magnética. Estes comboios alimentados por electricidade, possuem um motor aberto especial que faz flutuar o comboio acima da linha, sem necessidade de utilização de rodas, o que reduz a fricção apenas ao contacto do comboio com o ar. Existem muito poucos sistemas de Maglev em operação dado o seu custo ser muito elevado. O Maglev experimental japonês atingiu a velocidade de 552 km por hora.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Publicado por: Praia da Claridade às 00:00
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6 comentários:
De jo a 12 de Junho de 2006 às 07:44
É um dos meios de transporte que mais aprecio. Fiz uma viagem na linha do Douro, que não mais esquecerei.
Abraço


De soaresesilva a 12 de Junho de 2006 às 16:23
Sempre gostei muito de viajar de comboio e é claro que sou do tempo das locomotivas a vapor. Acho um disparate os nossos diversos Governos não se terem empenhado em desenvolver mais a nossa rede ferroviária. Parecia-me que era mais rentável e melhor para o ambiente que as mercadorias fossem transportadas por comboio e não enchessem tanto as estradas. O mesmo se diga para o transporte de passageiros.


De Maria Elisa a 12 de Junho de 2006 às 21:41
Olá amigo Filipe!pois para comentar sobre comboios!..Pois como é devertido,ver as novas tecnologias,mas continuo admirar as belezas antigas,pois temos as que sobem o Douro pela encosta fora,já tive ocasião de ver, pois muitas vezes estavamos a Pescar na Régua e vias passar,sobre as novas,são admiráveis e consegem levarnos em curto espaço de tempo vem longe,pois o tempo de chegar-mos todos negros do carvão já vai distante mas continuo a gostar,como dos velhos carros elétricos!pois sou de uma Cidade que fez História dos mesmos.
Amigo Filipe um bom começo de semana,e um beijinho da amiga.
Maria Elisa


De ACACIO SIMÕES a 12 de Junho de 2006 às 22:40
Estive agora a pensar(porque eu penso muito devagarinho) e disse cá com os meus botões" queres lá ver que o amigo Filipão ficou chateado por eu ter posto as piadas de brasileiro na praia? "
Espero que não, mas se for caso disso apresento as minhas sinceras desculpas.
Como o meu amigo não tem aparecido...pus-me a pensar ...(como já disse muito devegarinho).
Um grande abraço deste Atónito.


De Cöllyßry a 13 de Junho de 2006 às 17:05
Olá...Gostar mesmo gosto dos antigos, mas para rapidez realmente são mesmo os actuais...
Meu esvoaçar...
Cõllybry


De aldoramira a 13 de Junho de 2006 às 21:08
Olá a primeira vez que fui a França, fui sozinha de comboio, e tive que mudar de comboio para chegar ao destino final. Fui bastante tempo que nem uma cachorra de cabeça de fora da janela, avisaram-me uns imigrantes, que ia ficar toda suja e na verdade fiquei com a cara toda negra, do Diesel. Fui a casa de banho e saio uma gota de água que ainda a sujou mais, nesse tempo nem sonhava vir a existir TGV , já era tão bom viajar mesmo ficando toda suja. Beijinhos Aldora


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