Terça-feira, 25 de Abril de 2006

A Revolução dos Cravos

 
Revolução dos Cravos - 25 de Abril de 1974 - PORTUGAL
 
 
 

O levantamento militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante o movimento popular que rapidamente apoiou os militares. Este levantamento é conhecido por 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução devolveu a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" ao feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).
 

Precedentes
 
Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominado-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcello Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.
 
Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever de imparcialidade.
 
O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE  (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), mais tarde DGS  (Direcção-Geral de Segurança) e, no início, PVDE  (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), que perseguia os opositores do regime. De acordo com a visão da história dos ideólogos do regime, o país manteve uma política baseada na manutenção das colónias do "Ultramar", ao contrário da maior parte dos países europeus que então desfaziam os seus impérios coloniais. Apesar da contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.
 
Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava no monopólio do mercado português por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a alusão de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, o que estimulou a emigração. Nota-se, contudo, um certo desenvolvimento económico a partir desta década.
 

Preparação
 
A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.
 

Movimentações militares durante a Revolução
 
No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
 
Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que espoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
 
O segundo sinal foi dado às 0h 20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“ de José Afonso, pelo programa Limite da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início da operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
 
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
 
No Norte, uma força do CICA-1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. E forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
 
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então comandante Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado à primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
 
A revolução, apesar de ser frequentemente qualificada como "pacífica", resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.

 
Cravo
 
O cravo tornou-se no símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.
 

Consequências
 
No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D:  Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
 
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política  (PIDE/DGS) e da censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Logo no dia 25 foram libertados os presos políticos da Prisão de Caxias. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de 500 000 pessoas.
 
Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta entre a esquerda e a direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
 
A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.
 
O 25 de Abril visto 30 anos depois
 
O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, embora as divisões estejam limitadas aos estratos mais velhos da população que viveram os acontecimentos, às facções políticas dos extremos do espectro político e às pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais. Em geral, os jovens não se dividem sobre o 25 de Abril.
 
Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa em relação ao 25 de Abril.
 
Quase todos, com muito poucas excepções, consideram que o 25 de Abril valeu a pena. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se foram perdendo. As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização foi feita e lamentam as nacionalizações.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sinto-me:
Publicado por: Praia da Claridade às 00:09
Link do post | comentar
15 comentários:
De Paola Vannucci a 25 de Abril de 2006 às 02:55
hahahahahaahahahaha, sinto-me brasileiríssima, hahahahahahaahahahahayha

Olha hoje e na semana passada li sobre este dia 25 de abril, mas nada tão envolvente quanto a sua esplanação, meu querido, o que vc é, um professor, historiador, estou facinada.
Mas condeno e muito o Regime Militar, condeno todas as atrocodades que os canalhas causaram em famílias honestas, condenam aqueles que calaram muitos pais de família.........




Viu hoje não me atrasei,,,,,


bjsssss

Paola


De Paola Vannucci a 25 de Abril de 2006 às 02:55
hahahahahaahahahaha, sinto-me brasileiríssima, hahahahahahaahahahahayha

Olha hoje e na semana passada li sobre este dia 25 de abril, mas nada tão envolvente quanto a sua esplanação, meu querido, o que vc é, um professor, historiador, estou facinada.
Mas condeno e muito o Regime Militar, condeno todas as atrocodades que os canalhas causaram em famílias honestas, condenam aqueles que calaram muitos pais de família.........




Viu hoje não me atrasei,,,,,


bjsssss

Paola


De Paola Vannucci a 25 de Abril de 2006 às 02:55
hahahahahaahahahaha, sinto-me brasileiríssima, hahahahahahaahahahahayha

Olha hoje e na semana passada li sobre este dia 25 de abril, mas nada tão envolvente quanto a sua esplanação, meu querido, o que vc é, um professor, historiador, estou facinada.
Mas condeno e muito o Regime Militar, condeno todas as atrocodades que os canalhas causaram em famílias honestas, condenam aqueles que calaram muitos pais de família.........




Viu hoje não me atrasei,,,,,


bjsssss

Paola


De Paola Vannucci a 25 de Abril de 2006 às 02:56
hahahahahaahahahaha, sinto-me brasileiríssima, hahahahahahaahahahahayha

Olha hoje e na semana passada li sobre este dia 25 de abril, mas nada tão envolvente quanto a sua esplanação, meu querido, o que vc é, um professor, historiador, estou facinada.
Mas condeno e muito o Regime Militar, condeno todas as atrocodades que os canalhas causaram em famílias honestas, condenam aqueles que calaram muitos pais de família.........




Viu hoje não me atrasei,,,,,


bjsssss

Paola


De amigona a 25 de Abril de 2006 às 07:45
Viva o 25 de Abril!

A história do cravo não é esta...

Depois eu conto....


De ciloca a 25 de Abril de 2006 às 16:31
Gostaria de saber a verdadeira história do cravo, pois se nós que vivemos na época já não a sabemos o que será daqui a centenas de anos quando os nossos historiadores quiserem referir-se ao crvo, que deu nome á revolução"Revolução dos cravos".A verdade sobre o cravo é urgente, e não é de somenos, pois os cravos deram o nome ao movimento.Penso até que era de justiça saber o nome da florista que teve o primeiro gesto ou do soldado.


De Sindarin a 25 de Abril de 2006 às 10:51
Olá meu querido amigo! Tou zangada ñ contigo... mas porque de 25 de Abril já resta pouco. Foi por isso k ñ fiz nada de especial no meu blog, mas adorei este teu post e sobretudo a fotografia. Espero k te sintas melhor. Adoro sempre tudo o k fazes porque acho interessantíssimo e sei k pões todo o teu carinho nisso. Também eu me sentirei portuguesa sempre, só estou um pouquito desiludida. Um grande Bj Bom Feriado e boa semana


De isa&luis a 25 de Abril de 2006 às 11:17
Bom dia Viva Portugal!

Apesar de nos sentir-mos desiludidos, nao esquecemos que somos Portugueses.

Obrigada pelo momento!

Um bom feriado para ti

Beijinhos

Isa


De soaresesilva a 25 de Abril de 2006 às 13:22
Vivo ainda hoje todos esses momentos que tão bem explcados estão no teu artigo. Primeiro foi a incerteza: donde vinha este golpe? Da extrema direita ou da esquerda. Mas logo as canções que faziam passar na rádio no esclareceram. E uma grande alegria se instalou entre todos os que queriam viver em liberdade!


De Vô-Zé a 25 de Abril de 2006 às 19:03
Fiz a pontezinha e fui dar uma volta, cá estou.
Já lá vão 32 não é verdade?
A minha filha, muito pequenita, no primeiro comício a que assistiu, de tão baralhada que estava deu vivas à Pide.
Episódio q não esqueço.


De mariaelisaramos@sapo.pt a 25 de Abril de 2006 às 20:51
Viva Amigo Filipe!Neste dia que para mim como Portuguesa que sou do coração,não poderia passar sem lhe dar,o meu comentário,são 32 Anos mas espero ser viva para assistir a muitos mais,embora com algumas arestas para afinar nesta nossa democracia,mas que eu muito prezo,e dou palmas a esse grande Homem chamado Capitão SALGUEIRO MAIA,a história nem sempre respeita os herois,mas a memória do Povo não esquece, quem deles gosta essa é a verdade,espero Amigo Filipe um bom feriado com saúde,e algums cravos vermelhos!se essa for a sua vontade.
Beijinhos amigo Filipe da amiga.
Maria Elisa


Comentar Artigo

FILIPE FREITAS

Pesquisar neste blog

 

Figueira da Foz
PORTUGAL




Os meus outros cantinhos
Clique nas duas imagens:
 



  Clique na imagem seguinte
        para ver o vídeo do

    Mar da Figueira da Foz


       Fonte Luminosa
       Figueira da Foz

      
Video: Filipe Freitas



SELO da minha Praia
..... pode levá-lo .....




Músicas



PRAIA da CLARIDADE nasceu em:

30/Janeiro/2005

Os 50 Artigos mais Recentes

Batalha da Roliça

Revolução dos Cravos

Massacre de Lisboa de 150...

O Alasca foi vendido

Páscoa: este ano é muito ...

Feliz Dia de São Valentim...

Padre António Vieira

Centenário do Regicídio d...

Descoberta da Vacina

Daguerreótipo

Feliz Ano de 2008 !

Lua Azul

Fossa das Marianas

Flor-do-Natal

Calçada da Fama

Beatriz Costa

Frank Sinatra

Tubarão-touro

Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independên...

Egas Moniz

Maiores campos de gelo e ...

Tumba de Herodes

A Bela Adormecida na Figu...

Bola de ténis

Qual a cidade mais fria d...

Tautologia

O maior grupo de lagos de...

Macaronésia

Chuva de estrelas

Erupções vulcânicas

Lenda de São Martinho

Mário Viegas

Muro de Berlim

Libelinha

Castanhas

Falha de Santo André

Quinze anos ao telemóvel

Fotografia Aérea com Papa...

Chuva de animais

Pseudo-fruto

Elevador da Glória

1.º avião do mundo

Maçã

Funicular

Amistad

Turbante

O primeiro satélite artif...

José Hermano Saraiva

Masseiras

Arquivos Mensais

Agosto 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Temas

acidentes

açores

actores

alimentação

ambiente

animais

arquitectura

artes

astrologia

astronáutica

astronomia

aves

aviação

brasil

cantinhos de portugal

cantores

capitais

ciências ocultas

civilizações

crustáceos

culinária

curiosidades

desportos

electrónica

energia

fenómenos

festividades

figueira da foz

filosofia

geografia

guerra

história de portugal

história mundial

humor

informática

insectos

lazer

lisboa

literatura

locais sagrados

madeira

máquinas

mar

medicina

medicina natural

mistérios

monumentos

música

natureza

oceanos

palácios

peixes

pensamentos

pessoas célebres

poemas

poetas

religião

relíquias

rios

saúde

superstições

tecnologias

tradições

transportes

turismo

união europeia

todas as tags

Hora e Temperatura locais (clique, veja a sua zona)

Click for Coimbra, Portugal Forecast

........ Anjo da Paz ........

Anjo da PAZ

Blogues Amigos



À Beira Mar


A Iluminura


A Magia das Palavras


A Papoila


A Serpente Emplumada


Acerca do Mundo


Amicus Ficaria


Ana Luar


Arodla 2006


As the world turns


Barão da Tróia


Bella Mistura


Bióloga Poetisa


Blog da Berenice


Blog da Dalva


Blog das Trevas


Blogamizade


Blog Blogs SAPO


Boanova


Cantinho da Florinda


Cantinho da TiBéu


Canto da Conchita


Chica Ilhéu - Açores


Chuviscos


Cidália Santos


Competências


Confraria das Bifanas


Continua a Sorrir


Dador de Madula Óssea


Deixa-me !...


Doença de Parkinson


Domínio dos Anjos


Dreamers of the Night


Ecos do Tempo


Escrevinhando com o Coração


Eterna Parte de Mim


Evasões Bárbaras


Ex-Improviso


Fadinha Arodla


Fallen Angel - Marisocas


Fátima Cidade de Acolhimento


Floresta de Lórien


FLP - Aloé Vera


Formas & Meios


Formiguinha Atómica


Gatinhos Voadores


Ideias e Ideais - Terceira


Isis


Janela Aberta


José Lessa


Lua e Estrela


Mar y Sol


Menina Marota


Momentos a Dois


Mudar o Template


Noites do Amanhecer


O Atónito


O Estrelado


O PALHETAS -Figueira da Foz-


O Sal da Nossa Pele


O Sino da Aldeia


O Teu Doce Olhar


Paraquedista


Paredes de Coura


Parkinson Campinas


PAVANN


Por Terras do Rei Wamba


Princesa do Mar


Putoreguila


Quinto Poder


Rumo ao Sul


Sabor Latino


Sabor da Cozinha


Segunda Vida


Sem Imaginação


Sentimentos


Som & Tom


Sombreiro


Terena, vila Alentejana


Uma caracol falante


Virtual Realidade






Utilitários



FIGUEIRA DA FOZ
on-line

O seu browser não suporta flash. Necessita instalar o "plug-in".



Meteorologia




Portal dos Sites