Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

Ilha de Tristão da Cunha



Imagem de satélite das principais ilhas do arquipélado de Tristão da Cunha. A maior ilha é Tristão da Cunha
Imagem de satélite das principais ilhas do arquipélado de Tristão da Cunha.
A maior ilha é Tristão da Cunha. À esquerda estão, de cima para baixo, a Ilha Inacessível e a Ilha Nightingale



Tristão da Cunha  (ing. Tristan da Cunha) é uma ilha remota no Sul do Oceano Atlântico. É uma dependência de Santa Helena, esta também dependência do Reino Unido. É extremamente difícil aceder à ilha, devido ao seu isolamento e o facto de ser rodeada por penhascos com mais de 600 metros de altura. Os vizinhos mais próximos de Tristão da Cunha são a ilha norueguesa de Bouvet, a Sueste, e a ilha da Geórgia do Sul, britânica, a Sudoeste. Apenas a ilha principal é habitada.
 
 
Geografia
 
O nome Tristão da Cunha é usado para o arquipélago, que consiste em:
 
>  Tristão da Cunha (ilha)
Ilha Nightingale
>  Ilha Inacessível
>  Ilha Gough (também chamada Diogo Álvares), a 350 km
>  Ilha do Meio
>  Stoltenhoff
 
 
A ilha principal é bastante montanhosa; a única área plana contém a vila de Edimburgo (ing. Edinburgh), capital. O ponto mais alto, The Peak (2010 m), fica coberto por neve no Inverno.
 
Tristão da Cunha é um local de nascimento de albatrozes-errantes (Diomedea exulans).
 

População
 
Existem à volta de 300 habitantes, todos com um dos sete apelidos, contudo os apelidos não são utilizados na prática. Fala-se inglês e a religião praticada é a anglicana. Existem alguns problemas de saúde devido à endogamia, incluindo asma e glaucoma, consequência do casamento inevitável entre casais com grau de parentesco próximo, como por exemplo casamentos entre primos em segundo grau, causando um cada vez mais restrito recurso genético.
 
O arquipélago não possui aeroporto, possuindo apenas um pequeno porto pesqueiro.
 
Não há televisão, mas existem aparelhos televisivos que são usados para o visionamento de cassetes de vídeo, contudo não há serviços de aluguer de vídeos. Não existem também jornais.
 
Existe uma escola, um hospital, um posto dos correios, um museu, um café, um bar (pub), e uma piscina. Depois dos 16 anos, aqueles que desejam prosseguir os estudos podem fazê-lo na Grã-Bretanha.
 
À data de 2003, não era permitido o estabelecimento de estrangeiros. A maior fonte de proveitos externos do arquipélago é a venda de selos para colecção. Por esta razão, TA e TAA têm uma reserva excepcional ao abrigo do ISO 3166-1 a pedido da UPU (União Postal Universal) para representar Tristão da Cunha. Outra fonte de rendimento é a pesca de lagosta para exportação para o Japão e EUA. O ISO 3166-1 é parte do padrão ISO 3166 que sugere códigos para os nomes de países e dependências.
 
 
História de Tristão da Cunha
 
O arquipélago foi descoberto em 1506  pelo  navegador  português D. Tristão da Cunha (1), que deu o seu nome à ilha, mas que não pôde atracar devido aos penhascos de mais de 600 metros de altura. Tristão da Cunha foi mais tarde anglicizado para Tristan da Cunha nome oficial da ilha em todas as línguas exceptuando o português.
 
A primeira volta ao arquipélago foi feita pela fragata francesa L'Heure du Berger in 1767. Pesquisas inglesas foram depois feitas na ilha principal e uma primeira cartografia foi desenhada. A presença de água numa grande cascata de Big Watron e num lago no Norte da ilha foi notada, e os resultados foram publicados por um hidrógrafo da Royal Navy in 1781.
 
O primeiro colono permanente foi Jonathan Lambert, de Salem, Massachusetts, que chegou às ilhas em 1810. Declarou-as sua propriedade e renomeou-as Ilhas do Refresco (Refreshment). A sua soberania foi curta, pois morreu num acidente marítimo em 1812. Contudo, a grande riqueza que conseguiu com a venda de óleo de leão marinho a navios de passagem está, supostamente, ainda escondida algures na ilha de Tristão da Cunha.
 
Em 1815 os Britânicos formalmente anexaram as ilhas, sobretudo como medida para assegurar que os franceses não as pudessem usar como base para uma operação de resgate para libertar Napoleão Bonaparte da sua prisão em Santa Helena.
 
No Verão e Outono de 1961 erupções vulcânicas provocaram a saída de todos habitantes, e só em 1963 a ilha principal voltou a ser habitada.
 
Até hoje, os habitantes de Tristão da Cunha continuam membros orgulhosos da Commonwealth Britânica, tendo em 2005 a ilha recebido um código postal inglês (TDCU 1ZZ).
 
Não existe aeroporto nem aeródromo, fazendo com que Tristão da Cunha "rivalize" com Pitcairn como a ilha mais inacessível da Terra.
 
A ilha deu o nome ao albatroz de Tristão, que entretanto já se extinguiu no arquipélago, uma ave procelariforme pertencente à família Diomedeidae (albatrozes).
 
( Pitcairn é uma minúscula colónia britânica na Polinésia que tem como único vizinho a Polinésia Francesa, a oeste. Um terço da população (de cerca de 50 pessoas) foi julgada por abusos sexuais em 2004.
)
 
 
(1) - D. Tristão da Cunha (c. 1460- c. 1540), cavaleiro do conselho d'El-Rei D. Manuel I foi nomeado, em 1505, o primeiro vice-Rei da Índia Portuguesa, mas não chegou a ocupar o cargo por motivos de cegueira temporária.
 
Em 1506, foi nomeado comandante da frota que operou ao longo da costa este de África e nas Índias. Ao seu mando estava Afonso de Albuquerque, seu primo, que tinha a seu cargo um esquadrão da frota. Depois de descobrir as ilhas que agora têm o seu nome (arquipélago de Tristão da Cunha), segue para Madagáscar, visita Moçambique, a ilha Brava em Cabo Verde (onde reduziu o poder Árabe) e Socotora, que conquistou. Distinguiu-se nas Índias em várias acções. Em 1513, foi mandado a Roma como embaixador ao Papa Leão X. A Embaixada faustosíssima que comandava percorreu as ruas de Roma numa extravagante procissão onde se viam animais selvagens das colónias e riquezas das Índias.
 
Ainda que nunca tivesse assumido o cargo de Vice-rei da Índia, o seu filho Nuno da Cunha, foi o 9º Governador da Índia em 1529.
Fonte: Wikipédia


Arquipélago Tristão da Cunha
Localização do Arquipélago Tristão da Cunha

sinto-me: Navegador solitário
Publicado por: Praia da Claridade às 00:03
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6 comentários:
De ferto a 5 de Abril de 2006 às 13:33
Amigo Filipe: É sempre uma satisfação visitar o teu blog. Sempre actual, sempre em cima do acontecimento. Entra-se nele e e ao sair vimos mais enriquecidos. Que sempre tenhas força e coragem para que ele esteja actual. Um abraço fb


De soaresesilva a 5 de Abril de 2006 às 14:32
Sabia que existia este arquipélago mas não o localizava bem. Fiquei agora a saber onde fica. É extraordinário como conseguem lá viver 300 pessoas. Deve ser uma vida da mais completa monotonia. Deus me livre...


De jo a 5 de Abril de 2006 às 15:04
Adorei este artigo, pk sou fã de ilhas e quanto mais desertas melhor. Quando era nova tinha o hábito de ir a nada até ao lheu da Anica (Portinho da Arrábida) e á Ilha do Pessegueiro em frente á praia do mesmo nome (perto de sines) para estar só com a natureza. Viver nima olha ´não, mas estar rodeada de água por todos os lados adoro.Quando tinhamos barco iamos sempre com amigos para praias sem acesso por terra. Apanhámos alguns sustos com as aventuras em que nos metíamos,mas acabaram sempre bem.
Água é o meu elemento.
Abraço


De Marysol a 6 de Abril de 2006 às 11:44
Filipe, muito interessante.....Mais uma que aprendi contigo! :) Beijos


De Martins a 24 de Novembro de 2006 às 22:29
Procurava informar-me sobre a maneira como a ilha de Tristao da Cunha veio a ser e é Inglesa e encontrei este site que me parece simplesmenteFORMIDAVEL . Obrigado vai para os meus favoritos
Luis


De Praia da Claridade a 24 de Novembro de 2006 às 23:48
Caro Luis Martins: na ausência de elementos de retorno (blog, por ex.,) para lhe agradecer este comentário, faço-o por aqui, neste meu post, com a esperança que este agradecimento seja lido.
Volte sempre ! Obrigado. Um Abraço.
Filipe


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